quinta-feira, julho 17, 2008

feijão assado do Faial


Continuando a dar conta da nossa experiência culinária nos Açores.
A primeira vez que ouvi falar de feijão assado foi na casa da Hortênsia que preparou um delicioso, assado no forno típico que instalaram no quintal.
Bom... só quem já conhece sabe do que estou a falar! O feijão tem um gostinho... um travo adocicado... que o melaço lhe dá.
Agora, no Faial, voltamos a comer feijão assado e relembrei essa delícia!

Encontrei no blog Three Fat Ladies uma receita que parece fiel. Aliás recomendo a visita a esse espaço para ficarem a conhecer algumas curiosidades acerca desse prato.


Ingredientes:




300 g de carne de porco (preferência para entrecosto)
100 g de linguiça (a recomendação é para a açoriana, mas na falta dessa, usa-se a que houver à mão)
550 g de feijão manteiga cozido (se a preguiça apertar, pode utilizar o de lata)
1 cebola
2 dentes de alho
3 tomates (pode utilizar tomate pelado, enlatado)
1 colher de café de massa de malagueta
3 cravos-da-índia
5 grãos de pimenta da Jamaica
1 pau de canela
1/2 copo de vinho
6 a 8 colheres de sopa de melaço de cana

Sal

Para preparar:


Refogar a cebola com o alho;
acrescentar a linguiça, cortada às rodelas, e deixar que esta destile um pouco de gordura. Adicionar a carne, previamente cortada em cubos, e deixar cozinhar uns minutos, até ficar dourada.
Juntar o tomate, o vinho e os restantes temperos. Enquanto se deixa a carne cozinhar, vai-se juntando água, pois deve ficar com algum caldo.
Quando a carne estiver macia, retirar o cravinho, a canela e a pimenta e misturar com o feijão.
Colocar esta mistura num recipiente de barro, espalhar o melaço por cima.
Levar ao forno até apurar e o melaço ficar com um aspecto caramelizado (cerca de 30 minutos).




segunda-feira, julho 14, 2008

Do Faial, bolo de tijolo


Estivemos ausentes por um bom motivo!
Passamos uns dias aproveitando a beleza dos Açores, visitando a ilha do Faial e Pico.
Quanta coisa bonita!
E quanta comida saborosa! Difícil passar para aqui todos os sabores, cheiros e cores!
Mas vou tentar dar uma amostra do que por lá encontramos.

E começamos por um tipo de pão, que é conhecido lá por "bolo de tijolo", por causa da forma como é cozinhado (em frigideira de barro, na chama do fogão). Achei delicioso! (a 1ª foto é daqui)
Parece que, tradicionalmente, era uma forma de terem rapidamente pão, porque não precisa nem de levedar, nem de se acender o forno.
E, como ingrediente, leva batata doce.
É comido a acompanhar a refeição, ou em substituição desta, com queijo, ou figo... ainda morno... uma delícia.



Comemos um delicioso no restaurante Lavrador, na ilha do Pico.




Aqui fica a receita, publicada por Isaura Rodrigues* (esposa do Zé Manel) que no restaurante A Arvore (Horta), nos delicia com comida caseira, tipicamente açoriana.

Ingredientes:

1 kg de farinha de milho
200 g de farinha de trigo
2 batatas doces médias cozidas
sal q.b.
2 l de água

Preparação:
Leva-se a água a ferver e quando ferve põe-se imediatamente por cima das farinhas. Mexe-se muito bem para escaldar as farinhas.
Quando está morna junta-se à massa a batata doce ralada e amassa-se muito bem toda a massa.
Faz-se bolos de massa e estende-se do tamanho da frigideira de barro ("tijolo de barro").
Coze-se em cima do fogão, em fogo baixo, até estar com bolhinhas, sinal de que está cozido.

* "As Receitas da Isaura", de Isaura Rodrigues (Ed.), 2006 (adquiri o livro no próprio restaurante)

sexta-feira, julho 04, 2008

Pastel integral no forno com legumes

Já sabem que temos um gosto especial por uma culinária saudável.
Sempre quis experimentar fazer uns pastéis de forno com farinha integral. Andei na pesquisa e encontrei na página da Yahoo umas receitas de que gostei.

A massa foi feita com a sugestão do Chef Deda:

Ingredientes:

- 1 xícara de farinha de trigo integral fina,
- 1⁄2 xícara de farinha de trigo integral grossa,
- 1 colher de café de fermento biológico seco instantâneo,
- 3 colheres de óleo,
- 1 pitada de sal marinho, água morna.

para fazer:

Peneire as farinhas junto com o sal e o fermento.
Vá juntando aos poucos a água morna e o óleo até dar a liga (fica macia, sem grudar nas mãos).
Abra a massa do centro para as bordas, girando-a e tentando dar a forma redonda.
Se necessário, espalhe sobre a superfície onde estiver abrindo a massa um pouquinho de farinha fina para que não grude.
Coloque em tabuleiro untado e deixe descansar enquanto faz o recheio.

