sábado, abril 14, 2007

Bolo de laranja "cientifico"



Esta foi a receita que a Bibi, o André e a Mariana aprenderam a fazer na visita ao Centro Ciência Viva da Universidade de Aveiro.
Depois, foi só deixá-los soltos na cozinha a testar os seu dotes culinários.
E não é que o bolo ficou mesmo bom? Foi uma delícia saborear... tão bom de lamber os dedos!
Aqui fica a sugestão para juntar na cozinha os “graúdos” e os “miúdos”.
Cozinhando também se aprende! E é um divertimento (saboroso)!

Ingredientes:

4 ovos
200 g de farinha
200 g de açúcar
sumo de 1 laranja
100 g de margarina

Separar os ovos e misturar as gemas com o açúcar, batendo muito bem.
Derreter a margarina (em banho-maria) e juntar às gemas e ao açúcar.
Bater as claras em castelo firme.
Adicionar nas gemas o sumo de laranja e, alternadamente, ir envolvendo a farinha e as claras em castelo.
Colocar em tabuleiro untado e levar ao forno pré-aquecido (200º) por mais ou menos 15minutos .

Depois de pronto é só desenformar e cortar aos quadradinhos. Pode polvilhar com açúcar em pó. O sucesso foi tanto que por pouco não tinhamos bolo para tirar a fotografia!

(Vovó Carminho, se cuide... os netos estão tomando a cozinha!!)

segunda-feira, abril 02, 2007

Hambúrguer de Lentilhas




É sempre bom ir fazendo variações na cozinha e testando outros sabores.
Foi o que aconteceu nesta receita.
Tenho descoberto os novos sabores de diferentes tipos de lentilhas. Desta vez experimentámos as lentilhas descascadas. E, como sobrou, a outra refeição foi de “hambúrguer”.
Ficaram óptimos e , por isso, divulgamos aqui.


Primeiro cozinhámos as lentilhas em água. Estas lentilhas já descascadas cozem muito depressa (não faz mal se ficarem desmanchadas).
À parte, fazer um refogado com cebola, alho, azeite. Dar um toque oriental temperando com temperos e especiarias… o gosto de cada um conta muito… nós juntamos pimenta, cravinho, canela, açafrão, cominhos, coentros em pó, gengibre e sal (podem sempre acrescentar mais qualquer coisa, ou substituir alguma); podem juntar algum picante, se gostarem.
Juntar tudo nas lentilhas e deixar apurar.

Esta foi a primeira parte e fez uma refeição…
Depois, o que sobrou, foi guardado no frigorífico e outro dia… virou hamburguer!!

Juntamos às lentilhas cebola e salsa bem picadinhas; demos a forma de hamburguer e fizemos em frigideira anti-aderente, untada com um pouquinho de azeite.

Acompanhamos com uma salada… saudável e saboroso.
Experimentem!

sábado, março 24, 2007

Camarão à minha moda



Sabemos que as coisas mais simples às vezes são as que resultam melhores. Pois foi exactamente o que aconteceu com este jantar feito um pouco à pressa.

No congelador havia camarões (daqueles já descascados) e foi isso que determinou a ementa, utilizando os ingredientes que há sempre por casa…

Depois… foi só confeccionar… e saborear em boa companhia…

Como fizemos? Nada mais fácil.

Ter à mão:

Camarões descascados
Cebola picada
Alho picado
1 folha de louro
1 lata de tomate aos pedaços
azeite
sal e pimenta
coentros frescos picados

Fazer um refogado com a cebola, o alho e o azeite até a cebola ficar transparente. Acrescentar o tomate (juntamente com o molho) e temperar a gosto com sal e pimenta. Juntar a folha de louro e deixar apurar um pouco.
Depois acrescentar os camarões (mesmo ainda congelados), deixar ferver uns minutos até os camarões ficarem cor de rosa… rectificar os temperos.
Polvilhar com coentros picados.

Para servir fizemos uma coroa com arroz branco e colocamos os camarões no meio.

