quinta-feira, junho 12, 2008

risotto de camarão

Este foi um risotto feito com a Saroka que ficou a saber a diferença entre o risotto e o arroz malandro.
Juntou-se a nós o maridão, o Ricardo e Guilherme para saborear a iguaria!

Feito com a calma que todo o risotto precisa, ficou mesmo bom… não sobrou nem um grãozinho de arroz!!!

Foi feito assim:

Primeiro cozemos o camarão:
Colocamos uma panela com um pouco de água a ferver com sal, pimenta preta, 1 folha de louro, 1 malagueta cortada, um ramo de salsa e casca de limão. Deixamos ferver um pouco para apurar os sabores e colocamos o camarão (congelado, com casca) a ferver durante 3 minutos.

Retiramos o camarão da água e passamos por água fria. Reservamos a água onde cozeram.
Descascamos o camarão, deixando o rabinho em alguns, reservando as cabeças e casca.

Juntamos essas cabeças e cascas na água em que tinham cozido (retirados os temperos). Passamos tudo pela varinha (ou liquidificador) para o sabor do camarão ser aproveitado, fazendo um caldo. Foi coado num passador fino.
Voltamos a levar ao fogo para ficar quente e poder ser utilizado para fazer o arroz.

Agora o arroz:

Numa panela larga refogamos cebola e alho picados, num pouco de azeite. “Resfriamos” com um pouco de vinho branco (1/2 copo) e deixamos o álcool evaporar.
Juntamos o arroz, envolvendo tudo e deixando fritar um pouco.

Fomos acrescentando o caldo lentamente, mexendo sempre, até o arroz estar cozido “al dente” (se fôr necessário pode juntar mais água quente). Deve ser feito lentamente... juntando o caldo, mexendo delicadamente, deixando o arroz abrir e cozer devagarinho; junta-se sempre mais caldo à medida que necessário. Deve ficar cremoso…

Mesmo antes de desligar juntar os camarões, uma colher de manteiga e queijo ralado a gosto, envolvendo tudo bem (podem fazer isso já com o fogo desligado).
Salpicar com salsa picada e servir de imediato!

quinta-feira, maio 22, 2008

sopa da aldeia



Essa é daquelas sopas que o maridão gosta. Com tudo lá dentro... daquelas que a colher fica quase em pé. E não é preciso fazer mais nada... está o jantar (ou almoço) pronto.

(porque não tinha a máquina a jeito, a foto é daqui)

Fiz assim:

feijão encarnado foi posto de molho durante a noite.

no dia coloquei na panela de pressão:
o feijão,
um pouco de cabeça de porco
e algum entrecosto que tinha congelado;
1 cebola cortada aos quartos,
2 dentes de alho esmagados,
1 fio de azeite
e cobri com água.

depois de começar a apitar a pressão, deixei ferver em fogo baixo por 1/2 hora (deve ser suficiente para cozer a carne e o feijão).

Após esse tempo abri a panela (cuidado, é preciso tirar todo o vapor primeiro; costumo colocar a panela em baixo da torneira de água fria para ajudar a sair o vapor);

Coloquei lá dentro nabos picados, cenoura picada, mais cebola e alhos também picados e grelos cortados grosseiramente (utilizei o que tinha em casa, mas podem ser outros os ingredientes);
E juntei também um pouco de chouriço de cebola (este é caseiro, à moda de Venade), mas qualquer outro enchido também serve.
Temperei com sal, cominhos, pimenta, 1 folha de louro e deixei ferver devagarinho por mais 45 minutos para apurar.
É importante ir mexendo de vez em quando, até para amassar um pouquinho o feijão e engrossar ligeiramente. Se for preciso pode acrescentar-se mais um pouco de água.

Na hora de servir foi só separar a carne dos ossos, desfiar e...
saborear quentinha.
Acompanhado com broa (pão de milho) é delicioso!

domingo, maio 18, 2008

Empada de pato


Hoje a nossa querida titia Piá chegou do Brasil e por isso fizemos uma almocinho caprichado.
A empada de pato que estava já preparada no congelador foi óptimo recurso.
Na hora foi só colocar no forno e fazer uma salada para acompanhar.

Deixamos aqui a receita da massa e do recheio. Já sabem que pode ser congelada e assim terem sempre uma refeição (quase) pronta. Também podem variar o recheio, por exemplo, com frango ou camarão...