Fizemos um recheio de legumes, sugerido pela Deda (também no yahoo) . Claro que pode ser feito com qualquer outro recheio a gosto.

Recheio:

1 cebola picada
1 colher (sopa) de azeite
1 chávena (chá) de feijão verde picado
1 chávena (chá) de cenoura ralada
1/2 lata de milho verde em conserva
Sal a gosto

Refogar a cebola no azeite e deixar até que fique transparente. Acrescentar o feijão verde e a cenoura. Refogar um pouco.
Por último acrescentar o milho e o sal. Reservar.

Abra os pastéiss, recheie com a mistura de legumes. Feche no formato que mais gostar e pincele com molho de shoyo e polvilhe com sementes de papoila (ou outra):

Molho de shoyo:

1 colher (sopa) shoyo
1 colher (sopa) farinha de trigo
1/2 chávena (chá) de água

Misturar o shoyo, o trigo e a água.

Levar ao forno para assar (tabuleiro untado) em forno médio por cerca de 30 minutos, ou até estarem douradinhos.

São deliciosos! Pode comer ainda quentes ou mesmo frios.
Com uma salada fazem uma refeição completa saudável.

Experimentem!

domingo, junho 29, 2008

salada colorida


Verão... calor... uma refeição fresca e simples...
nada melhor do que uma salada e quanto mais colorida, melhor.

Usei o que tinha em casa e desta vez abusei no vermelho:
muito tomate cortado, pimento vermelho em tirinhas e rabanete em rodelas finas.

para dar um toque original acrescentei alguns mirtilos (arando ou uva-do-monte)
e requeijão (de ovelha) cortado grosseiramente.

uhm... começou a ficar bonita... mas faltava ainda qualquer coisa mais para dar um crocante... juntei muesli!

pronto... agora o tempero: sal e pimenta moída na hora, azeite, vinagre balsâmico e por fim, orégãos.

deixei descansar um bocadinho (ajuda a activar os sabores) e... eis uma refeição!
ficou delicioso!

Now, especially for Sefa Firdaus (from Food is Love) an english version of my salad.

Nothing better to eat on summer days than a colorful salad.
For his salad red was the color selected. I used:

chopped tomato
sliced red pepper
sliced radish

To give an original touch, I added some blueberries and
goat cheese roughly cut,

and, to give it a crunch, I added some muesli

I finished seasoning with salt, ground pepper, olive oil, balsamic vinegar of Modena and oregano (a Mediterranean variety of wild marjoram).

That’s it! Just let it rest a little bit to intensify the flavors.

sexta-feira, junho 27, 2008

Dôces mimos!

Olhem só o que recebemos!!! Foi o miminho que chegou da Márcia e do seu cantinho saboroso, o Idéias a la carte. Obrigado companheira!

E a proposta é indicarmos 3 coisas que nos encantam. Não é fácil... mas lá vai:

gente, sempre... de todos os tamanhos e feitios... para estar com e contemplar
mar... para ver e mergulhar
dançar... sempre

depois... vamos passar o testemunho, entregando o mimo a outros 3 blogs... que difícil que é! Há tantos espaços saborosos por aqui.
Indico aqueles onde volto sempre para buscar as novidades:

Tachos de ensaio - para além de tudo, este mimo serve também de prenda de aniversário pelo 1ª ano desse cantinho tão criativo!

Sabores da Lica - um espaço bonito e inspirador!

Cozinha da Risonha - porque partilhamos dois gostos, cozinhar e rir!

Um abraço a todos os que por aqui passam e nos estimulam a continuar experimentando sabores...



quarta-feira, junho 25, 2008

Sopa de beldroegas


Gosto muito de fazer compras na BioCoop. Aí encontramos uma grande variedade de produtos provenientes de agricultura biológica, sempre frescos e deliciosos! E encontramos sempre pão variado fresquinho e comida saudável...
Para além de tudo, somos atendidos com imensa simpatia.

Pois bem, esta semana encontrei lá "beldroegas" e uma senhora que me explicou como fazer essa sopa tão comum no Alentejo.
Não perdi tempo... comprei o necessário e quando cheguei a casa... mãos à obra e sopa para o jantar!
Os nossos amigos António e Celeste (que é alentejana) vieram partilhar a sopa... comeram e repetiram! Foi aprovada e passou com distinção.

Então lá vai, conforme me foi explicado.

Precisa de:
1 molho de beldroegas, 4-5 cebolas, 2 cabeças de alho, 1 folha de louro, 1 ovo por pessoa, queijo de cabra, azeite e sal q.b.

Primeiro separam-se as folhas, retirando-se os cabos grossos e lava-se muito bem (é parecido com agrião)

Depois faz-se um bom refogado com cebola às rodelas (juntei 4 cebolas pequenas para um molho de beldroegas), azeite e 2 cabeças de alho inteiras (tira-se só a pele grossa e dá-se um murro para "abrir");


Quando a cebola está já transparente, acrescentam-se as beldroegas, uma folha de louro e refoga-se até amolecerem;

Acrescenta-se água quente, tempera-se com sal e deixa-se acabar de cozer.