Uhmm!... uma delicia!

segunda-feira, março 12, 2007

Tarte de maça da Berta


Esta já é uma receita muito antiga, daquelas que temos guardadas e que nunca mais voltamos a fazer. Era muito habitual na casa da nossa grande amiga Berta, que com o seu carinho nos recebia para uma noite de sábado bem passada com os amigos de sempre. Que saudades desse tempo!

O cheirinho de maçã que foi inundando a cozinha trouxe de volta essas memórias e a saudade.

Esta é daquelas meio tarte meio bolo de maçã, fácil e deliciosol. Pode ser servida fria ou morna e se quiser acompanhar com um gelado de baunilha... uhmmm... fica uma delícia!!

Experimentem e digam se não tenho razão.

ingredientes:

200 grs. de açúcar
250 grs. de farinha
200 grs. de manteiga
3 ovos
maçãs descascadas e cortadas às rodelas ou meias-luas

Para fazer:

Misture e bata o açúcar, com os ovos interiros e com a manteiga até ficar em creme e vá juntando a farinha, continuando a bater.
Coloca-se a massa obtida numa forma redonda (que possa servir) e vai-se entremeando com as fatias de maçã. A última camada deve ser de maçã.
Polvilha-se com açúcar e canela e vai ao forno (pré-aquecido a 180º) a assar.

O cheirinho que se sente é de dar água na boca!

domingo, março 11, 2007

Escondidinho do papa



Foi um jantar com amigos para festejar o aniversário do papá e por isso coube a ele escolher o menu.
Lá lhe fizemos a vontade... e todos lucramos com isso... estava mesmo saboroso!
Os que aqui estiveram podem confirmar.
Não é um prato difícil de fazer. A receita original é feita com carne-seca e foi como fizemos mas pode muito bem ser feito com carne picada... a mandioca também já é fácil de encontrar no mercado, não há desculpas!

Mãos à obra:


Ingredientes:

• 500 g de carne-seca (ou carne picada)
• 1 kg de mandioca
• 1 copo e ½ água de cozer a mandioca (ou de leite)
• 100 g de manteiga
• Cebola
• Alho
• Salsa picada
• Sal q.b.
• Pimenta-do-reino
• 300 g de queijo mozzarella, ralado em fios (utilizei aquele que já se compra preparado, em saquinho)
• queijo ralado (gosto de utilizar queijo da ilha)



Prepare assim:

- Na véspera coloque a carne-seca de molho para retirar o sal (vá mudando a água);
- Coloque para cozinhar em panelas separadas a carne-seca (ou se fizer com carne picada, prepare a carne como é habitual - com molho de tomate, fica óptima)e as mandiocas (no fim reserve a água das mandiocas);
- Quando a carne estiver bem cozida, desfie e refogue em outra panela com a cebola e o alho, temperando a gosto com o sal e a pimenta-do-reino (cuidado para não exagerar com o sal, já que a carne-seca é salgada); no fim, junte a salsa picada;
- Pegue as mandiocas já cozidas e amasse com um garfo até chegar a uma consistência de puré (pode utilizar o processador – foi o que fiz – mas é importante fazer enquanto estiverem quentes, juntando a água em que cozinharam);
- Coloque em uma panela , junte a manteiga e tempere com sal e pimenta a gosto, vá mexendo e vá juntando água em que cozeram (ou o leite) até ficar homogéneo; deve ficar um puré molinho (eu prefiro fazer com a água em vez do leite porque acho que fica mais leve);
- Numa travessa que possa ir ao forno, faça uma primeira camada com o puré de mandioca, depois a carne-seca, o queijo mozzarella ralado em tiras, outra vez o puré de mandioca e por último o queijo ralado;
- leve ao forno para gratinar e quando estiver com uma casca dourada, retire e sirva;

Se quiser fazer com antecedência, arme todo o prato (até pode congelar) e deixe para levar ao forno na hora.

Para acompanhar, uma salada é suficiente. Há quem goste de servir também com molho de pimenta... fica ao critério de cada um.

Um bom vinho... e muita alegria!

Nós por aqui alegramo-nos com o festejado e fomo-nos preparando para brindar e cantar os parabéns!