Ingredientes:
Para a massa:
250 g de manteiga
500 g de farinha
4 gemas
2 ovos
Uma pitada de sal

Para o recheio:

1 pato temperado préviamente com sal e pimenta
2 cebola
1 dente de alho
5 dl de caldo de galinha
1 ramo de cheiros (alho francês, cenoura, salsa, tomilho e louro)
1 colher (sopa) de farinha
2 colheres (sopa) de azeite
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Comece por preparar a massa:
Coloque a farinha em monte sobre uma superfície de trabalho.
Abra uma cavidade ao centro e nela coloque as gemas, os ovos, a manteiga e o sal. Amasse tudo muito bem, acrescentando, se necessário, um pouco de água até obter uma massa homogénea. Forme uma bola e deixa repousar, num local quente, durante 20 minutos.

Entretanto, leve o tacho ao lume e deixe-o aquecer bem. Coloque o pato dentro deste e deixe-o corar até que a sua gordura comece a derreter.
Acrescente depois a cebola e o alho, ambos picados. Deixe corar um pouco, regue com o caldo de galinha e aromatize com o ramo de cheiros. Deixe cozinhar em lume brando durante, mais ou menos, 50 minutos.
Findo este tempo, retire o pato e reserve o caldo. Deixe a carne arrefecer um pouco, elimine as peles e os ossos e desfie-a.

Hora de preparar o creme:
Descasque 1 cebola, pique-a finamente e refogue-a num pouco azeite. Junte o pato desfiado, mexendo sempre com um garfo até estar tudo bem envolvido. Polvilhe com a farinha e regue com o caldo (coado) de cozer o pato na quantidade necessária para ficar na consistência de um creme. Deixe ferver, não parando de mexer.

Estenda a massa com um rolo e com ela forre uma tarteira, previamente untada. Disponha o recheio na forma e cubra com a restante massa. Pressione o rebordo com os dedos, pique o topo com um garfo.
Se desejar, pode agora congelar.
Depois é só deixar umas horas (ou durante a noite) no frigorífico e
levar ao forno quente durante cerca de 40-50 minutos, até que a massa fique dourada.

Deve servir bem quente.
Acompanhe com uma salada de alface e tomate.

sábado, abril 26, 2008

Pavlova


Esta sobremesa tão bonita foi a nossa amiga Paula B. quem preparou. É fácil de fazer e deliciosa! E óptima para aproveitar claras.
Pode fazer também em doses individuais, como mostra a foto tirada daqui.

De qualquer maneira fica sempre lindíssima.
Obrigado Paula, pela receita!

Vai precisar de:

4 claras
uma pitada de sal
175 g de açúcar
margarina para untar
16o g de açúcar
1 colher de chá de maisena
1 colher de chá de vinagre
2,5 dl de natas
30 g de açúcar em pó
250g de frutos frescos a gosto (morangos, framboesas, amoras, mirtilhos)

Forre um tabuleiro com papel vegetal e desenhe-lhe um círculo com mais ou menos 24 com de diâmetro (ou mais pequeno se desejar fazer doses individuais). Unte o papel com a margarina

Bata as claras em castelo firme com uma pitada de sal, juntando, a pouco e pouco, 175 g de açúcar.
Misture 160 g de açúcar com a maisena e junte suavemente às claras.
Por fim, adicione o vinagre.
Deite as claras em monte sobre o círculo desenhado no papel e abra um buraco no centro.
Leve a cozer em forno muito brando (100ºC), cerca de 120 minutos (ou menos tempo se gostar do suspiro mais mole).
Deixe arrefecer dentro do forno.

Entretanto bata as natas bem frias com o açúcar em pó até ficarem espessas.
Solte o merengue do papel vegetal, cuidadosamente, humedecendo a parte de baixo.
Deite as natas no centro do merengue e enfeite com os frutos à escolha (fica muito bonito se misturar vários frutos silvestres).

Agora é só deliciarem-se!

domingo, abril 20, 2008

Falafel


A primeira vez que comemos essas bolinhas típicas da culinária do médio oriente, tinham sido preparadas pela D. Sara, mãe do nosso querido amigo Isaac. Nessa altura foi novidade para nós, que não estávamos habituados a esses sabores.
Desde então já temos comido várias vezes com pão sírio, homus (pasta de grão de bico) e tahine (pasta de gergelim).
Desta vez resolvemos experimentar uma receita e fazer em casa.
Servimos com uma salada de alface, rúcula, tomate e acompanhado de pimentos de padrón.

Recordamos o sabor e achamos que ficaram muito semelhantes aos que temos comido por aí.