No fim, e na hora de servir, escalfa-se um ovo por pessoa na própria sopa.

Serve-se no prato, deitando-se por cima de queijo de cabra aos pedaços. O calor da sopa vai amolecer o queijo... delicioso.

Para acompanhar, pão, alentejano de preferência!


E agora, para quem não conhece essas folhas, aqui fica uma explicação:

A Beldroega ( portulaca oleracea ) é uma planta anual, que aparece junto de outras culturas hortículas e que infesta rapidamente o terreno. As que nascem espontaneamente têm a folha mais miúda e um sabor mais ácido. As que são cultivadas têm a folha larga e mais clara do que as "bravas". Em certas regiões são só utilizadas na alimentação dos animais. No Alentejo faz-se sopa que pode ser diferente de terra para terra, mas quase sempre é cozinhada em conjunto com o alho, as batatas, os ovos e o queijo.
É rica em ácido salícilico e omega-3. Pode prevenir o aumento do mau colesterol.

Parece que no Brasil também há. Encontrei explicação aqui.

domingo, junho 22, 2008

Bolo de coco da Beth


Um bolo de coco delicioso! Decorado serve para bolo de aniversário... como foi o caso aqui. A cobertura faz a diferença.
Mas pode ser apenas um bolo para o lanche...

Esta receita foi dada pela prima Beth e o bolo foi feito com muito carinho por ela e pela tia Micá!
Ficou uma delícia! E lindo!

Aqui fica desvendado o segredo delicioso!

Fazer primeiro o pão de ló com:

5 ovos
2 chávenas de açúcar
8 colheres (sopa) de água
2 chávenas de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Bater as claras em castelo e reservar.
Bater as gemas com a água até ficarem esbranquiçadas; vá adicionando o açúcar e continuando a bater até ficar um creme fino.
Misturar, sem bater, a farinha de trigo (peneirada com o fermento) e, por último, delicadamente, as claras em castelo.

Levar ao forno pré aquecido, moderado.

Entretanto prepare o recheio com:

1 lata de leite condensado
a mesma medida de leite
3 gemas
2 colheres (sopa) de maizena
1 colher (café) de baunilha

Misture bem todos os ingredientes, leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até ficar um creme.

Quando o bolo estiver pronto, deixe arrefecer e corte-o ao meio.
Coloque a parte de baixo do bolo no prato de servir, fure com um palito e humedeça o bolo com um pouco de leite de coco adoçado a gosto.
Cubra com o recheio.

Coloque por cima a outra metade do bolo. Volte a furar com o palito e a humedecer com o leite de coco (utilizamos 200 ml de leite de coco para humedecer o bolo).


Reserve e prepare a cubertura:

2 chávenas de açúcar
1 chávena de água
250 grs de côco ralado
3 claras

Leve a água com o açúcar numa panela ao fogo até começar a engrossar (ponto de calda). Cuidado para não deixar escurecer.
Bata as claras em castelo firme e vá deitando a calda de açúcar (ainda quente), continuando sempre a bater. Continue a bater até arrefecer.
(no caso de querer pode juntar corante de culinária para dar cor; aqui deixamos branco)

Utilize para cobrir o bolo.


Deite por cima côco ralado.
Aqui utilizamos côco fresco, apanhado no quintal e ralado na hora. Isso é um privilégio!!
Utilizando côco ralado de pacote, convém hidratar um pouco para ficar mais húmido.

Leve ao frigorífico até à hora de servir.

segunda-feira, junho 16, 2008

Pastéis (ou bolinhos) de bacalhau

Desta vez estamos a satisfazer um pedido vindo da Suécia! Pois é o nosso amigo Karl pediu-nos uma receita de bolinhos de bacalhau e aqui vai...

Recordamos os que a vovó Nair fazia... eram tão bons! Comidos quentinhos...
Ou os que são feitos pela Maria, no Café Calçada (em Venade-Caminha)... são de fazer água na boca só de lembrar! O nosso amigo Maurício que diga! tantos que ele comeu!...

em Lisboa podem ser comidos em vários locais... enquanto se passeia pela Baixa, por exemplo...

São fáceis de fazer... e o segredo está num bom bacalhau!



Como agora não tivemos tempo de os fazer, utilizamos uma foto daqui.

Precisa de:

500 g bacalhau cozido (sem espinhas e peles)
300 g batatas cozidas e amassadas (tipo puré)
3 dl leite
4 ovos
salsa picada
q.b. pimenta branca moída
q.b. sal

1. Desfia-se o bacalhau. A maneira clássica de o fazer é colocar o bacalhau num pano, fazer um rolo e ir rolando com mãos para o bacalhau separar-se. Há quem o faça num almofariz ou passe na máquina de moer carne mas acho que fica muito desfeito e não gosto tanto.
(Não esquecer que o bacalhau deve ter ficado de molho, ± durante 24 horas, para retirar o sal)

2. Deita-se numa tigela grande, misturando-se com uma colher de pau com as batatas amassadas, o leite e as gemas dos ovos e a pimenta até tudo ficar numa massa bem homogénea.

