sábado, agosto 30, 2008

Canjica

(foto daqui)

Ainda na sequência do Intercâmbio Culinário e da parceria que fizemos com a Márcia, quisemos também fazer canjica.
Esta já não é novidade na nossa casa porque a vovó Nair costumava fazer sempre na Páscoa, 6ª Feira Santa. Já era costume assim na casa dos pais dela e habituámo-nos a ouvi-la dizer que por causa do jejum (??), precisávamos de ter à mão qualquer coisa mais forte para comer. E aí vinha a canjica!
Aqui em Portugal não é conhecido... aliás o milho branco, só mais recentemente tem sido utilizado, por causa da culinária africana que tem tido, nos últimos anos uma grande divulgação por aqui.

Também ficamos curiosos em saber mais qualquer coisa sobre a designação "canjica".
Ficamos a saber aqui que nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, pode chamar-se “curau”, e que no Rio de Janeiro encontra-se também como “canjiquinha” e, em Minas Gerais, como “papa de milho”. Será? Pensávamos que "curau" era feito com milho verde e não milho branco, como a canjica que conheço!
Também vi que se pode chamar de mugunzá! Realmente não há dúvidas que a comida vai se adaptando às diferentes regiões em que é utilizada e vai ganhando nomes e versões diferentes. Que riqueza!
Quem tiver mais informações que esclareça!

Parece também que o termo canjica vem do quimbundo africano - língua falada pela tribo dos bantos de Angola- Kanjika. Outros dizem que a palavra vem do malaiala - idioma de Malabar, região da Ásia – Kanji, significando “arroz com água”.

Parece ter sido costume, nas mesas da gente do Rio do Janeiro (mesmo antes da chegada da corte portuguesa ao Brasil, no início de 1800) ter quase sempre como sobremesa a canjica temperada com açúcar.

E olhem só as expressões que também são utilizadas:

“Pôr fogo na canjica”para apressar, animar. Ou “Socar canjica” para andar a cavalo, em trote, sem amortecer o choque do corpo na sela. No Rio Grande do Sul, estar, viver ou andar “com as canjicas de fora” significa rir.
Não é o máximo?

Agora a receita:

Precisa de

- 1/2 kg de canjica (milho branco)
- açúcar a gosto
- sal q.b.
- 1/2 litro de leite (pode precisar de mais um pouco)
- 1/2 colheres (sopa) de manteiga
- 2 paus de canela
- 1 vidro de leite de côco (há quem não utilize, mas lembro que a vovó colocava sempre)

- canela em pó para polvilhar
- também fica bom amendoim torrado e moído (era assim que comíamos em S. Lourenço, quando íamos de férias, para casa da tia Lourdes e do tio Zeca - que saudades!).

Fizemos assim:

Na véspera colocamos o milho de molho.
No dia pusemos a cozinhar, com uma pedrinha de sal (a água deve só cobrir), em fogo lento (o processo é o utilizado para o arroz dôce); pode utilizar a panela de pressão.
Quando estiver macio juntar a canela em pau, o leite e deixar apurar, cozendo lentamente, juntando o leite necessário para ficar bem cremoso.
Quase no final, juntar açúcar a gosto, o leite de côco e a manteiga. Deixar ferver mais um pouco para apurar (atenção: sempre fogo baixo, mexendo, com cuidado para não queimar).

E pronto...
Lá em casa ficava mesmo na panela e cada um ia se servindo, polvilhando com canela e/ou amendoím moído ou côco ralado.
Uns gostavam de comer ainda quente... eu preferia frio... a vovó dizia que no dia seguinte ainda era melhor.
Convém guardar no frigorífico porque pode azedar.
E pode voltar outra vez ao fogo, juntando-se mais leite para voltar a ferver e acrescentar o molho.

mais uma receita... e assim vamos passando, de "boca em boca", trocando-se sabores e memórias, fazendo-se história, num verdadeiro intercâmbio culinário!








segunda-feira, agosto 25, 2008

Cuscuz paulista em Lisboa

CUSCUZ PAULISTA EM LISBOA
(em 4 actos)

1º ACTO: O DESAFIO


Num dos “passeios” pelas cozinhas virtuais da blogsfera chegamos ao Intercâmbio Culinário da Ameixa Seca, Nana, Axly e e deparámo-nos com a proposta de troca de receitas entre as cozinheiras do Brasil e Portugal. Que boa ideia! Vamos lá participar!

Primeiro tínhamos que formar um par... radares alerta... e encontrámos a Márcia do Ideias à la Carte com a mesma vontade.
Mails p’ra cá e p’ra lá... fomos consolidando o par... escolhendo as receitas...
que coisa boa!... vamos até sentindo uma certa “sintonia” com uma pessoa que só conhecemos destes espaços virtuais! não deixa de ser surpreendente!

Estava formado o par:




Agora é escolher a receita... o Ideias à la Carte tem tanta coisa boa... o que é que havemos de fazer?

Como sabem, temos passado (e alma) brasileira e por isso queríamos fazer uma receita diferente, daquelas que não fizesse parte das nossas memórias da cozinha da vovó (carioca).

E aí lembramos de um prato que já tínhamos comido no Brasil, mas que nunca tínhamos cozinhado: cuscuz paulista. E para sobremesa?... uhm... deixa ver... aí lembramos de algo que a vovó Nair fazia, sempre pela Páscoa, canjica.

Pronto! Tomada a decisão. Agora... “manda a receita Márcia”... “será fácil?”...
Começamos aqui pelo cuscuz paulista, para manter a “ordem” do serviço: primeiro o prato depois a sobremesa!