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Arroz de bacalhau com grelos




Haverá comida mais lusitana?
É óptimo para ser preparado com antecedência, deixando para ser finalizado na hora de servir. Aliás o prato quer-se bem molhadinho… a vovó Nair costumava dizer que o arroz “malandro” (ou “a fugir”) tinha que se esperar na mesa! Bom conselho!
Desta vez fiz na panela de barro… é bom para manter quente, pode servir-se na própria panela, mas tem de se ir cozendo muito lentamente, com o fogo baixinho, mexendo sempre para não pegar.
Juntar grelos ou não é uma questão de gosto…

O que precisa de ter à mão (como tantas outras vezes, a quantidade é o “olhometro”, gosto e necessidade):

- Bacalhau dessalgado, cortado aos pedaços, sem espinhas (pode utilizar as postas mais finas, ou até mesmo aquele que já vem desfiado – não gostamos tanto porque fica muito desfeito, mas é uma opção; aqui em casa fazemos muitas vezes com as “bochechas” – é uma parte muito saborosa)*
- cebola picada
- alho picado
- massa de tomate (uso muito pouco, só para dar uma corzinha rosada)
- azeite
- vinho branco (também muito pouco)
- sal e pimenta
- grelos
- arroz carolino (o arroz de grão grosso é sempre melhor porque tem mais goma; uma chávena de café de arroz para duas pessoas costuma ser suficiente, porque o arroz feito desta maneira cresce muito)
- água quente (a quantidade que usamos para ficar “a fugir” é uma medida de arroz para três de água; nunca colocamos a água toda de uma vez e convém ter sempre água quente por perto para os ajustes)
- salsa picada

Como fazer:

Comece por arranjar e lavar os grelos; reserve.

Faça um refogado leve com o azeite, a cebola e o alho, junte a massa de tomate e “respingue” com o vinho branco. Vá mexendo sempre e deixe apurar um pouco para que o álcool do vinho evapore;

Acrescente a água quente (reserve um pouco da água quente) e deixe levantar fervura:
Tempere com sal e pimenta a gosto (cuidado com o sal por causa do bacalhau; mais vale rectificar os temperos depois);

Junte o bacalhau e o arroz; vá mexendo (importantíssimo se fizer em panela de barro) e deixe o arroz ir cozendo… esta é a altura para ver se precisa de acrescentar mais água ou não; é importante que deixe cozer lentamente;

Quando o arroz já estiver “aberto” acrescente os grelos… deixe levantar fervura, rectifique os temperos e deixe acabar de cozer (vá controlando a quantidade de água para não deixar secar);

Quando o arroz já estiver pronto, os grelos também devem estar (aqui também serve o critério “ao dente” para quem, como nós, não gosta das folhas verdes muito cozidas);

Já com o fogo desligado polvilhe com salsa picada e tape a panela… entretanto vá chamando o pessoal… e não esqueça o conselho da vovó: arroz malandro espera-se à mesa!

Um bom vinho para acompanhar e eis um jantar de sucesso!

*costumamos ter sempre bacalhau já dessalgado no congelador. É um optimo recurso de última hora.

sábado, fevereiro 17, 2007

Batata-doce




Esta é uma maneira de variar o acompanhamento.
Na verdade foi uma invenção para experimentar uma batata diferente (e é mesmo diferente apesar de ser também uma raiz tuberculosa).

Como fizemos? Muito simples:

Cortamos a batata em pedaços pequenos e cozemos em água com sal (cuidado para não deixar desmanchar).

Colocamos num tabuleiro, salpicamos com alho picado, pimenta e regamos com um fio de azeite.

Levamos ao grelhador para gratinar (usamos o grelhador do microondas, mas pode ser no forno também).

E pronto... já está... este serviu para acompanhar um prato de carne.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Mousse de Goiaba da Piá




Esta é mais uma daquelas receitas da nossa grande reserva de comida saborosa: a tia Micá.
Mesmo lá do outro lado do Atlântico ela nunca se esquece que estamos sempre cheios de vontade de experimentar coisas novas. Desta vez a mousse de goiaba que nos envia foi testada no aniversário da titia Piá que festejou, cheia de alegria e saúde, os seus 83 aninhos! Fica aqui a nossa homenagem!