3. Juntam-se quatro claras batidas em castelo e a salsa picada.

4. Rectificam-se os temperos de sal e pimenta.

5. E com duas colheres, das de sopa ou de sobremesa, vão fazendo-se bolas ovais.

6. Fritam-se em óleo bem quente, deixando escorrer depois de fritos.

Como acompanhamento, uma salada de alface, pepino, tomates cortados às tiras ou de vegetais temperados com azeite e vinagre, ou ainda arroz de tomate ou de grelos.

Também pode ser acompanhada com uma salada de feijão-frade, temperada com azeite e vinagre.

(Karl, esperamos que saia bem... e que matem as saudades de Lisboa!)

quinta-feira, junho 12, 2008

risotto de camarão

Este foi um risotto feito com a Saroka que ficou a saber a diferença entre o risotto e o arroz malandro.
Juntou-se a nós o maridão, o Ricardo e Guilherme para saborear a iguaria!

Feito com a calma que todo o risotto precisa, ficou mesmo bom… não sobrou nem um grãozinho de arroz!!!

Foi feito assim:

Primeiro cozemos o camarão:
Colocamos uma panela com um pouco de água a ferver com sal, pimenta preta, 1 folha de louro, 1 malagueta cortada, um ramo de salsa e casca de limão. Deixamos ferver um pouco para apurar os sabores e colocamos o camarão (congelado, com casca) a ferver durante 3 minutos.

Retiramos o camarão da água e passamos por água fria. Reservamos a água onde cozeram.
Descascamos o camarão, deixando o rabinho em alguns, reservando as cabeças e casca.

Juntamos essas cabeças e cascas na água em que tinham cozido (retirados os temperos). Passamos tudo pela varinha (ou liquidificador) para o sabor do camarão ser aproveitado, fazendo um caldo. Foi coado num passador fino.
Voltamos a levar ao fogo para ficar quente e poder ser utilizado para fazer o arroz.

Agora o arroz:

Numa panela larga refogamos cebola e alho picados, num pouco de azeite. “Resfriamos” com um pouco de vinho branco (1/2 copo) e deixamos o álcool evaporar.
Juntamos o arroz, envolvendo tudo e deixando fritar um pouco.

Fomos acrescentando o caldo lentamente, mexendo sempre, até o arroz estar cozido “al dente” (se fôr necessário pode juntar mais água quente). Deve ser feito lentamente... juntando o caldo, mexendo delicadamente, deixando o arroz abrir e cozer devagarinho; junta-se sempre mais caldo à medida que necessário. Deve ficar cremoso…

Mesmo antes de desligar juntar os camarões, uma colher de manteiga e queijo ralado a gosto, envolvendo tudo bem (podem fazer isso já com o fogo desligado).
Salpicar com salsa picada e servir de imediato!

quinta-feira, maio 22, 2008

sopa da aldeia



Essa é daquelas sopas que o maridão gosta. Com tudo lá dentro... daquelas que a colher fica quase em pé. E não é preciso fazer mais nada... está o jantar (ou almoço) pronto.

(porque não tinha a máquina a jeito, a foto é daqui)

Fiz assim:

feijão encarnado foi posto de molho durante a noite.

no dia coloquei na panela de pressão:
o feijão,
um pouco de cabeça de porco
e algum entrecosto que tinha congelado;
1 cebola cortada aos quartos,
2 dentes de alho esmagados,
1 fio de azeite
e cobri com água.

depois de começar a apitar a pressão, deixei ferver em fogo baixo por 1/2 hora (deve ser suficiente para cozer a carne e o feijão).

Após esse tempo abri a panela (cuidado, é preciso tirar todo o vapor primeiro; costumo colocar a panela em baixo da torneira de água fria para ajudar a sair o vapor);

Coloquei lá dentro nabos picados, cenoura picada, mais cebola e alhos também picados e grelos cortados grosseiramente (utilizei o que tinha em casa, mas podem ser outros os ingredientes);
E juntei também um pouco de chouriço de cebola (este é caseiro, à moda de Venade), mas qualquer outro enchido também serve.
Temperei com sal, cominhos, pimenta, 1 folha de louro e deixei ferver devagarinho por mais 45 minutos para apurar.
É importante ir mexendo de vez em quando, até para amassar um pouquinho o feijão e engrossar ligeiramente. Se for preciso pode acrescentar-se mais um pouco de água.