Vale a pena tentar:

Ingredientes:

1 ½ xícara (chá) de grão-de-bico
1 cebola pequena picada grosseiramente
2 dentes pequenos de alho
1 pimenta vermelha picadinha
1 xícara (chá) de salsinha picadinha
¼ de xícara (chá) de coentro picadinho
1 colher (café) de fermento em pó
pitadas de pimenta Síria
záhtar (mistura árabe de especiarias)
cominho
pimenta-do-reino e sal a gosto
óleo para fritar

PREPARAÇÃO:

Preparar o Grão-de-bico:

Deixar o grão-de-bico de molho durante 24 horas, coar, secar, retirar as cascas e juntar ao preparo ( como alternativa, o grão de bico enlatado pode ser utilizado). Para retirar a casca pode colocar o grão cozido dentro de uma pano, enrolar e esfregar delicadamente - as cascas vão soltando-se facilmente.

Preparar o Falafel:

Coloque no liquidificador o grão-de-bico, a cebola, o alho, a pimenta vermelha, a salsinha, o coentro, o fermento em pó, as pitadas de pimenta Síria, o záhtar, o cominho, a pimenta-do-reino e o sal. Bata até obter uma pasta grossa.

Retire do liquidificador e deixe descansar por 30 minutos e faca bolinhas com as mãos humedecidas (soubemos que em Israel existem colheres especiais para fazer as bolinhas).

Aqueça o óleo e frite as bolinhas, até que estejam douradas.

Retire com escumadeira e escorra sobre papel.

Quem quiser pode preparar o molho de Tahine (também encontra no mercado já preparado):

Numa tigela, misture o tahine, o suco de limão, o alho, a água e um pouquinho de sal. Reserve.

E se tiver pão sírio (pão "Pita") pode experimentar a forma mais típica de comer falafel:

Abra cada um dos pães em uma das laterais e recheie com alface picada em tiras, pimenta vermelha (para quem gosta), homus, pepino em rodelas finas, cebola e tomate bem picadinhos e os bolinhos (2 ou 3) e regue com o molho de tahine.

Sirva imediatamente.
Se preferir sirva no prato com salada. No nosso caso foi o que fizemos.


Delicioso!






"Fabrico Póprio"

Hoje é uma sugestão que fazemos.
Porque não visitam o site Fabrico Próprio? Façam uma visita e vão ficar surpreendidos com o projecto e as novidades.

Estivemos no lançamento do livro "Fabrico Próprio - O design da pastelaria semi-industrial portuguesa"... que foi um sucesso! Um óptimo ambiente, com bolos deliciosos, chá quentinho, música ambiente e muita gente amiga.

O livro é de dar água na boca!! As fotos são lindas e ficamos a saber algumas curiosidades dos bolos que povoam as nossas recordações. E ficamos também a conhecer outros de que nunca tínhamos ouvido falar!

Parabéns aos autores do projecto: Pedrita (Pedro Ferreira e Rita João) e ao Frederico Duarte. Para este, porque conhecemos pessoalmente, vai o nosso abraço amigo.

Continuem!

sexta-feira, abril 18, 2008

Voltamos!... com pastel!


Pois é, temos andado ausentes...
mas agora estamos outra vez por aqui trazendo coisas gostosas.

E recomeçamos mostrando uns pastéis que fizemos para um jantar rápido em casa da Rica, introduzindo o Zé Carlos e a Paula nesse petisco brasileiro.

Desta vez tínhamos a massa de pastel pronta, vinda directamente do Brasil... fácil não é?
Mas deixamos também aqui a receita da massa para que possam fazer em casa.
É só fazer um recheio a gosto, de carne, de queijo, de camarão, de queijo e camarão, etc...), rechear, fritar e comer quentinho.

Podem ser congelados antes de fritar e assim temos sempre o petisco à mão.

Delicioso!

MASSA DE PASTEL

Ingredientes:
  • 1 kg de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de chá de óleo
  • 1 colher de sopa sal
  • 1 ovo
  • 1/2 dose de pinga
  • 1 colher de chá vinagre
  • 250 ml de água
  • recheio a gosto (doce ou salgado)
Para fazer:
  1. Misture todos os ingredientes em uma tigela e amasse com as mãos.
  2. Sove bem a massa sobre uma superfície lisa enfarinhada. Deixe descansar um pouco (até de um dia para o outro, embrulhada em película, no frigorífico.
  3. Utilize um rolo para esticar a massa e deixá-la na espessura desejada.
  4. Corte a massa no tamanho que quiser fazer os pastéis. Ponha no centro o recheio.
  5. Se utilizar a massa pronta é aqui que começa. Deve humedecer ligeiramente a borda da massa e depois fechar. Com um garfo, vá calcando a massa , para que fique bem fechadinho (e também com a marca).
  6. Frite em óleo bem quente.

sábado, fevereiro 23, 2008

Cheese cake com maracujá


Uma sobremesa deliciosa também feita pela Paula para o jantar de aniversário do maridão, aqui na Cidade Maravilhosa - Rio de Janeiro.
Irresistível!!!