Ingredientes (em versão lusitana também):

Para a mousse:

- 1 lata de leite condensado
- a mesma medida de suco tropical de goiaba (podem utilizar
o que se vende congelado, em saquinhos)
- 1 lata de creme de leite (natas)
- 1 pacotinho de gelatina sem sabor dissolvida em
1/2 chávena (chá) de água quente
(pode utilizar gelatina de goiaba - nesse caso dissolvida em 1 ch de água quente -, mas cá em terras lusitanas nunca encontrei...)


Modo de fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador e leve ao
Frigorífico em uma taça (ou em taças individuais).
Enquanto a mousse endurece um pouco, faça a calda que será colocada sobre a mousse na hora de servir.


Calda

- 1 chávena de açúcar cristal
- 1 ½ chávena de suco tropical de goiaba (ou congelado)
- 2 goiabas médias descascadas e cortadas em cubos
pequenos (inclusive com a semente).
Misturar tudo e deixar apurar por cerca de 10 minutos em fogo baixo.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Tortellini à nossa moda


Um jantar de última hora... nada como recorrermos a alguma coisa super prática, aproveitando o que temos em casa.
Desta vez utilizamos aquelas embalagens de massa fresca já recheadas... que alívio! São muito boas e um óptimo recurso.
Saboreamos este jantarzinho relâmpago com os nossos amigos J. Luís e Ninita, acompanhados de um bom vinho. É tudo o que se precisa para passar um bom tempo na conversa.

Foi feito assim:

Cozemos os tortellini (utilizamos «tortelloni com ricotta e espinafres» – marca Pingo Doce) em água com sal (atenção ao tempo! 3 minutos é suficiente!). Escorremos (guardamos 1 copo da água) e colocámos num tabuleiro.

Misturámos aí mozzarella fresca cortada em pedaços.

Cobrimos com uma lata de tomate com cebola e manjericão. Juntamos uma caixinha de massa de tomate frito.
(Se precisar de mais molho - depende da quantidade de tortellini - pode aumentar a quantidade de tomate e/ou juntar um pouco da água reservada).

Temperamos com umas pedrinhas de sal e pimenta (a gosto).

Juntamos, ainda, uma caixinha de «natas» de soja (claro que pode juntar natas).

Queijo parmesão (ou da ilha) ralado por cima... Levamos ao forno a gratinar e...

Já está!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Farófias


Fizeram um pedido para a receita de farófias.
Houve um tempo que fazíamos com alguma frequência, sobretudo depois de fazer arroz dôce, porque sobravam muitas claras. Claro está que a receita original é feita com os ovos inteiros, mas, para o aproveitamento das claras, fomos inventando outras... a que fizemos com leite de côco ficou divina e, porque todos gostaram, já a repetimos várias vezes!
Deixamos aqui a receita completa (do Roteiro Gastronómico de Portugal) e a modificada por nós.
Experimetem diferentes versões.

Ingredientes:

175 g de açúcar
4 ovos muito frescos
1 colher de sobremesa de maizena
7,5 dl de leite
1 casca de limão
canela q.b.

Para fazer:

Separam-se as gemas das claras.
Batem-se as claras em castelo e quando estiverem bem firmes juntam-se 50 g de açúcar, continuando a bater até se obter um preparado bem espesso e seco.
Entretanto, leva-se o leite ao lume com o restante açúcar e a casca de limão. Quando ferver, reduz-se o calor para manter apenas uma fervura suave. Deitam-se dentro colheradas do preparado de claras e açúcar.
Deixam-se cozer rapidamente, voltando-as.
Retiram-se as farófias com uma escumadeira e colocam-se num passador para escorrer. O leite que vai escorrendo das farófias junta-se ao do tacho.
Depois dispõem-se no prato ou travessa de serviço, fundos.
Deixa-se arrefecer o leite em que as farófias cozeram e adiciona-se a maisena desfeita num pouco de leite ou de água frios e as gemas.
Leva-se ao lume, mexendo sem parar para cozer e engrossar.
Rectifica-se o açúcar se for necessário.
Cobrem-se as farófias com o molho e polvilham-se com canela.