Na hora de servir foi só separar a carne dos ossos, desfiar e...
saborear quentinha.
Acompanhado com broa (pão de milho) é delicioso!

domingo, maio 18, 2008

Empada de pato


Hoje a nossa querida titia Piá chegou do Brasil e por isso fizemos uma almocinho caprichado.
A empada de pato que estava já preparada no congelador foi óptimo recurso.
Na hora foi só colocar no forno e fazer uma salada para acompanhar.

Deixamos aqui a receita da massa e do recheio. Já sabem que pode ser congelada e assim terem sempre uma refeição (quase) pronta. Também podem variar o recheio, por exemplo, com frango ou camarão...

Ingredientes:
Para a massa:
250 g de manteiga
500 g de farinha
4 gemas
2 ovos
Uma pitada de sal

Para o recheio:

1 pato temperado préviamente com sal e pimenta
2 cebola
1 dente de alho
5 dl de caldo de galinha
1 ramo de cheiros (alho francês, cenoura, salsa, tomilho e louro)
1 colher (sopa) de farinha
2 colheres (sopa) de azeite
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Comece por preparar a massa:
Coloque a farinha em monte sobre uma superfície de trabalho.
Abra uma cavidade ao centro e nela coloque as gemas, os ovos, a manteiga e o sal. Amasse tudo muito bem, acrescentando, se necessário, um pouco de água até obter uma massa homogénea. Forme uma bola e deixa repousar, num local quente, durante 20 minutos.

Entretanto, leve o tacho ao lume e deixe-o aquecer bem. Coloque o pato dentro deste e deixe-o corar até que a sua gordura comece a derreter.
Acrescente depois a cebola e o alho, ambos picados. Deixe corar um pouco, regue com o caldo de galinha e aromatize com o ramo de cheiros. Deixe cozinhar em lume brando durante, mais ou menos, 50 minutos.
Findo este tempo, retire o pato e reserve o caldo. Deixe a carne arrefecer um pouco, elimine as peles e os ossos e desfie-a.

Hora de preparar o creme:
Descasque 1 cebola, pique-a finamente e refogue-a num pouco azeite. Junte o pato desfiado, mexendo sempre com um garfo até estar tudo bem envolvido. Polvilhe com a farinha e regue com o caldo (coado) de cozer o pato na quantidade necessária para ficar na consistência de um creme. Deixe ferver, não parando de mexer.

Estenda a massa com um rolo e com ela forre uma tarteira, previamente untada. Disponha o recheio na forma e cubra com a restante massa. Pressione o rebordo com os dedos, pique o topo com um garfo.
Se desejar, pode agora congelar.
Depois é só deixar umas horas (ou durante a noite) no frigorífico e
levar ao forno quente durante cerca de 40-50 minutos, até que a massa fique dourada.

Deve servir bem quente.
Acompanhe com uma salada de alface e tomate.

sábado, abril 26, 2008

Pavlova


Esta sobremesa tão bonita foi a nossa amiga Paula B. quem preparou. É fácil de fazer e deliciosa! E óptima para aproveitar claras.
Pode fazer também em doses individuais, como mostra a foto tirada daqui.

De qualquer maneira fica sempre lindíssima.
Obrigado Paula, pela receita!

Vai precisar de:

4 claras
uma pitada de sal
175 g de açúcar
margarina para untar
16o g de açúcar
1 colher de chá de maisena
1 colher de chá de vinagre
2,5 dl de natas
30 g de açúcar em pó
250g de frutos frescos a gosto (morangos, framboesas, amoras, mirtilhos)

Forre um tabuleiro com papel vegetal e desenhe-lhe um círculo com mais ou menos 24 com de diâmetro (ou mais pequeno se desejar fazer doses individuais). Unte o papel com a margarina

Bata as claras em castelo firme com uma pitada de sal, juntando, a pouco e pouco, 175 g de açúcar.
Misture 160 g de açúcar com a maisena e junte suavemente às claras.
Por fim, adicione o vinagre.
Deite as claras em monte sobre o círculo desenhado no papel e abra um buraco no centro.
Leve a cozer em forno muito brando (100ºC), cerca de 120 minutos (ou menos tempo se gostar do suspiro mais mole).
Deixe arrefecer dentro do forno.

Entretanto bata as natas bem frias com o açúcar em pó até ficarem espessas.
Solte o merengue do papel vegetal, cuidadosamente, humedecendo a parte de baixo.
Deite as natas no centro do merengue e enfeite com os frutos à escolha (fica muito bonito se misturar vários frutos silvestres).

Agora é só deliciarem-se!

domingo, abril 20, 2008

Falafel


A primeira vez que comemos essas bolinhas típicas da culinária do médio oriente, tinham sido preparadas pela D. Sara, mãe do nosso querido amigo Isaac. Nessa altura foi novidade para nós, que não estávamos habituados a esses sabores.
Desde então já temos comido várias vezes com pão sírio, homus (pasta de grão de bico) e tahine (pasta de gergelim).
Desta vez resolvemos experimentar uma receita e fazer em casa.
Servimos com uma salada de alface, rúcula, tomate e acompanhado de pimentos de padrón.