2º ACTO: A PREPARAÇÃO

E o que é isso de cuscuz paulista? Conhecemos o cuscuz marroquino (que aqui está postado), conhecemos o cuscuz baiano (também já aqui)... mas paulista?? o que é isso?

Primeiro engano: pensava que era feito com sêmola de trigo (aquelas bolinhas do cuscuz) e... surpresa... era feito com farinha de milho e mandioca!!

cheias de curiosidade fomos à procura e encontramos na “Jangada Brasil” a história do cuscuz e do “paulista”. Ficamos a saber que há várias maneiras de fazer cuscuz... sendo um prato de origem de origem africana (África Setentrional), conhecido do Egipto a Marrocos, era tradicionalmente feito com arroz, farinha de trigo, milheto, sorgo... e passou a ser feito com milho a partir do século XVI, com a irradiação do milho (zea mays). E parece que afinal era prato popular aqui em Portugal que o trouxe do contacto com os povos berberes. E até o cuscuz doce parece que era feito em Coimbra, no Mosteiro de Celas! Inacreditável! E porque deixaram de o fazer???
Também toma várias formas, de carne, de legumes, de peixe, com leite e açúcar... enfim... cada local e cada povo foi fazendo as suas adaptações...

E o “paulista”? Ficamos com a hipótese de Cristiana Couto, do livro “Viagem Gastronómica através do Brasil” (Senac) que a “origem do cuscuz paulista é o farnel (farinha, frango guisado ou feijão e ovos cozidos, amarrados em um guardanapo grande) dos bandeirantes e tropeiros”.



Bom... chega de informação e vamos mas é às compras!
Levamos a Dolly connosco... gosta sempre de um passeio, mas não gostou de ter de ficar à porta!



Os ingredientes a comprar? Seguimos a sugestão da Márcia... (e a indicação da quantidade utilizada) com algumas – pequenas – alterações...



- farinha de milho (3 chávenas de chá) – compramos o que aqui se chama “sêmola de milho”
- farinha de mandioca (1/2 chávena de chá)
- 500 g de camarão médio (compramos congelado)
- cenouras (2)
- azeite (3 colheres de sopa)
- cebola (1 grande)
- tomates (5 maduros)
- salsa (um molho)
- alho (4 dentes)
- palmito (1 lata)
- ovos (3)
- azeitona verde (1 chávenas chá)
- ervilhas (1 lata pequena)
- sal e pimenta q.b.
- cubo de peixe (1)
- sardinha (1 lata, em azeite)
- concentrado de tomate (usamos o de tubinho)


3º ACTO: O COZINHADO

A primeira coisa a fazer foi colocar a receita à mão para ser seguida. Tínhamos a receita da Márcia... mas deparámo-nos com um problema: não tínhamos a cuscuzeira... e a nossa forma de buraco era daquelas que solta o fundo e, por isso, não dava para levar a “banho-maria”!!
O que fazer?! lá voltamos para a net... e percorremos várias receitas... várias sugestões e encontramos algumas que sugeriam um cozimento diferente...
e não é assim que as receitas vão evoluindo? nada de apertos!... é preciso avançar...


e fomos preparando utensílios e ingredientes.

Primeiro descascamos os camarões, levando as cascas e cabeças para ferver com 1 ½ litro de água, temperado com o caldo de peixe (1 cubo), sal e pimenta.
Deixamos ferver por 15 minutos; o camarão foi colocado numa peneira (salpicado com sal) em cima da panela para cozinhar no vapor (retirei logo que ficou rosado).
Coar o líquido e reservar.
Entretanto fui preparando os outros ingredientes:

- limpar as cenouras, cortar em rodelas e lavar a cozer em água temperada com sal (no fim, juntei essa água ao líquido dos camarões)
- as latas abertas e escorridas; retirei a espinha do meio às sardinhas e cortei os palmitos em rodelas (de 1 lata, guardei metade inteiros, para a decoração);
- a cebola e os alhos foram picados miudinhos;
- o tomate também foi cortado (reservei 1 em rodelas, para decoração)
- retiramos o caroço das azeitonas e picamos;
- picamos também a salsa, miudinho (para picar tudo... entrou em função o processador)
- misturamos as farinhas
- cozemos os ovos (picamos 2 grosseiramente e 1 foi cortado às rodelas)

Agora vamos lá fazer o prato... ai que medo!!! será que vai dar certo? ainda vou ter que fazer ovos mexidos para o jantar!!! ainda bem que tenho uns queijinhos dos Açores... e um pão de sementes saboroso...


- refogamos a cebola e os alhos picados em azeite, até ficarem douradinhos;
- acrescentamos o tomate picado e deixamos cozer... (sempre que secava ia juntando um pouco do líquido dos camarões que tinha reservado); temperamos com sal e pimenta; e acrescentamos um pouco do concentrado de tomate;
- depois fomos juntando as farinhas e o líquido, fazendo isso vagarosamente, em fogo baixo, misturando muito bem... e, sempre mexendo, fomos deixando as farinhas cozinhar (rectificar o sal e pimenta)... quase no fim juntamos os outros ingredientes: ervilhas, palmito, salsa picada, ovos, azeitonas, sardinhas, cenoura, os camarões (reservamos de tudo para os enfeites).
Deixamos ficar uma mistura uniforme e ligada... tudo isso foi feito lentamente, para deixar as farinhas cozinhar.

- pronto, rectificar os temperos... um pouquinho de sal... moer mais um pouquinho de pimenta... já está... uhmmmm..... está saboroso...

agora é montar o prato...

untamos a forma com azeite...
colocamos no fundo da forma e nas laterais algumas rodelas de tomate, de ovo, ervilhas, cenouras... criando uma decoração...
colocamos a massa do cuscuz, ajeitando e apertando para ficar homogéneo.


e já está! deixamos esfriar... até à hora do jantar.