Para as farófias com leite de côco:

O modo de fazer é em tudo igual as farófias normais. A única diferença é que só vai utilizar as claras. E vai juntar ao leite de vaca, uma garrafinha de leite de coco... e vai cozendo as claras nessa mistura.
Depois, faça o molho com a maizena... (não vai ter as gemas e por isso vai ficar mais branco)
Em vez de polvilhar com canela, utilize côco ralado!

Vai ver que é também uma delícia!

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Mousse After Eight

voltamos a fazer e ficou assim... deliciosa!!!
esta foto ainda não é a nossa, mas garantimos que fica igualzinha!


Que havemos de fazer?... aqui ninguém resiste a um chocolate e estamos em «maré negra»!! Por isso aqui vai mais uma!
Esta receita de mousse veio da Ana Teresa e, como ela afirmou, é mesmo deliciosa! Fizemos nos anos da Fifi e foi o maior sucesso.
O After Eight dá-lhe um gostinho mesmo original...

Como fazer? É mesmo muito simples.

Precisa de:

200 grs de chocolate After Eight (1 caixa)
5 ovos, gemas e claras separadas
100 grs de chocolate em barra
80 grs de açúcar
5o grs de manteiga
  • deixar de parte uma colher de sopa de açúcar e bater o restante com as gemas até ficar uma gemada cremosa (costumo passar as gemas por um passador, para retirar a película)
  • partir o chocolate aos bocados e levar ao microondas junto com a manteiga (em taça de vidro), cerca de 1 minuto;
  • retirar e misturar rapidamente os after eights, envolvendo até que tudo fique derretido e bem misturado;
  • juntar no chocolate a gemada, misturando bem
  • no fim, bater as claras em castelo firme com a colher de açúcar reservado
  • envolver no chocolate delicadamente
  • levar ao frigorífico até à hora de servir.

Pode acompanhar com um quadradinho de after eight.

É mesmo muito bom... before, after eight ou a qualquer hora!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Bolo de chocolate da Linda



Para os gulosos e amantes do chocolate, mais um receita deliciosa!
Este é um bolo feito com mousse de chocolate.
Só não dizemos que este seja o «melhor bolo de chocolate do mundo», porque esse nome é marca registada!
Mas, com certeza, este é o nosso melhor bolo de chocolate!
A Linda trouxe-o num jantar de anos e fez o maior sucesso! É mesmo muito bom!

Toca lá a experimentar! E depois... ginástica!

Primeiro, precisa de fazer a Mousse com:

200 grs de chocolate de culinária
170 grs de açúcar
150 grs de manteiga
6 ovos, gemas e claras separadas
1 colher de sopa de vinho do Porto

Derrete-se o chocolate junto com a manteiga em lume brando (bom ser feito em banho-maria).
Retira-se do lume e adicionam-se as gemas, mexendo bem.
Batem-se as claras em castelo forte e vai-se incorporando o açúcar aos poucos, continuando a bater.
No fim mistura-se o chocolate.

Para o bolo:

Divida a mousse em 3 partes.
Junte 2 colheres de sopa de farinha de trigo misturada com 1 colher de chá de fermento a 2/3 da mousse.
Ponha numa forma forrada com papel vegetal e bem untada.
Leve ao forno pré-aquecido a 180º por cerca de 12 minutos.
Desenformar no prato de servir e tirar o papel.
Picar bem com um garfo e cobrir com a restante mousse.
Deixe arrefecer e leve ao frigorífico.

uhm....... é mesmo muito bom!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Sardinhas de escabeche à minha moda


Nada mais fácil e uma opção para ter uma refeição pronta no frigorífico...
Podem utilizar qualquer peixe, mas como o maridão gosta muito de sardinha, é esse que normalmente fazemos. Já fizemos com sardinhas congeladas e também dá certo.
O escabeche era a forma tradicional dos pescadores poderem conservar o peixe em excesso. Foi a São quem nos ensinou a maneira que já tinha aprendido com o pai pescador.
A receita clássica do escabeche é com o peixe frito. Para facilitar (e reduzir as gorduras), modificamos e utilizamos o forno... acreditem que fica óptimo!