Recordamos o sabor e achamos que ficaram muito semelhantes aos que temos comido por aí.

Vale a pena tentar:

Ingredientes:

1 ½ xícara (chá) de grão-de-bico
1 cebola pequena picada grosseiramente
2 dentes pequenos de alho
1 pimenta vermelha picadinha
1 xícara (chá) de salsinha picadinha
¼ de xícara (chá) de coentro picadinho
1 colher (café) de fermento em pó
pitadas de pimenta Síria
záhtar (mistura árabe de especiarias)
cominho
pimenta-do-reino e sal a gosto
óleo para fritar

PREPARAÇÃO:

Preparar o Grão-de-bico:

Deixar o grão-de-bico de molho durante 24 horas, coar, secar, retirar as cascas e juntar ao preparo ( como alternativa, o grão de bico enlatado pode ser utilizado). Para retirar a casca pode colocar o grão cozido dentro de uma pano, enrolar e esfregar delicadamente - as cascas vão soltando-se facilmente.

Preparar o Falafel:

Coloque no liquidificador o grão-de-bico, a cebola, o alho, a pimenta vermelha, a salsinha, o coentro, o fermento em pó, as pitadas de pimenta Síria, o záhtar, o cominho, a pimenta-do-reino e o sal. Bata até obter uma pasta grossa.

Retire do liquidificador e deixe descansar por 30 minutos e faca bolinhas com as mãos humedecidas (soubemos que em Israel existem colheres especiais para fazer as bolinhas).

Aqueça o óleo e frite as bolinhas, até que estejam douradas.

Retire com escumadeira e escorra sobre papel.

Quem quiser pode preparar o molho de Tahine (também encontra no mercado já preparado):

Numa tigela, misture o tahine, o suco de limão, o alho, a água e um pouquinho de sal. Reserve.

E se tiver pão sírio (pão "Pita") pode experimentar a forma mais típica de comer falafel:

Abra cada um dos pães em uma das laterais e recheie com alface picada em tiras, pimenta vermelha (para quem gosta), homus, pepino em rodelas finas, cebola e tomate bem picadinhos e os bolinhos (2 ou 3) e regue com o molho de tahine.

Sirva imediatamente.
Se preferir sirva no prato com salada. No nosso caso foi o que fizemos.


Delicioso!






"Fabrico Póprio"

Hoje é uma sugestão que fazemos.
Porque não visitam o site Fabrico Próprio? Façam uma visita e vão ficar surpreendidos com o projecto e as novidades.

Estivemos no lançamento do livro "Fabrico Próprio - O design da pastelaria semi-industrial portuguesa"... que foi um sucesso! Um óptimo ambiente, com bolos deliciosos, chá quentinho, música ambiente e muita gente amiga.

O livro é de dar água na boca!! As fotos são lindas e ficamos a saber algumas curiosidades dos bolos que povoam as nossas recordações. E ficamos também a conhecer outros de que nunca tínhamos ouvido falar!

Parabéns aos autores do projecto: Pedrita (Pedro Ferreira e Rita João) e ao Frederico Duarte. Para este, porque conhecemos pessoalmente, vai o nosso abraço amigo.

Continuem!

sexta-feira, abril 18, 2008

Voltamos!... com pastel!


Pois é, temos andado ausentes...
mas agora estamos outra vez por aqui trazendo coisas gostosas.

E recomeçamos mostrando uns pastéis que fizemos para um jantar rápido em casa da Rica, introduzindo o Zé Carlos e a Paula nesse petisco brasileiro.

Desta vez tínhamos a massa de pastel pronta, vinda directamente do Brasil... fácil não é?
Mas deixamos também aqui a receita da massa para que possam fazer em casa.
É só fazer um recheio a gosto, de carne, de queijo, de camarão, de queijo e camarão, etc...), rechear, fritar e comer quentinho.

Podem ser congelados antes de fritar e assim temos sempre o petisco à mão.

Delicioso!

MASSA DE PASTEL

Ingredientes:
  • 1 kg de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de chá de óleo
  • 1 colher de sopa sal
  • 1 ovo
  • 1/2 dose de pinga
  • 1 colher de chá vinagre
  • 250 ml de água
  • recheio a gosto (doce ou salgado)
Para fazer:
  1. Misture todos os ingredientes em uma tigela e amasse com as mãos.
  2. Sove bem a massa sobre uma superfície lisa enfarinhada. Deixe descansar um pouco (até de um dia para o outro, embrulhada em película, no frigorífico.
  3. Utilize um rolo para esticar a massa e deixá-la na espessura desejada.
  4. Corte a massa no tamanho que quiser fazer os pastéis. Ponha no centro o recheio.
  5. Se utilizar a massa pronta é aqui que começa. Deve humedecer ligeiramente a borda da massa e depois fechar. Com um garfo, vá calcando a massa , para que fique bem fechadinho (e também com a marca).
  6. Frite em óleo bem quente.

sábado, fevereiro 23, 2008

Cheese cake com maracujá


Uma sobremesa deliciosa também feita pela Paula para o jantar de aniversário do maridão, aqui na Cidade Maravilhosa - Rio de Janeiro.
Irresistível!!!