Primeiro a massa:

200 grs de bolacha tipo "Maria" (ou biscoito Maizena) trituradas com 100 grs de manteiga. Forre com essa massa o fundo e laterais de uma forma de fundo amovível. Reserve no frigorífico.

Siga fazendo o recheio:

500 grs de queijo creme (tipo Polenghi ou Philadelfia) misturado com 1 colher (café) de baunilha, 150 grs de açúcar, 4 ovos e 200 grs de iogurte natural. Pode bater tudo no liquidificador para virar um creme.

Despeje sobre a massa reservada e leve ao forno pré aquecido até cozer.

Entretando faça a calda de maracujá:

Colocar numa panela a polpa de 3 maracujás (ou 4 se forem pequenos) com um pouco de açúcar (a gosto). Deixar apurar em fogo baixo. Deve ficar uma calda.

Deixe a tarte arrefecer um pouco e cubra com a calda.

Reserve no frigorífico até à hora de servir.

Irresistível!!

Crepes de nozes ao leite de coco


Parabéns maridão!!! 55 anos têm que ser festejados em grande!

Com o carinho da tia Mica e a paciência da Paula foi possível juntar o pessoal para um jantar de festa com a família carioca!

A noite estava maravilhosa e os crepes de nozes* fizeram sucesso! O prato fica mesmo muito bonito e é saborosíssimo!
experimentar que é sucesso garantido!!

Comecem por fazer os crepes...

Ingredientes para a massa dos crepes:

1 ½ copo de leite

1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo

4 ovos inteiros

Sal q.b.

1 colher (sobremesa) de margarina

1 punhado de folhas de espinafre cruas

Misture todos os ingredientes no liquidificador e bata por 5 minutos. Deixe descansar por 30 minutos.

Numa frigideira untada, vá deitando a massa e fazendo os crepes, bem finos.

Reserve.

Siga fazendo o recheio com:

1 ricota pequena (1 requeijào lusitano) bem amassada e temperada com sal;

1 xícara (chá) bem cheia de nozes moídas.

Misture bem os dois ingredientes e recheie cada crepe, dobrando-os em quatro.

Vá arrumando os crepes numa forma refractaria que possa ir ao forno e à mesa.

Siga fazendo o molho:

2 xícaras (chá) de água

1 tablete de caldo de carne

1 lata de creme de leite sem soro (+- 200ml de natas)

4 colheres (sopa0 de queijo parmesão ralado

1 garrafa de 200 ml de leite de coco

Leve a água ao fogo, dissolvendo o tablete de caldo de carne.

Misture o leite de coco e o creme de leite (as natas). Não deixe ferver.

Despeje por cima dos crepes e polvilhe com o queijo ralado.

Leve ao forno a gratinar.
Sirva e aguarde os elogios!!!

*Esta é uma receita antiga... publicada na revista Cláudia... acho que foi uma receita criada por Natalina Jorge, de S. Paulo, vencedora da Promoção de Receitas de coco Maguary para Grandes Festas.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Empadão da (Mãe) Zinha

Todos nós temos aquele prato preferido... da nossa infância... que foi ficando retido na nossa memória dos sabores e dos cheiros... 

Temos vindo a fazer a pergunta... E deixamos aqui a resposta que a nossa comadre Paulinha nos enviou. A escolha dela foi o empadão de carne... à maneira que a sua mãezinha fazia... 
uhm... é de lamber os beiços!!




Memória de sabores  

Sempre que me perguntam se tenho um prato predilecto, é do empadão da
minha Mãe que me lembro. O que tem de especial? Talvez o facto de ser
feito não só com puré de batata, mas também com arroz, criando uma
textura gustativa distinta da do empadão, para mim, tradicional.
Para comer quente ou frio. Oxalá gostem!