4º ACTO: A FESTA

Claro que tínhamos que fazer a festa em conjunto. Todos ficaram sabendo desta nossa aventura! O intercâmbio culinário ficou famoso!
Foram chamados e vieram, a Rica, o Ernesto, a Bibi, a Celeste e o António, a Paula e nós, claro!

a noite estava perfeita... um calor bom e uma lua cheia no céu de Lisboa, encantadora!
O maridão tratou de colocar o vinho branco “Alvarinho” no frigorífico... que a noite prometia!

E fomos desenformar... será que sai?
SAÍU!!! Lindo!!!! máquina fotográfica a postos!!! de todos os ângulos!!!




Vamos lá comer!!!

uhmmmmm...... delicioso!!!

missão cumprida!!! com sucesso!


Obrigado Intercâmbio Culinário pelo desafio! Obrigado Márcia pela sugestão.

escreveu-se mais uma página da história do cuscuz:
cuscuz paulista em Lisboa... em noite de lua cheia... com amigos do coração!

(ah!... é verdade!!! querem saber da canjica??? fica para a próxima!! depois contamos!!!)

domingo, agosto 10, 2008

Intercâmbio Culinário

Esta foi a iniciativa da Ameixa Seca, da Nana e da Axly... para fazermos pares "bloguistas" e trocarmos receitas entre nós.

O nosso par é a



olhem só que lindo!
não ficamos bem juntos?




E a receita da Márcia que escolhemos fazer foi cuscuz paulista. Sempre tivemos curiosidade para de conhecer esse prato... e de saber o porquê do nome.

Será que vai ficar bom???
suspense....
aqui será deixada a história e a receita!

Aguardem...

quinta-feira, julho 31, 2008

Frango com Cajú

Ontem apeteceu-me comer um prato que costumava comer em Zurique, num restaurante tailandês muito rascoso perto do sitio onde eu trabalhava. Apesar de ser uma tasca tailandesa com aspecto um pouco suspeito, a comida era maravilhosa. O meu prato favorito era o Frango com Cajú.

Aqui vai então a receita:




Ingredientes:

Peito de frango
Castanhas de cajú
Cebola
Pimento
Molho de soja
Piripiri
Pimenta
Sal

Preparação:

Tempera-se o frango com piripiri, pimenta e sal.
Torram-se as castanhas de cajú e reservam-se.
Numa frigideira, refoga-se a cebola e o pimento, previamente cortados em tiras, até ficarem macios.
Acrescenta-se o frango e deixa-se alourar.
Quando o frango estiver meio cozido deita-se o molho de soja e deixa-se apurar.
Por fim juntam-se as castanhas de cajú.
Serve-se com arroz branco de preferência basmati.
Que bom, que bom!


segunda-feira, julho 21, 2008

Emergency Pasta









Esta é uma receita da Fifi e já aqui tinha sido publicada.

Mas como é, realmente, uma solução de emergência, aqui fica mais uma vez!

Nós gostamos tanto que a fazemos muitas vezes.
Em Itália chamam-lhe a massa dos solteiros.
Foi também em Itália que a comecei a fazer com bastante frequência, pois é fácil, é barata e, supostamente, temos sempre estes ingredientes em casa.

Ingredientes:
Atum
Polpa de tomate ou tomate pelado
Cebola
Azeite
Massa da preferência de cada um

Fazer um refogado com a cebola e o azeite.
Juntar o atum.
Juntar o tomate, temperar a gosto e deixar apurar.


Cozer a massa à parte “ al dente”.
Quando a massa estiver cozida juntar o molho e... comer.
Ás vezes junto um pouco de salsa ao molho e um pouco de queijo ralado no fim.
hummmmmmmmmmm


Um beijinho para a Bikuca e outro para o Edu com quem cozinhei este prato tantas vezes.

quinta-feira, julho 17, 2008

Depois da baleia, um gin no Peter

Pois é... sempre gostamos de uma aventura, e já que estávamos no Faial, nada melhor do que aceitar o desafio de ir procurar as baleia (cachalotes).
O dia estava lindo! O mar parecia tranquilo... e lá fomos nós, olhos a postos, na esperança de alguma avistar.


E não é que apareceram mesmo!!! que emoção avistar aqueles animais maravilhosos!
Aguardar pelo seu mergulho e esperar que a câmara consiga captar o momento!!
Várias foram as tentativas, mas o maridão conseguiu mesmo!

O único problema foi que as "bichinhas" demoram algum tempo à superfície, no descanso, e uma vez feito o mergulho, demoram ainda algum tempo a voltarem e deixarem-se avistar.



E o mar ondulando... e nós ali parados... o tempo passando... a baleia aparecendo e desaparecendo... e o mar ondulando... já estão a ver o que (quase) se passou??... por pouco...

No regresso, uma boa chuvada... daquelas de encharcar os ossos!
e por isso, nada melhor do que celebrar toda a emoção da aventura (com molha e enjôo à mistura) com o célebre gin no bar do Peter!

Foi o que fizemos!!! E ficamos retemperados!

É uma experiência única sentirmo-nos perto daqueles seres maravilhosos. E podemos imaginar a experiência dos antigos caçadores de baleia... nos seus barcos pequeninos...