Primeiro a massa:

200 grs de bolacha tipo "Maria" (ou biscoito Maizena) trituradas com 100 grs de manteiga. Forre com essa massa o fundo e laterais de uma forma de fundo amovível. Reserve no frigorífico.

Siga fazendo o recheio:

500 grs de queijo creme (tipo Polenghi ou Philadelfia) misturado com 1 colher (café) de baunilha, 150 grs de açúcar, 4 ovos e 200 grs de iogurte natural. Pode bater tudo no liquidificador para virar um creme.

Despeje sobre a massa reservada e leve ao forno pré aquecido até cozer.

Entretando faça a calda de maracujá:

Colocar numa panela a polpa de 3 maracujás (ou 4 se forem pequenos) com um pouco de açúcar (a gosto). Deixar apurar em fogo baixo. Deve ficar uma calda.

Deixe a tarte arrefecer um pouco e cubra com a calda.

Reserve no frigorífico até à hora de servir.

Irresistível!!

Crepes de nozes ao leite de coco


Parabéns maridão!!! 55 anos têm que ser festejados em grande!

Com o carinho da tia Mica e a paciência da Paula foi possível juntar o pessoal para um jantar de festa com a família carioca!

A noite estava maravilhosa e os crepes de nozes* fizeram sucesso! O prato fica mesmo muito bonito e é saborosíssimo!
experimentar que é sucesso garantido!!

Comecem por fazer os crepes...

Ingredientes para a massa dos crepes:

1 ½ copo de leite

1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo

4 ovos inteiros

Sal q.b.

1 colher (sobremesa) de margarina

1 punhado de folhas de espinafre cruas

Misture todos os ingredientes no liquidificador e bata por 5 minutos. Deixe descansar por 30 minutos.

Numa frigideira untada, vá deitando a massa e fazendo os crepes, bem finos.

Reserve.

Siga fazendo o recheio com:

1 ricota pequena (1 requeijào lusitano) bem amassada e temperada com sal;

1 xícara (chá) bem cheia de nozes moídas.

Misture bem os dois ingredientes e recheie cada crepe, dobrando-os em quatro.

Vá arrumando os crepes numa forma refractaria que possa ir ao forno e à mesa.

Siga fazendo o molho:

2 xícaras (chá) de água

1 tablete de caldo de carne

1 lata de creme de leite sem soro (+- 200ml de natas)

4 colheres (sopa0 de queijo parmesão ralado

1 garrafa de 200 ml de leite de coco

Leve a água ao fogo, dissolvendo o tablete de caldo de carne.

Misture o leite de coco e o creme de leite (as natas). Não deixe ferver.

Despeje por cima dos crepes e polvilhe com o queijo ralado.

Leve ao forno a gratinar.
Sirva e aguarde os elogios!!!

*Esta é uma receita antiga... publicada na revista Cláudia... acho que foi uma receita criada por Natalina Jorge, de S. Paulo, vencedora da Promoção de Receitas de coco Maguary para Grandes Festas.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Empadão da (Mãe) Zinha

Todos nós temos aquele prato preferido... da nossa infância... que foi ficando retido na nossa memória dos sabores e dos cheiros... 

Temos vindo a fazer a pergunta... E deixamos aqui a resposta que a nossa comadre Paulinha nos enviou. A escolha dela foi o empadão de carne... à maneira que a sua mãezinha fazia... 
uhm... é de lamber os beiços!!




Memória de sabores  

Sempre que me perguntam se tenho um prato predilecto, é do empadão da
minha Mãe que me lembro. O que tem de especial? Talvez o facto de ser
feito não só com puré de batata, mas também com arroz, criando uma
textura gustativa distinta da do empadão, para mim, tradicional.
Para comer quente ou frio. Oxalá gostem!

Ingredientes (6 pessoas)

600 gr de carne de novilho, limpa e bem picadinha na hora
1 chouriço corrente (de carne) bem picadinho na hora
Arroz carolino q.b.
600 gr de batatas
200 ml de leite meio gordo
Óleo vegetal q.b.
Sal q.b.
Noz moscada q.b.
1 colher de sopa de margarina
2 gemas de ovo

Cozer o arroz em água temperada com sal (ou aproveitar o arroz já cozido que sobrou);
Cozer as batatas em água temperada com sal;
Numa frigideira larga cozinhar a carne juntamente com o chouriço no óleo vegetal, temperando com sal e noz moscada. Com a ajuda de um garfo ir soltando a carne para não "empastelar" e ficar soltinha.
Depois de bem escorridas, amassar as batatas como para puré, juntando o leite, uma
colher de sopa de margarina e uma pitada de noz moscada.

Num pirex formar uma primeira camada pouco espessa de carne, seguida de uma camada de arroz, nova camada de carne, mais espessa e, por fim, uma camada de puré de batata.