Ingredientes (6 pessoas)

600 gr de carne de novilho, limpa e bem picadinha na hora
1 chouriço corrente (de carne) bem picadinho na hora
Arroz carolino q.b.
600 gr de batatas
200 ml de leite meio gordo
Óleo vegetal q.b.
Sal q.b.
Noz moscada q.b.
1 colher de sopa de margarina
2 gemas de ovo

Cozer o arroz em água temperada com sal (ou aproveitar o arroz já cozido que sobrou);
Cozer as batatas em água temperada com sal;
Numa frigideira larga cozinhar a carne juntamente com o chouriço no óleo vegetal, temperando com sal e noz moscada. Com a ajuda de um garfo ir soltando a carne para não "empastelar" e ficar soltinha.
Depois de bem escorridas, amassar as batatas como para puré, juntando o leite, uma
colher de sopa de margarina e uma pitada de noz moscada.

Num pirex formar uma primeira camada pouco espessa de carne, seguida de uma camada de arroz, nova camada de carne, mais espessa e, por fim, uma camada de puré de batata.

Pincelar toda a superfície com as duas gemas batidas. Enfeitar com rodelas de chouriço.
Levar ao forno pré aquecido até ficar douradinho.

E depois... é só saborear... 

sábado, fevereiro 09, 2008

Risotto ao caril



Experimentar novas misturas e sabores é sempre um desafio de que gostamos.
Para o jantar com a comadre Paulinha foi o que tentamos fazer. E aproveitou-se também umas lulas estufadas que tinham sobrado do dia anterior.
Tudo junto, misturado com muito carinho, ficou uma delícia! Uma verdadeira cozinha de fusão! Ou um “arroz de fusão” como baptizou a nossa comadre.

Precisa de ter à mão:

- camarões descascados
- cebola picada
- alho picado
- aguardente (ou vinho branco)
- sal
- curry massala
- algas nori desidratadas
- arroz (de grão curto, próprio para risotto ou, então, arroz tipo “carolino”)
- manteiga
- azeite
- água
- qualquer folha verde para enfeitar (utilizamos rebentos de agrião, mas pode ser coentros ou salsa)

E aqui fica o modo como fizemos:

- as lulas já estavam preparadas, tinham sido estufadas num molho de tomate;

- colocámos de molho num pouco de água um punhado de algas nori* desidratadas, cortadas em tiras finas (convém deixar de molho uns 10 minutos para hidratar; a água também será aproveitada);

- camarões descascados (utilizámos dos congelados), fervidos em água temperada com uma mistura de caril (o utilizado por nós foi um “curry masala” que se encontra em lojas especializadas em produtos orientais). Utilizar a quantidade de caril a gosto, conforme se quiser mais ou menos forte. Deixar ferver por uns 6 minutos para o camarão cozinhar. Reservar, mantendo o líquido quente;

- numa panela larga (utilizámos uma de barro), refogámos 1 cebola picada e 2 dentes de alho num pouco de azeite até ficarem transparentes. Juntámos ½ copo de aguardente velha (pode substituir por vinho branco) e deixamos o álcool evaporar;

- acrescentámos o arroz (3 chávenas de café) e misturámos bem. Fomos então juntando a água onde os camarões tinham cozido, pouco a pouco, mexendo sempre e deixando o arroz ir cozinhando lentamente. Convém ter água quente à mão para ir acrescentando, sempre que fizer falta.
Como recomendam os italianos, o risotto deve ser feito muito lentamente, o líquido vai sendo acrescentado pouco a pouco de modo a que o arroz vá cozinhando devagarinho...

- quando o arroz estava quase cozido juntámos os camarões, as algas com a sua água e as lulas com respectivo molho. Deixámos ferver em fogo brando, rectificámos os temperos, mexendo lentamente até o arroz estar totalmente cozido (mas al dente).

- já com o fogo desligado, acrescentámos 1 colher de manteiga, misturando bem para derreter.

- enfeitámos com uns rebentos de agrião e foi servido imediatamente (como dizia a vovó Nair, “precisamos estar sentados à mesa, esperando pelo arroz molinho”... muita razão tinha ela...).

Depois... foi só saborear e sentir o sabor a mar...
Acompanhámos com uma saladinha e, claro, um bom vinho, escolhido pelo maridão.

Experimentem e façam as vossas variações...


*Alga Nori (porphyra umbilicalis): alga atlântica silvestre, muito rica em proteínas, sais minerais, vitaminas e fibra.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Filhóses da Tia Deolinda

(foto daqui)


Em muitos locais as filhoses (ou filhós) são um doce típico do Carnaval. Ainda me lembro de serem feitos no fogão de lenha... e do cheirinho... e de toda a brincadeira...
Esta receita foi-nos enviada (pelo telemóvel, tal era a pressa de fazer!) pelo nosso querido amigo Afonso D.! 
Não sei se ficaram tão boas como as da Tia Deolinda... mas... saborosas estavam!