Hoje ali estão elas... preservadas, esperemos que ainda por muito tempo, para delícia dos visitantes.

ah!! é verdade!!! a receita do gin tónico?? não sabemos como é feito no Peter... se calhar há algum segredo... ou talvez seja só mesmo o local simpático e a vista que dá o toque especial...

mas se tiver à mão:

água tónica: q.b.
casca de limão: 1
gin: 40 ml
limão: uma rodela

Pode preparar um:
Esfregue a parte verde da casca de limão nas paredes internas de um copo alto.
Deite muitas pedras de gelo e o gin.
Complete com água tónica. Decore com uma rodela de limão.

E saboreie, em boa companhia!

feijão assado do Faial


Continuando a dar conta da nossa experiência culinária nos Açores.
A primeira vez que ouvi falar de feijão assado foi na casa da Hortênsia que preparou um delicioso, assado no forno típico que instalaram no quintal.
Bom... só quem já conhece sabe do que estou a falar! O feijão tem um gostinho... um travo adocicado... que o melaço lhe dá.
Agora, no Faial, voltamos a comer feijão assado e relembrei essa delícia!

Encontrei no blog Three Fat Ladies uma receita que parece fiel. Aliás recomendo a visita a esse espaço para ficarem a conhecer algumas curiosidades acerca desse prato.


Ingredientes:




300 g de carne de porco (preferência para entrecosto)
100 g de linguiça (a recomendação é para a açoriana, mas na falta dessa, usa-se a que houver à mão)
550 g de feijão manteiga cozido (se a preguiça apertar, pode utilizar o de lata)
1 cebola
2 dentes de alho
3 tomates (pode utilizar tomate pelado, enlatado)
1 colher de café de massa de malagueta
3 cravos-da-índia
5 grãos de pimenta da Jamaica
1 pau de canela
1/2 copo de vinho
6 a 8 colheres de sopa de melaço de cana

Sal

Para preparar:


Refogar a cebola com o alho;
acrescentar a linguiça, cortada às rodelas, e deixar que esta destile um pouco de gordura. Adicionar a carne, previamente cortada em cubos, e deixar cozinhar uns minutos, até ficar dourada.
Juntar o tomate, o vinho e os restantes temperos. Enquanto se deixa a carne cozinhar, vai-se juntando água, pois deve ficar com algum caldo.
Quando a carne estiver macia, retirar o cravinho, a canela e a pimenta e misturar com o feijão.
Colocar esta mistura num recipiente de barro, espalhar o melaço por cima.
Levar ao forno até apurar e o melaço ficar com um aspecto caramelizado (cerca de 30 minutos).




segunda-feira, julho 14, 2008

Do Faial, bolo de tijolo


Estivemos ausentes por um bom motivo!
Passamos uns dias aproveitando a beleza dos Açores, visitando a ilha do Faial e Pico.
Quanta coisa bonita!
E quanta comida saborosa! Difícil passar para aqui todos os sabores, cheiros e cores!
Mas vou tentar dar uma amostra do que por lá encontramos.

E começamos por um tipo de pão, que é conhecido lá por "bolo de tijolo", por causa da forma como é cozinhado (em frigideira de barro, na chama do fogão). Achei delicioso! (a 1ª foto é daqui)
Parece que, tradicionalmente, era uma forma de terem rapidamente pão, porque não precisa nem de levedar, nem de se acender o forno.
E, como ingrediente, leva batata doce.
É comido a acompanhar a refeição, ou em substituição desta, com queijo, ou figo... ainda morno... uma delícia.



Comemos um delicioso no restaurante Lavrador, na ilha do Pico.




Aqui fica a receita, publicada por Isaura Rodrigues* (esposa do Zé Manel) que no restaurante A Arvore (Horta), nos delicia com comida caseira, tipicamente açoriana.

Ingredientes:

1 kg de farinha de milho
200 g de farinha de trigo
2 batatas doces médias cozidas
sal q.b.
2 l de água

Preparação:
Leva-se a água a ferver e quando ferve põe-se imediatamente por cima das farinhas. Mexe-se muito bem para escaldar as farinhas.
Quando está morna junta-se à massa a batata doce ralada e amassa-se muito bem toda a massa.
Faz-se bolos de massa e estende-se do tamanho da frigideira de barro ("tijolo de barro").
Coze-se em cima do fogão, em fogo baixo, até estar com bolhinhas, sinal de que está cozido.

* "As Receitas da Isaura", de Isaura Rodrigues (Ed.), 2006 (adquiri o livro no próprio restaurante)

sexta-feira, julho 04, 2008

Pastel integral no forno com legumes

Já sabem que temos um gosto especial por uma culinária saudável.
Sempre quis experimentar fazer uns pastéis de forno com farinha integral. Andei na pesquisa e encontrei na página da Yahoo umas receitas de que gostei.

A massa foi feita com a sugestão do Chef Deda:

Ingredientes:

- 1 xícara de farinha de trigo integral fina,
- 1⁄2 xícara de farinha de trigo integral grossa,
- 1 colher de café de fermento biológico seco instantâneo,
- 3 colheres de óleo,
- 1 pitada de sal marinho, água morna.

para fazer:

Peneire as farinhas junto com o sal e o fermento.
Vá juntando aos poucos a água morna e o óleo até dar a liga (fica macia, sem grudar nas mãos).
Abra a massa do centro para as bordas, girando-a e tentando dar a forma redonda.
Se necessário, espalhe sobre a superfície onde estiver abrindo a massa um pouquinho de farinha fina para que não grude.
Coloque em tabuleiro untado e deixe descansar enquanto faz o recheio.

Fizemos um recheio de legumes, sugerido pela Deda (também no yahoo) . Claro que pode ser feito com qualquer outro recheio a gosto.