Pincelar toda a superfície com as duas gemas batidas. Enfeitar com rodelas de chouriço.
Levar ao forno pré aquecido até ficar douradinho.

E depois... é só saborear... 

sábado, fevereiro 09, 2008

Risotto ao caril



Experimentar novas misturas e sabores é sempre um desafio de que gostamos.
Para o jantar com a comadre Paulinha foi o que tentamos fazer. E aproveitou-se também umas lulas estufadas que tinham sobrado do dia anterior.
Tudo junto, misturado com muito carinho, ficou uma delícia! Uma verdadeira cozinha de fusão! Ou um “arroz de fusão” como baptizou a nossa comadre.

Precisa de ter à mão:

- camarões descascados
- cebola picada
- alho picado
- aguardente (ou vinho branco)
- sal
- curry massala
- algas nori desidratadas
- arroz (de grão curto, próprio para risotto ou, então, arroz tipo “carolino”)
- manteiga
- azeite
- água
- qualquer folha verde para enfeitar (utilizamos rebentos de agrião, mas pode ser coentros ou salsa)

E aqui fica o modo como fizemos:

- as lulas já estavam preparadas, tinham sido estufadas num molho de tomate;

- colocámos de molho num pouco de água um punhado de algas nori* desidratadas, cortadas em tiras finas (convém deixar de molho uns 10 minutos para hidratar; a água também será aproveitada);

- camarões descascados (utilizámos dos congelados), fervidos em água temperada com uma mistura de caril (o utilizado por nós foi um “curry masala” que se encontra em lojas especializadas em produtos orientais). Utilizar a quantidade de caril a gosto, conforme se quiser mais ou menos forte. Deixar ferver por uns 6 minutos para o camarão cozinhar. Reservar, mantendo o líquido quente;

- numa panela larga (utilizámos uma de barro), refogámos 1 cebola picada e 2 dentes de alho num pouco de azeite até ficarem transparentes. Juntámos ½ copo de aguardente velha (pode substituir por vinho branco) e deixamos o álcool evaporar;

- acrescentámos o arroz (3 chávenas de café) e misturámos bem. Fomos então juntando a água onde os camarões tinham cozido, pouco a pouco, mexendo sempre e deixando o arroz ir cozinhando lentamente. Convém ter água quente à mão para ir acrescentando, sempre que fizer falta.
Como recomendam os italianos, o risotto deve ser feito muito lentamente, o líquido vai sendo acrescentado pouco a pouco de modo a que o arroz vá cozinhando devagarinho...

- quando o arroz estava quase cozido juntámos os camarões, as algas com a sua água e as lulas com respectivo molho. Deixámos ferver em fogo brando, rectificámos os temperos, mexendo lentamente até o arroz estar totalmente cozido (mas al dente).

- já com o fogo desligado, acrescentámos 1 colher de manteiga, misturando bem para derreter.

- enfeitámos com uns rebentos de agrião e foi servido imediatamente (como dizia a vovó Nair, “precisamos estar sentados à mesa, esperando pelo arroz molinho”... muita razão tinha ela...).

Depois... foi só saborear e sentir o sabor a mar...
Acompanhámos com uma saladinha e, claro, um bom vinho, escolhido pelo maridão.

Experimentem e façam as vossas variações...


*Alga Nori (porphyra umbilicalis): alga atlântica silvestre, muito rica em proteínas, sais minerais, vitaminas e fibra.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Filhóses da Tia Deolinda

(foto daqui)


Em muitos locais as filhoses (ou filhós) são um doce típico do Carnaval. Ainda me lembro de serem feitos no fogão de lenha... e do cheirinho... e de toda a brincadeira...
Esta receita foi-nos enviada (pelo telemóvel, tal era a pressa de fazer!) pelo nosso querido amigo Afonso D.! 
Não sei se ficaram tão boas como as da Tia Deolinda... mas... saborosas estavam!

São feitas assim:

Cozinhar uma fatia de abóbora (bem amarelinha) em água (muito pouca) com sal, um fio de óleo, casca de limão, casca de laranja e 1 pau de canela.  
Deixar arrefecer um pouco, retirar o pau de canela e as cascas de limão e laranja. Escorrer a abóbora e triturar com a varinha mágica. 
Deixar  arrefecer e juntar 3 colheres (de sopa) de açúcar, 5 ovos, 800 grs de farinha de trigo (sem fermento), 1 colher (sopa) de fermento em pó, misturando tudo muito bem. 

(Se quiser que fique mais amarelinha, shiiiiiiu..... eis o segredo da tia Deolinda, junte um pózinho de açafrão...)

Tirar colheradas e fritar em óleo quente.
Ou então fazer tipo panquecas, numa frigideira anti aderente, só untada de óleo.

Pode polvilhar com canela e saborear...

Há diversas receitas diferentes e aqui pode encontrar uma. Vale a pena experimentar!