São feitas assim:

Cozinhar uma fatia de abóbora (bem amarelinha) em água (muito pouca) com sal, um fio de óleo, casca de limão, casca de laranja e 1 pau de canela.  
Deixar arrefecer um pouco, retirar o pau de canela e as cascas de limão e laranja. Escorrer a abóbora e triturar com a varinha mágica. 
Deixar  arrefecer e juntar 3 colheres (de sopa) de açúcar, 5 ovos, 800 grs de farinha de trigo (sem fermento), 1 colher (sopa) de fermento em pó, misturando tudo muito bem. 

(Se quiser que fique mais amarelinha, shiiiiiiu..... eis o segredo da tia Deolinda, junte um pózinho de açafrão...)

Tirar colheradas e fritar em óleo quente.
Ou então fazer tipo panquecas, numa frigideira anti aderente, só untada de óleo.

Pode polvilhar com canela e saborear...

Há diversas receitas diferentes e aqui pode encontrar uma. Vale a pena experimentar!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

cuscuz "não baiano"


O meu amigo J. Luis não pode comer coisas muito doces e por isso resolvi adaptar uma receita de cuscuz baiano, usando substituto de açúcar (adoçante em pó) e prescindi do leite condensado.
Em vez disso, servi com compota sem açúcar (de compra)... 
E não é que ficou bom?... 
Claro que de baiano tem pouco... mas é uma alternativa boa para quem quiser cortar no açúcar...


Ingredientes:

250 g de tapioca
1 pacote de coco (150 g e um pouco de leite – de vaca ou de coco - para hidratar)
adoçante em pó a gosto
1 colher (chá) de sal
1 lata de leite de coco 
compota ou qualquer doce de fruta sem açúcar


Modo de fazer

Misture bem a tapioca e o coco já no tabuleiro onde vai ser servido.
Se usar o coco ralado de pacote, convém hidrata-lo primeiro com um pouco de leite. Utilizamos leite de coco, mas há quem faça com leite de vaca.
Aqueça o leite de coco misturado com água até ficar morno (não deixe ferver). 
Acrescente  o sal e o adoçante em pó e vá mexendo bem. Prove e adoce a gosto. 

Por último vá acrescentando o leite de coco morno, aos poucos, misturando bem; nós colocamos uma chávena de cada vez; a tapioca vai absorvendo o líquido... vão verificando a consistência... fica como um pudim durinho (Convém ter água morna adoçada para o caso de ser preciso mais água).
Quando toda a água tiver sido absorvida, cubra e leve ao frigorífico até à hora de servir (ou deixe mesmo à temperatura ambiente se preferir).
Na hora de servir, pode colocar por cima mais coco ralado e acompanhar com o doce escolhido.
Claro que pode sempre servir com o tradicional leite condensado... nesse caso, a dose de açúcar é que aumenta!

domingo, janeiro 20, 2008

Gado Gado (salada de vegetais com molho de amendoim)


Enfim alguma sugestão da nossa viagem à Indonésia!...
Este é um dos pratos mais populares na ilha de Java, está sempre presente e é uma delícia.
E pode ser adaptado e feito com os vegetais que temos por aqui. O molho de amendoim dá-lhe um sabor surpreendente.

Algum dos ingredientes não temos por cá (e nem conhecemos) e por isso tivemos que fazer algumas substituições que resultaram muito bem.


Comece por preparar o molho:

Ingredientes:

500 g de amendoim torrado (utilizei um frasco de manteiga de amendoim)
4 dentes de alho bem picados
4 malaguetas “dedo de moça” picadinhas
8 cm de gengibre, descascado e ralado
½ copo de molho de soja
2 colheres (chá) de sal
6 copos de água
3 cebolas às rodelas finas
1 colher (sobremesa) de açúcar amarelo
1 colher (sopa) de óleo de amendoim
1 colher (sopa) de sumo de lima (ou limão)

Numa frigideira frite a cebola no óleo; quando estiver transparente, acrescente o açúcar, envolva bem e deixe dourar. Reserve.

Misture bem a manteiga de amendoim, os dentes de alho picados, a malagueta e o gengibre ralado. Coloque tudo numa panela e junte o molho de soja, o sal e a água. Deixe cozinhar em fogo lento, mexendo sempre. Deve ficar um molho grosso... pode acrescentar mais água se necessário. Rectifique os temperos. Reserve.