Recheio:

1 cebola picada
1 colher (sopa) de azeite
1 chávena (chá) de feijão verde picado
1 chávena (chá) de cenoura ralada
1/2 lata de milho verde em conserva
Sal a gosto

Refogar a cebola no azeite e deixar até que fique transparente. Acrescentar o feijão verde e a cenoura. Refogar um pouco.
Por último acrescentar o milho e o sal. Reservar.

Abra os pastéiss, recheie com a mistura de legumes. Feche no formato que mais gostar e pincele com molho de shoyo e polvilhe com sementes de papoila (ou outra):

Molho de shoyo:

1 colher (sopa) shoyo
1 colher (sopa) farinha de trigo
1/2 chávena (chá) de água

Misturar o shoyo, o trigo e a água.

Levar ao forno para assar (tabuleiro untado) em forno médio por cerca de 30 minutos, ou até estarem douradinhos.

São deliciosos! Pode comer ainda quentes ou mesmo frios.
Com uma salada fazem uma refeição completa saudável.

Experimentem!

domingo, junho 29, 2008

salada colorida


Verão... calor... uma refeição fresca e simples...
nada melhor do que uma salada e quanto mais colorida, melhor.

Usei o que tinha em casa e desta vez abusei no vermelho:
muito tomate cortado, pimento vermelho em tirinhas e rabanete em rodelas finas.

para dar um toque original acrescentei alguns mirtilos (arando ou uva-do-monte)
e requeijão (de ovelha) cortado grosseiramente.

uhm... começou a ficar bonita... mas faltava ainda qualquer coisa mais para dar um crocante... juntei muesli!

pronto... agora o tempero: sal e pimenta moída na hora, azeite, vinagre balsâmico e por fim, orégãos.

deixei descansar um bocadinho (ajuda a activar os sabores) e... eis uma refeição!
ficou delicioso!

Now, especially for Sefa Firdaus (from Food is Love) an english version of my salad.

Nothing better to eat on summer days than a colorful salad.
For his salad red was the color selected. I used:

chopped tomato
sliced red pepper
sliced radish

To give an original touch, I added some blueberries and
goat cheese roughly cut,

and, to give it a crunch, I added some muesli

I finished seasoning with salt, ground pepper, olive oil, balsamic vinegar of Modena and oregano (a Mediterranean variety of wild marjoram).

That’s it! Just let it rest a little bit to intensify the flavors.

sexta-feira, junho 27, 2008

Dôces mimos!

Olhem só o que recebemos!!! Foi o miminho que chegou da Márcia e do seu cantinho saboroso, o Idéias a la carte. Obrigado companheira!

E a proposta é indicarmos 3 coisas que nos encantam. Não é fácil... mas lá vai:

gente, sempre... de todos os tamanhos e feitios... para estar com e contemplar
mar... para ver e mergulhar
dançar... sempre

depois... vamos passar o testemunho, entregando o mimo a outros 3 blogs... que difícil que é! Há tantos espaços saborosos por aqui.
Indico aqueles onde volto sempre para buscar as novidades:

Tachos de ensaio - para além de tudo, este mimo serve também de prenda de aniversário pelo 1ª ano desse cantinho tão criativo!

Sabores da Lica - um espaço bonito e inspirador!

Cozinha da Risonha - porque partilhamos dois gostos, cozinhar e rir!

Um abraço a todos os que por aqui passam e nos estimulam a continuar experimentando sabores...



quarta-feira, junho 25, 2008

Sopa de beldroegas


Gosto muito de fazer compras na BioCoop. Aí encontramos uma grande variedade de produtos provenientes de agricultura biológica, sempre frescos e deliciosos! E encontramos sempre pão variado fresquinho e comida saudável...
Para além de tudo, somos atendidos com imensa simpatia.

Pois bem, esta semana encontrei lá "beldroegas" e uma senhora que me explicou como fazer essa sopa tão comum no Alentejo.
Não perdi tempo... comprei o necessário e quando cheguei a casa... mãos à obra e sopa para o jantar!
Os nossos amigos António e Celeste (que é alentejana) vieram partilhar a sopa... comeram e repetiram! Foi aprovada e passou com distinção.

Então lá vai, conforme me foi explicado.

Precisa de:
1 molho de beldroegas, 4-5 cebolas, 2 cabeças de alho, 1 folha de louro, 1 ovo por pessoa, queijo de cabra, azeite e sal q.b.

Primeiro separam-se as folhas, retirando-se os cabos grossos e lava-se muito bem (é parecido com agrião)

Depois faz-se um bom refogado com cebola às rodelas (juntei 4 cebolas pequenas para um molho de beldroegas), azeite e 2 cabeças de alho inteiras (tira-se só a pele grossa e dá-se um murro para "abrir");


Quando a cebola está já transparente, acrescentam-se as beldroegas, uma folha de louro e refoga-se até amolecerem;

Acrescenta-se água quente, tempera-se com sal e deixa-se acabar de cozer.

No fim, e na hora de servir, escalfa-se um ovo por pessoa na própria sopa.

Serve-se no prato, deitando-se por cima de queijo de cabra aos pedaços. O calor da sopa vai amolecer o queijo... delicioso.

Para acompanhar, pão, alentejano de preferência!


E agora, para quem não conhece essas folhas, aqui fica uma explicação:

A Beldroega ( portulaca oleracea ) é uma planta anual, que aparece junto de outras culturas hortículas e que infesta rapidamente o terreno. As que nascem espontaneamente têm a folha mais miúda e um sabor mais ácido. As que são cultivadas têm a folha larga e mais clara do que as "bravas". Em certas regiões são só utilizadas na alimentação dos animais. No Alentejo faz-se sopa que pode ser diferente de terra para terra, mas quase sempre é cozinhada em conjunto com o alho, as batatas, os ovos e o queijo.
É rica em ácido salícilico e omega-3. Pode prevenir o aumento do mau colesterol.