Precisam de:

Sardinhas arranjadas (se gostar pode deixar a cabeça)
Azeite
Cebolas às rodelas
Alhos picados
Louro
Vinagre
Vinho branco
Sal e pimenta q.b.


Comecem por temperar as sardinhas com sal, regá-las com um fio de azeite e levar ao forno para as deixar assar (não deixem secar muito... se o forno já estiver quente, é rápido).

Enquanto isso, com a cebola e o azeite, vai-se fazendo um refogado.
Logo que a cebola esteja transparente, acrescente os alhos e o louro, continuando o refogado. Acrescente também o vinagre e vinho branco, temperando com sal e pimenta a gosto.
Deixe apurar mais um pouco.
Quando as sardinhas estiverem prontas é só arrumá-las num recipiente e regar com o molho de azeite e cebolas.

Não indicamos quantidades porque depende muito do gosto de cada um... o líquido deve ser suficiente para cobrir as sardinhas. Há quem faça só com vinagre mas, como não gostamos dum avinagrado muito intenso, acrescento vinho branco. Têm que ir provando... até ficar como gostam mais.
Claro que outros temperos também são possíveis. Sabemos que existem muitas outras maneiras de fazer escabeche (algumas até com tomate).

É melhor quando comido no dia seguinte para que o peixe possa absorver os sabores. Aliás, conserva-se muito bem no frigorífico, bastando retirar momentos antes para ficar à temperatura ambiente.
Para petisco ou refeição principal... é só acrescentar um acompanhamento.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Espinafres em salada


Estamos todos a precisar de compensar os excessos das festas...
Nada melhor do que ir variando nas saladinhas...
Deixamos aqui hoje uma sugestão de salada com espinafres vermelhos. Isso mesmo, as folhas são mais pequeninas e dão um toque colorido à salada. Pode misturar com muitos ingredientes, inclusive com a clássica alface.
Neste caso utilizamos mesmo só o espinafre... dando um toque «agridoce» com ananás e mel...

Fizemos assim:

Misturámos espinafre vermelho, cubinhos de ananás fresco, tomates cereja, tirinhas de pimento vermelho e queijo da ilha em lascas... só isso... envolvido num molho delicioso...

E para o molho, misturámos azeite, vinagre balsâmico, mel (em proporções a gosto) e temperámos com sal e orégãos.

Façam as vossas variações sobre o mesmo tema! Não há maneira de errar!

terça-feira, janeiro 02, 2007

martini com romã


Bom ano! Com muitas coisas boas e saborosas!

E para um aperitivo diferente, sempre que apetecer... que tal experimentarem um martini com romã, muito fresquinho?

Fica lindo... e é muito agradável!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Natércias da tia Cândida


Continuando com as nossas tradições de Natal, as «natércias» são os bolinhos preferidos do David...
A receita original é da Tele Culinária, mas a tia Cândida fá-los tão bem que resolvemos registá-los com a sua “marca”. Ficam sempre deliciosos e já têm um lugar cativo em qualquer festa de família.
Experimentem também e vão ver que ficam fãs.

Ingredientes (para ± 24)

400g de açúcar
130g de farinha
2 ovos
0,5 lt de leite
50 g de manteiga
raspa de limão (opcional)

Modo de Fazer

Bate-se os ovos com o açúcar. Junta-se a margarina derretida, a farinha e por fim o leite (e, se quiserem, a raspa de limão).
Vai ao forno em forminhas muito bem untadas com manteiga e polvilhadas com farinha.
Quando cozidas desenformam-se e, se preferirem, podem ser colocadas em forminhas de papel.

Depois é só saborear uma a uma!!!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

cuscuz baiano

ainda não passamos as fotos... e por isso esta é daqui; logo que possível substituímos.