Na hora de servir, junte a cebola caramelizada e o sumo de lima.

Agora os vegetais:

Na verdade, pode utilizar aqueles que tiver à mão... nós fizemos com:

feijão verde
rebentos de soja
espinafres
cenoura cortada em tiras fininhas

Os vegetais são cozidos separadamente... não deixe cozer demais... devem ficar “crocantes”...

Na hora de servir, misture os vegetais na travessa, coloque o molho de amendoim por cima e decore com ovo cozido.

Normalmente também serviam com fatias de seitan fritas (em óleo abundante).
Nós gostamos imenso! Esperamos que também partilhem esse gosto!

Para acompanhar... arroz, claro! 
E de sobremesa, fruta... ananás, banana, manga... 
trouxemos uma das frutas que mais vimos por lá e que nos chamou a atenção pela diferença... aqui fica a foto... nem boa, nem má... se alguém souber do que se trata que dê notícias!

sábado, janeiro 19, 2008

Pão Integral Caseiro

Este é um pão super fácil, não precisa de máquinas especiais e também é bastante rápido porque não necessita de ficar a levedar. 

Para além disso, pode ficar sempre diferente, dependendo da farinha que se usa. Podem  fazer variações utilizando diferentes tipos de farinha e diferentes misturas. Preferimos sempre as farinhas integrais e já temos experimentado muitas variações (milho, centeio, trigo)

Já aqui tínhamos publicado a receita (Pão do Tomás) mas, porque fazemos com frequência, deixamos agora a última versão que fizemos para saborear com os nossos amigos João, Ninita, António e Celeste.


Vão precisar de:
3 colheres de sopa de fermento de padeiro (em pó, há em saquinhos)
2 1/2 copos de água morna
1/4 copo de óleo
1/4 copo de mel
1 colher chá de sal
1/4 copo de leite em pó (usamos leite magro)
1/4 copo de gérmen de trigo (ou podem substituir por farelo, ou misturar os dois)
5 copos de farinha de trigo integral
1/2 copo de farinha de trigo branca
sementes de sésamo q.b.
2 formas tipo bolo inglês untadas


 Para fazer, nada mais fácil
1º - Dissolver 3 colheres de sopa de fermento de padeiro (em pó) em 2 1/2 copos de água morna;
2º - Misturar 1/4 copo de óleo + 1/4 copo mel + 1colher chá de sal.
3º - Acrescentar 1/4 copo de leite em pó + 1/4 copo de gérmen de trigo ou farelo (de trigo ou aveia; pode também misturar o gérmen e o farelo) 
4ª - Juntar os 5 1/2 copos de farinha (aqui está o segredo: pode usar o tipo de farinha que quiser e misturar várias; assim o pão fica sempre diferente).
5º - Juntar nessa mistura a água com o fermento dissolvido. Bater na batedeira com o gancho de massas, ou à mão (não custa... é só deixar a massa ligada).



6º - Colocar em forma de bolo inglês untada com manteiga (dá 2 formas regulares).
7º - salpicar com sementes de sésamos. Dar um corte ao meio para a massa “abrir”.
8º - Colocar em forno pré-aquecido a 200º.
E agora é só esperar para ver o pão ir crescendo. Quando estiver douradinho, é porque está pronto (pode também fazer o teste do palito, que deve sair seco).

Deixe arrefecer ligeiramente e desenforme.

Se quiserem atacar enquanto está morno... uhm... uma delicia com mel, manteiga ou geleia...
As variações deste pão podem ser várias. Para além da farinha utilizada, pode-se, ainda, acrescentar recheios... sementes...
Usem a imaginação e criem!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Leite Creme


Já aqui tínhamos deixado esta receita. Mas, satisfazendo o pedido da Bicuka aqui fica outra vez. Esta que é uma das receitas mais tradicionais e muito popular aqui por casa e arredores.