Parece que no Brasil também há. Encontrei explicação aqui.

domingo, junho 22, 2008

Bolo de coco da Beth


Um bolo de coco delicioso! Decorado serve para bolo de aniversário... como foi o caso aqui. A cobertura faz a diferença.
Mas pode ser apenas um bolo para o lanche...

Esta receita foi dada pela prima Beth e o bolo foi feito com muito carinho por ela e pela tia Micá!
Ficou uma delícia! E lindo!

Aqui fica desvendado o segredo delicioso!

Fazer primeiro o pão de ló com:

5 ovos
2 chávenas de açúcar
8 colheres (sopa) de água
2 chávenas de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Bater as claras em castelo e reservar.
Bater as gemas com a água até ficarem esbranquiçadas; vá adicionando o açúcar e continuando a bater até ficar um creme fino.
Misturar, sem bater, a farinha de trigo (peneirada com o fermento) e, por último, delicadamente, as claras em castelo.

Levar ao forno pré aquecido, moderado.

Entretanto prepare o recheio com:

1 lata de leite condensado
a mesma medida de leite
3 gemas
2 colheres (sopa) de maizena
1 colher (café) de baunilha

Misture bem todos os ingredientes, leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até ficar um creme.

Quando o bolo estiver pronto, deixe arrefecer e corte-o ao meio.
Coloque a parte de baixo do bolo no prato de servir, fure com um palito e humedeça o bolo com um pouco de leite de coco adoçado a gosto.
Cubra com o recheio.

Coloque por cima a outra metade do bolo. Volte a furar com o palito e a humedecer com o leite de coco (utilizamos 200 ml de leite de coco para humedecer o bolo).


Reserve e prepare a cubertura:

2 chávenas de açúcar
1 chávena de água
250 grs de côco ralado
3 claras

Leve a água com o açúcar numa panela ao fogo até começar a engrossar (ponto de calda). Cuidado para não deixar escurecer.
Bata as claras em castelo firme e vá deitando a calda de açúcar (ainda quente), continuando sempre a bater. Continue a bater até arrefecer.
(no caso de querer pode juntar corante de culinária para dar cor; aqui deixamos branco)

Utilize para cobrir o bolo.


Deite por cima côco ralado.
Aqui utilizamos côco fresco, apanhado no quintal e ralado na hora. Isso é um privilégio!!
Utilizando côco ralado de pacote, convém hidratar um pouco para ficar mais húmido.

Leve ao frigorífico até à hora de servir.

segunda-feira, junho 16, 2008

Pastéis (ou bolinhos) de bacalhau

Desta vez estamos a satisfazer um pedido vindo da Suécia! Pois é o nosso amigo Karl pediu-nos uma receita de bolinhos de bacalhau e aqui vai...

Recordamos os que a vovó Nair fazia... eram tão bons! Comidos quentinhos...
Ou os que são feitos pela Maria, no Café Calçada (em Venade-Caminha)... são de fazer água na boca só de lembrar! O nosso amigo Maurício que diga! tantos que ele comeu!...

em Lisboa podem ser comidos em vários locais... enquanto se passeia pela Baixa, por exemplo...

São fáceis de fazer... e o segredo está num bom bacalhau!



Como agora não tivemos tempo de os fazer, utilizamos uma foto daqui.

Precisa de:

500 g bacalhau cozido (sem espinhas e peles)
300 g batatas cozidas e amassadas (tipo puré)
3 dl leite
4 ovos
salsa picada
q.b. pimenta branca moída
q.b. sal

1. Desfia-se o bacalhau. A maneira clássica de o fazer é colocar o bacalhau num pano, fazer um rolo e ir rolando com mãos para o bacalhau separar-se. Há quem o faça num almofariz ou passe na máquina de moer carne mas acho que fica muito desfeito e não gosto tanto.
(Não esquecer que o bacalhau deve ter ficado de molho, ± durante 24 horas, para retirar o sal)

2. Deita-se numa tigela grande, misturando-se com uma colher de pau com as batatas amassadas, o leite e as gemas dos ovos e a pimenta até tudo ficar numa massa bem homogénea.

3. Juntam-se quatro claras batidas em castelo e a salsa picada.

4. Rectificam-se os temperos de sal e pimenta.

5. E com duas colheres, das de sopa ou de sobremesa, vão fazendo-se bolas ovais.

6. Fritam-se em óleo bem quente, deixando escorrer depois de fritos.

Como acompanhamento, uma salada de alface, pepino, tomates cortados às tiras ou de vegetais temperados com azeite e vinagre, ou ainda arroz de tomate ou de grelos.

Também pode ser acompanhada com uma salada de feijão-frade, temperada com azeite e vinagre.

(Karl, esperamos que saia bem... e que matem as saudades de Lisboa!)

quinta-feira, junho 12, 2008

risotto de camarão

Este foi um risotto feito com a Saroka que ficou a saber a diferença entre o risotto e o arroz malandro.
Juntou-se a nós o maridão, o Ricardo e Guilherme para saborear a iguaria!

Feito com a calma que todo o risotto precisa, ficou mesmo bom… não sobrou nem um grãozinho de arroz!!!

Foi feito assim:

Primeiro cozemos o camarão:
Colocamos uma panela com um pouco de água a ferver com sal, pimenta preta, 1 folha de louro, 1 malagueta cortada, um ramo de salsa e casca de limão. Deixamos ferver um pouco para apurar os sabores e colocamos o camarão (congelado, com casca) a ferver durante 3 minutos.