Outras das tradições natalícias lá de casa é experimentar uma sobremesa nova. Pois é... foi a Fifi quem instituiu e, assim, todos os anos lá vamos pesquisando até encontrar uma que nos agrade.
Este ano foi o «cuscuz baiano». Quando estamos no Brasil gostamos muito de comer aquele que é vendido na rua, em tabuleiros... quisemos experimentar e não é que ficou mesmo bom? E é muito fácil de fazer! Não tínhamos o coco fresco... mas usamos coco ralado e também ficou delicioso!

Cá deixamos a receita para experimentarem, quem sabe na noite de fim de ano?

Ingredientes:

500 g de tapioca
1 coco grande ralado (ou 1 pacote de coco e um pouco de leite – de vaca ou de coco - para hidratar)
3 chávenas de açúcar
1 colher (chá) de sal
8 a 9 chávenas de água quente (mas não a ferver; retiramos da torneira)
Leite condensado para servir

(fizemos só metade da receita, o que nos pareceu mais que suficiente dada a fartura desta época)

Modo de fazer

Misture bem a tapioca e o coco já no tabuleiro onde vai ser servido.
Se usar o coco ralado de pacote, convém hidrata-lo primeiro com um pouco de leite. Utilizamos leite de coco, mas há quem faça com leite de vaca.
Acrescente o açúcar e o sal e vá mexendo bem.
Por último vá acrescentando a água aos poucos, misturando bem; nós colocamos uma chávena de cada vez; a tapioca vai absorvendo a água... vão verificando a consistência... fica como um pudim durinho.
Quando toda a água tiver sido absorvida, cubra e leve ao frigorífico até à hora de servir (ou deixe mesmo à temperatura ambiente se preferir).
Na hora de servir, coloque por cima mais coco ralado e sirva as fatias com um fio de leite condensado.

Uma delícia!

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Sonhos de abóbora




Vamos aproveitando a quadra festiva para dar a conhecer as nossas tradições
Na mesa não pode faltar o que é importante para cada um!
Para a madrinha Paula são os sonhos de abóbora que avivam, na memória, os sabores e aromas da infância.

Fizemos assim:

100 grs de polpa de abóbora cozida
100 grs de farinha
2 ½ dl de água
1 colher (café) de fermento
1 colher (café) de sal
5 ovos
óleo para fritar
açúcar e canela q.b.


Na véspera, coza a abóbora (sem a casca) em água. Escorra e esprema num pano. Deixe-a a escorrer.
No dia, esprema bem a abóbora e pese 100 grs. Reserve.
Ponha a ferver os 2 ½ dl de água com o sal e a farinha, mexendo bem, envolvendo e deixando cozinhar a farinha (deve ficar uma bola, soltando-se da panela).
Deixe arrefecer um pouco. Vá juntando os ovos um a um, amassando bem (pode fazer isso no processador; se não tiver um a varinha mágica também serve; a ideia é que a farinha não fique “encaroçada”).
Acrescente na massa a abóbora e o fermento, envolvendo bem.
Aqueça o óleo. Com uma colher de sobremesa vá colocando porções da massa a fritar. Deixe-as dourar levemente e retire para um travessa com papel de cozinha (escorrendo o excesso de gordura).
Quando estiverem frias, passe-as por açúcar e canela.

Depois... saboreie!

domingo, dezembro 17, 2006

Ragout de Cordero Patagónico

foto daqui

Patagónia... o paraíso na terra! Impossível ficar indiferente a tanta beleza! As neves permanentes, os glaciares seculares, os rios e lagos, as florestas, os pastos verdejantes... enfim, um sem fim de beleza de cortar a respiração...
Depois das caminhadas e do contacto com esta natureza em estado bruto, nada melhor do que retemperar as forças no conforto, no calor e na simpatia. Foi tudo isso que encontrámos no Fuegia, em El Chalten.
E, como não podia deixar de ser, o «cordero» é sempre uma escolha acertada, sendo considerado um emblema da gastronomia patagónica. Experimentámos de várias formas e uma parilla de cordero (ou assado) é algo inesquecível.
Deixamos aqui a receita do «ragout de cordero patagónico» para que se possam também deliciar.