Ingredientes necessários:
  • 1,2 l de leite
  • 8 gemas
  • 9 colher (sopa) de açúcar
  • 3 limões (casca)
  • 1 pau de canela
  • 3 colher (sopa) de amido de milho
  • açúcar q.b
Faça assim:
Leve um litro de leite ao lume, juntamente com o pau de canela e as cascas de limão, até ferver. 
À parte, junte o açúcar com o amido de milho e as gemas. Verta sobre esta mistura o restante leite frio, aos poucos e mexendo sempre, seguido do leite quente. 
Leve ao lume, em banho-maria, sem parar de mexer (muito importante!), até engrossar (não deixe ferver). 
Tire do calor e elimine a canela e as cascas de limão. 
Transfira para o recipiente onde vai servir.
Polvilhe com açúcar e queime com um utensílio próprio. 
No caso de não ter ferro de queimar pode polvilhar com açúcar e colocar no grelhador já bem aquecido (para que seja rápido).
Por aqui há quem não goste do leite queimado... se for o caso, pode servir simples... ou com um fio de caramelo...

Boa sobremesa!! 
(especialmente para a Bicuka, boa companhia com a Fifi!!)

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Voltamos!!!


Pois é, amigos do sabor, estamos de volta...

Desejamos a todos um ano novo cheio de energia e inspiração!
Vamos continuar a construir uma rede de sabores cada vez maior!

Deixamos aqui, para inspirar, o colorido de um prato de sobremesa indonésio. 
O novo e o tradicional juntos... por aí se vão imaginando sabores...


quinta-feira, novembro 29, 2007

A caminho da Indonésia

Pois é amigos, vamos estar fora por uns dias...
mas voltaremos inspirados com novos sabores e novas ideias!

Aguardem por nós!

sábado, novembro 24, 2007

Bolo de Cenoura no Micro


Andamos em maré de fazer experiências com o microondas. Agora foi a vez de um bolo de cenoura (publicado na revista Tele Culinária, nº 1482).
O que nos agrada nestes bolos é a facilidade e a rapidez com que são feitos. E ficou delicioso!
Agora não há desculpas!! Toca a adoçar a boca ao pessoal e contribuir para olhos – mais – bonitos!!

Vai precisar de:

350 g de cenouras raladas
350 g de farinha
300 g de açúcar
1 colher (sopa) de fermento
4 ovos
1 dl de óleo
manteiga ou margarina para untar q.b.
farinha para polvilhar

Se quiser cobertura:

1 lata de leite condensadochocolate em pó q.b.
1 colher (sopa) manteiga

Faça assim:

Num copo liquidificador, junte a cenoura ralada, os ovos, o açúcar e o óleo, triturando tudo muito bem.

Retire para uma tigela e adicione a farinha e o fermento e envolva bem.

Unte uma forma de silicone com manteiga, polvilhe com farinha e verta o preparado anterior para a forma (na receita original sugerem uma forma de buraco; como não tinha não usei; mas acho que até ficaria melhor).
Leve ao microondas durante 10 minutos (na potencia de 1000w), retire e deixe descansar uns 5 minutos. 

Desenforme.

Se quiser cubra com a cobertura de leite condensado: misture o chocolate no leite condensado na quantidade que desejar (mais ou menos escuro), junte a manteiga e leve ao microondas uns 2-3 minutos, só para derreter a manteiga e envolver tudo bem.

Cubra o bolo enquanto ainda estiver quente e deixe escorrer. Enfeite com uma folhinha de hortelã.

Ou, em vez da cobertura de leite condensado, pode simplesmente polvilhar com açúcar em pó.

Ou... usar outra qualquer cobertura a gosto... ou nenhuma...


Experimentem e vão ver como é fácil e delicioso!

sábado, novembro 17, 2007

Massa de Espelta com feijão verde




Na saga da comida saudável...
Encontramos uma massa integral (espiral) de Espelta e resolvemos experimentar. Com feijão verde ficou um prato muito bom. 

"Espelta" é uma variedade de trigo, considerado como estando na origem de todas as espécies do trigo actual.

Por ser um trigo ainda não transformado, é considerado menos alergénico, melhor assimilado e de digestão mais fácil. Atenção no entanto: espelta possuí glútem e por isso não é indicado para aqueles que precisam fazer uma alimentação sem glútem. 
O nosso prato foi feito assim:
1º - feijão verde cortado em tirinhas finas, cozido em água com sal e um fio de azeite. Depois de cozido retiramos para o lado e reservamos. Não deitamos a água fora.
2º - na mesma água cozemos a massa espelta, temperando com um pouco de pimenta e noz moscada.
Na travessa de servir misturamos a massa com o feijão verde. Por cima juntamos coentros e cebolinho picados. 
Juntamos uns cubinhos de queijo flamengo (como a massa estava quente, foi derretendo) e uns tomates cereja vermelhos e amarelos para enfeitar.
E ficou pronto! Rápido, simples, saudável e... muito bom.