Retiramos o camarão da água e passamos por água fria. Reservamos a água onde cozeram.
Descascamos o camarão, deixando o rabinho em alguns, reservando as cabeças e casca.

Juntamos essas cabeças e cascas na água em que tinham cozido (retirados os temperos). Passamos tudo pela varinha (ou liquidificador) para o sabor do camarão ser aproveitado, fazendo um caldo. Foi coado num passador fino.
Voltamos a levar ao fogo para ficar quente e poder ser utilizado para fazer o arroz.

Agora o arroz:

Numa panela larga refogamos cebola e alho picados, num pouco de azeite. “Resfriamos” com um pouco de vinho branco (1/2 copo) e deixamos o álcool evaporar.
Juntamos o arroz, envolvendo tudo e deixando fritar um pouco.

Fomos acrescentando o caldo lentamente, mexendo sempre, até o arroz estar cozido “al dente” (se fôr necessário pode juntar mais água quente). Deve ser feito lentamente... juntando o caldo, mexendo delicadamente, deixando o arroz abrir e cozer devagarinho; junta-se sempre mais caldo à medida que necessário. Deve ficar cremoso…

Mesmo antes de desligar juntar os camarões, uma colher de manteiga e queijo ralado a gosto, envolvendo tudo bem (podem fazer isso já com o fogo desligado).
Salpicar com salsa picada e servir de imediato!

quinta-feira, maio 22, 2008

sopa da aldeia



Essa é daquelas sopas que o maridão gosta. Com tudo lá dentro... daquelas que a colher fica quase em pé. E não é preciso fazer mais nada... está o jantar (ou almoço) pronto.

(porque não tinha a máquina a jeito, a foto é daqui)

Fiz assim:

feijão encarnado foi posto de molho durante a noite.

no dia coloquei na panela de pressão:
o feijão,
um pouco de cabeça de porco
e algum entrecosto que tinha congelado;
1 cebola cortada aos quartos,
2 dentes de alho esmagados,
1 fio de azeite
e cobri com água.

depois de começar a apitar a pressão, deixei ferver em fogo baixo por 1/2 hora (deve ser suficiente para cozer a carne e o feijão).

Após esse tempo abri a panela (cuidado, é preciso tirar todo o vapor primeiro; costumo colocar a panela em baixo da torneira de água fria para ajudar a sair o vapor);

Coloquei lá dentro nabos picados, cenoura picada, mais cebola e alhos também picados e grelos cortados grosseiramente (utilizei o que tinha em casa, mas podem ser outros os ingredientes);
E juntei também um pouco de chouriço de cebola (este é caseiro, à moda de Venade), mas qualquer outro enchido também serve.
Temperei com sal, cominhos, pimenta, 1 folha de louro e deixei ferver devagarinho por mais 45 minutos para apurar.
É importante ir mexendo de vez em quando, até para amassar um pouquinho o feijão e engrossar ligeiramente. Se for preciso pode acrescentar-se mais um pouco de água.

Na hora de servir foi só separar a carne dos ossos, desfiar e...
saborear quentinha.
Acompanhado com broa (pão de milho) é delicioso!

domingo, maio 18, 2008

Empada de pato


Hoje a nossa querida titia Piá chegou do Brasil e por isso fizemos uma almocinho caprichado.
A empada de pato que estava já preparada no congelador foi óptimo recurso.
Na hora foi só colocar no forno e fazer uma salada para acompanhar.

Deixamos aqui a receita da massa e do recheio. Já sabem que pode ser congelada e assim terem sempre uma refeição (quase) pronta. Também podem variar o recheio, por exemplo, com frango ou camarão...

Ingredientes:
Para a massa:
250 g de manteiga
500 g de farinha
4 gemas
2 ovos
Uma pitada de sal

Para o recheio:

1 pato temperado préviamente com sal e pimenta
2 cebola
1 dente de alho
5 dl de caldo de galinha
1 ramo de cheiros (alho francês, cenoura, salsa, tomilho e louro)
1 colher (sopa) de farinha
2 colheres (sopa) de azeite
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Comece por preparar a massa:
Coloque a farinha em monte sobre uma superfície de trabalho.
Abra uma cavidade ao centro e nela coloque as gemas, os ovos, a manteiga e o sal. Amasse tudo muito bem, acrescentando, se necessário, um pouco de água até obter uma massa homogénea. Forme uma bola e deixa repousar, num local quente, durante 20 minutos.

Entretanto, leve o tacho ao lume e deixe-o aquecer bem. Coloque o pato dentro deste e deixe-o corar até que a sua gordura comece a derreter.
Acrescente depois a cebola e o alho, ambos picados. Deixe corar um pouco, regue com o caldo de galinha e aromatize com o ramo de cheiros. Deixe cozinhar em lume brando durante, mais ou menos, 50 minutos.
Findo este tempo, retire o pato e reserve o caldo. Deixe a carne arrefecer um pouco, elimine as peles e os ossos e desfie-a.

Hora de preparar o creme:
Descasque 1 cebola, pique-a finamente e refogue-a num pouco azeite. Junte o pato desfiado, mexendo sempre com um garfo até estar tudo bem envolvido. Polvilhe com a farinha e regue com o caldo (coado) de cozer o pato na quantidade necessária para ficar na consistência de um creme. Deixe ferver, não parando de mexer.

Estenda a massa com um rolo e com ela forre uma tarteira, previamente untada. Disponha o recheio na forma e cubra com a restante massa. Pressione o rebordo com os dedos, pique o topo com um garfo.
Se desejar, pode agora congelar.
Depois é só deixar umas horas (ou durante a noite) no frigorífico e
levar ao forno quente durante cerca de 40-50 minutos, até que a massa fique dourada.