Ingredientes (± 4 pessoas)

500 g de carne de borrego cortada em pedaços pequenos
100g de bacon
1 cebola
2 dentes de alho
1 courgette («zapallito»)
1 pimento vermelho
1 cenoura cortada
8 azeitonas
½ beringela cortada aos cubos
1 lata de milho
1 chávena de vinho branco
100 ml de natas
1 tablete de caldo de carne dissolvida em água quente
Sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
Colorau e rosmaninho q.b.

Para fazer

Saltear o bacon numa panela e logo que comece a soltar a gordura juntar a carne de borrego, deixando refogar até que fique dourada.
Baixar o fogo e juntar o vinho, os legumes cortados e os temperos.
Deixar em fogo lento (± 30m) mexendo de vez em quando e acrescentando o caldo de carne a pouco e pouco.
Logo que esteja cozido, rectificar os temperos e acrescentar as natas. Deixe aquecer mas sem ferver.

O acompanhamento tradicional é com batatas cozidas mas pode sempre fazer um arroz branco, mais à nossa maneira.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Volvemos!! com empanadas


Volvemos!!
Retemperados com os ares patagónicos e com o som do tango porteño!

Não existe província Argentina que não tenha a sua própria versão deste clássico prato “criollo”. Com algumas reminiscências árabes e espanholas, e com ingredientes variados, as empanadas estão presentes na gastronomia de quase todos os países da América espanhola.
Podem ser fritas ou assadas no forno (gosto mais das de forno). E podem ser feitas com recheios variados. As mais tradicionais são as de carne (vaca ou borrego) mas também encontramos versões com espinafres e queijo, ou de tomate e mozzarella.
Conta a tradição que nas jornadas eleitorais argentinas, os candidatos distribuíam, “desinteressadamente”, empanadas e vinho tinto, animando assim as reuniões e esperando serem eleitos...

Vale a pena tentar!

Ingredientes (±20-25empanadas)

Para a massa:

½ kg de farinha de trigo
100 gr de banha
Água morna
Sal

Para o recheio de carne:

60 gr de margarina
2 cebolas picadas
700 gr de carne cortada em quadradinhos bem pequenos
4 ovos cozidos e picados
20 azeitonas (sem caroço) picadas
150 gr de passas
2 colheres (sopa) colorau
Alho picado
Cominho q.b.
Sal e pimenta q.b.

Cebolinho picado (ou, na falta, salsa picadinha)
1 ovo inteiro batido

Como fazer:

Comece preparando a massa:

Derreter a gordura em 1 ½ copo de água morna; junte o sal e, pouco a pouco, a farinha, misturando sempre. Acerte a consistência acrescentando um pouco mais de farinha, se necessário. Quando estiver uma massa consistente, de o formato de uma bola e reserve (deve ficar uma massa bem unida, mas macia ao toque).

Deixe repousar a massa durante 1 hora, coberta com um pano húmido.

Enquanto isso, faça o recheio:

Aloure a cebola na margarida; junte a carde e continue cozinhando por mais uns minutos de modo a alourar a carne;
Acrescente os ovos cozidos, as azeitonas, as passas, o colorau, o alho, cominhos, pimenta e sal a gosto.
Misture bem tudo, retire do fogo e deixe repousar um pouco, para que os sabores se integrem.


Pode, então, ir abrindo a massa e montando as empanadas:

Estenda a massa com o rolo (vá trabalhando com pouca massa de cada vez). Convém que não fique muito grossa nem muito fina (± 5mm). Com um molde circular (pode utilizar um copo) corte rodelas de ± 10cm de diâmetro.
Distribua o recheio pelas rodelas, salpique com o cebolinho (ou salsa) picado e feixe cada rodela dando o formato de meia-lua. Pressione as bordas com um garfo de modo a ir colando as 2 pontas.

Pincele com o ovo batido e leve ao forno pré aquecido (temperatura alta) até que fiquem douradas (± 10m).

Sirva ainda quentes... e não se esqueça de um bom vinho tinto para acompanhar! Pode não ganhar as eleições mas receberá, certamente, os cumprimentos do seu “eleitorado”!

* receita e foto: «Segredos de la cocina: Cocina Argentina», de Héctor Salgado, Ed. Origo.