Deve servir bem quente.
Acompanhe com uma salada de alface e tomate.

sábado, abril 26, 2008

Pavlova


Esta sobremesa tão bonita foi a nossa amiga Paula B. quem preparou. É fácil de fazer e deliciosa! E óptima para aproveitar claras.
Pode fazer também em doses individuais, como mostra a foto tirada daqui.

De qualquer maneira fica sempre lindíssima.
Obrigado Paula, pela receita!

Vai precisar de:

4 claras
uma pitada de sal
175 g de açúcar
margarina para untar
16o g de açúcar
1 colher de chá de maisena
1 colher de chá de vinagre
2,5 dl de natas
30 g de açúcar em pó
250g de frutos frescos a gosto (morangos, framboesas, amoras, mirtilhos)

Forre um tabuleiro com papel vegetal e desenhe-lhe um círculo com mais ou menos 24 com de diâmetro (ou mais pequeno se desejar fazer doses individuais). Unte o papel com a margarina

Bata as claras em castelo firme com uma pitada de sal, juntando, a pouco e pouco, 175 g de açúcar.
Misture 160 g de açúcar com a maisena e junte suavemente às claras.
Por fim, adicione o vinagre.
Deite as claras em monte sobre o círculo desenhado no papel e abra um buraco no centro.
Leve a cozer em forno muito brando (100ºC), cerca de 120 minutos (ou menos tempo se gostar do suspiro mais mole).
Deixe arrefecer dentro do forno.

Entretanto bata as natas bem frias com o açúcar em pó até ficarem espessas.
Solte o merengue do papel vegetal, cuidadosamente, humedecendo a parte de baixo.
Deite as natas no centro do merengue e enfeite com os frutos à escolha (fica muito bonito se misturar vários frutos silvestres).

Agora é só deliciarem-se!

domingo, abril 20, 2008

Falafel


A primeira vez que comemos essas bolinhas típicas da culinária do médio oriente, tinham sido preparadas pela D. Sara, mãe do nosso querido amigo Isaac. Nessa altura foi novidade para nós, que não estávamos habituados a esses sabores.
Desde então já temos comido várias vezes com pão sírio, homus (pasta de grão de bico) e tahine (pasta de gergelim).
Desta vez resolvemos experimentar uma receita e fazer em casa.
Servimos com uma salada de alface, rúcula, tomate e acompanhado de pimentos de padrón.

Recordamos o sabor e achamos que ficaram muito semelhantes aos que temos comido por aí.

Vale a pena tentar:

Ingredientes:

1 ½ xícara (chá) de grão-de-bico
1 cebola pequena picada grosseiramente
2 dentes pequenos de alho
1 pimenta vermelha picadinha
1 xícara (chá) de salsinha picadinha
¼ de xícara (chá) de coentro picadinho
1 colher (café) de fermento em pó
pitadas de pimenta Síria
záhtar (mistura árabe de especiarias)
cominho
pimenta-do-reino e sal a gosto
óleo para fritar

PREPARAÇÃO:

Preparar o Grão-de-bico:

Deixar o grão-de-bico de molho durante 24 horas, coar, secar, retirar as cascas e juntar ao preparo ( como alternativa, o grão de bico enlatado pode ser utilizado). Para retirar a casca pode colocar o grão cozido dentro de uma pano, enrolar e esfregar delicadamente - as cascas vão soltando-se facilmente.

Preparar o Falafel:

Coloque no liquidificador o grão-de-bico, a cebola, o alho, a pimenta vermelha, a salsinha, o coentro, o fermento em pó, as pitadas de pimenta Síria, o záhtar, o cominho, a pimenta-do-reino e o sal. Bata até obter uma pasta grossa.

Retire do liquidificador e deixe descansar por 30 minutos e faca bolinhas com as mãos humedecidas (soubemos que em Israel existem colheres especiais para fazer as bolinhas).

Aqueça o óleo e frite as bolinhas, até que estejam douradas.

Retire com escumadeira e escorra sobre papel.

Quem quiser pode preparar o molho de Tahine (também encontra no mercado já preparado):

Numa tigela, misture o tahine, o suco de limão, o alho, a água e um pouquinho de sal. Reserve.

E se tiver pão sírio (pão "Pita") pode experimentar a forma mais típica de comer falafel:

Abra cada um dos pães em uma das laterais e recheie com alface picada em tiras, pimenta vermelha (para quem gosta), homus, pepino em rodelas finas, cebola e tomate bem picadinhos e os bolinhos (2 ou 3) e regue com o molho de tahine.

Sirva imediatamente.
Se preferir sirva no prato com salada. No nosso caso foi o que fizemos.


Delicioso!






"Fabrico Póprio"

Hoje é uma sugestão que fazemos.
Porque não visitam o site Fabrico Próprio? Façam uma visita e vão ficar surpreendidos com o projecto e as novidades.

Estivemos no lançamento do livro "Fabrico Próprio - O design da pastelaria semi-industrial portuguesa"... que foi um sucesso! Um óptimo ambiente, com bolos deliciosos, chá quentinho, música ambiente e muita gente amiga.

O livro é de dar água na boca!! As fotos são lindas e ficamos a saber algumas curiosidades dos bolos que povoam as nossas recordações. E ficamos também a conhecer outros de que nunca tínhamos ouvido falar!

Parabéns aos autores do projecto: Pedrita (Pedro Ferreira e Rita João) e ao Frederico Duarte. Para este, porque conhecemos pessoalmente, vai o nosso abraço amigo.

Continuem!