domingo, maio 20, 2007

Focaccia




Um domingo em família... uma chuvinha lá fora... uma preguiça gostosa... nada melhor do que pãozinho fresco para um lanche “ajantarado”. Aproveitamos os dotes de padeira da Fifi e fomos para a cozinha fazer focaccia. Um cheirinho a pão fresco foi-nos invadindo e a água na boca a crescer... é preciso é paciência para deixar levedar... mas vale a pena!

Ingredientes:

8 copos de farinha de trigo
1 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (chá) de sal
2 pacotinhos de fermento de padeiro em pó (ou 5 colheres de chá)
2 copos de água morna
½ copo de azeite
orégãos para polvilhar
azeite para untar
farinha para polvilhar

Mãos na massa:

1. Misture a farinha, o açúcar e o sal numa tigela. Reserve.

2. Dissolva o fermento na água morna. Deixe repousar ± 5 minutos. Acrescente o azeite.


3. Junte a mistura ao fermento a mistura seca de farinha e vá envolvendo bem.

4. Numa superfície ligeiramente polvilhada com farinha, vá batendo a massa com as mãos até ficar uma massa elástica (± 10-15 minutos) e faça uma bola. Coloque a massa numa tigela untada com azeite e faça-a rodar para que toda a superfície da massa fique untada com o azeite. Cubra com uma toalha e deixe repousar por 45 minutos.

5. Ao fim desse tempo, a massa deve ter crescido. Abaixe para que o ar saia, coloque numa assadeira untada e deixe descansar outra vez por mais 30-40 minutos para a massa voltar a crescer. Entretanto aqueça o forno (375º).

6. ao fim desse tempo, pressione a massa com o dedo, fazendo uma pequenas cavidades (sem furar). Pincele com azeite (se desejar pode polvilhar com orégãos) e leve ao forno até dourar (± 30 minutos)

E já está... é só cortar e servir... acompanhado com o que quiser! Molhadinho em azeite, orégãos e sal grosso... uhmmmm!!
Uma delicia!

(se quiser pode dar a forma de bolinhas pequenas. E pode também congelar a massa depois de crescer a primeira vez. Embrulhe a bola de massa em papel de alumínio e coloque num saco de plástico. Depois é só descongelar em temperatura ambiente e deixar crescer.)

terça-feira, maio 15, 2007

Soufflé de chocolate



A nossa querida Bicuka pediu-nos uma receita de soufflé de chocolate e aqui estamos com a resposta. Esperamos que seja bem sucedida e que todos gostem. Não é difícil de fazer...

E não é que a Bicuka já fez o nosso soufflé! A foto é dela!


INGREDIENTES

3/4 lt. de leite ( 750cc)
1 chávena de açúcar(200 gr)
1 chávena de farinha (120 gr) mais 2 colheres de sopa
100 gr de manteiga
150 gr de chocolate para culinária
7 ovos
baunilha
açúcar em pó
manteiga para untar e açúcar para polvilhar a forma

PREPARAÇÃO

Untar muito bem uma forma de sufflé com manteiga. Polvilhar com açúcar em pó de modo a que toda a forma fique bem coberta. Reservar.
Ralar o chocolate (ou parti-lo bem pequenino). Aquecer o leite e o açúcar numa panela (só para amornar – podem utilizar o micro-ondas). Se desejar pode aromatizar com um pouco de baunilha. Já com o fogo desligado, juntar o chocolate para derreter.
Derreter a manteiga e ir juntando a farinha a pouco e pouco, mexendo bem e ir acrescentando o leite. Levar ao fogo baixo, mexendo sempre até espessar e formar um creme.

Retirar do fogo e deixar arrefecer.
Em seguida, juntar as gemas, uma a uma, misturando bem após acrescentar cada uma.
Bater as claras em neve, juntando uma colher (sopa) de açúcar. Envolver no creme, delicadamente.

Deita-se a mistura na forma e leva-se ao forno a temperatura média, durante meia hora.

Serve-se de imediato, polvilhado com açúcar em pó.


Fica delicioso acompanhado de gelado de natas ou baunilha e/ou morangos!
UHMMM... de comer e chorar por mais!!!....

(o seu a seu dono: receita daqui )

sexta-feira, maio 04, 2007

Farofa de cenoura


Aqui por casa ninguém resiste a uma boa farofa! E outro dia a Alcilene (que faz com que as minhas mãos fiquem "de fada", apesar da cozinha!!) falou-me numa farofa de cenoura que ela comia lá p'ros lados do Espírito Santo. Quis logo saber como era feita e não sosseguei enquanto não experimentei!
Booooooom! É mesmo uma delícia!!! Douradinha e húmida… Um óptimo acompanhamento…


Foi feita assim:


Numa frigideira coloquei 3 cebolas e 1 dente de alho, tudo bem picadinho, com um pouco de azeite.
Deixei refogar até a cebola ficar transparente.
Juntei 3 cenouras raladas, envolvi e deixei cozinhar ligeiramente.
Juntei 1 ½ chávena de farinha de mandioca e fui envolvendo e mechendo bem, em fogo baixo. Temperar com sal e cebolinho picado (usei do congelado) e deixar cozinhar, mexendo sempre (é muito importante ter cuidado para a farinha ir torrando sem queimar).
Desligando o fogo, juntei uma colher de sopa de manteiga e envolvi para derreter (prefiro sempre juntar a manteiga no fim para o sabor manter-se e a manteiga não queimar).

E já está! Não é fácil? E podem crer que fica muito saboroso. A cenoura dá à farofa uma cor dourada lindíssima e não a deixa ficar seca. Pode-se servir também com um arrozinho branco… uhmmm….

terça-feira, maio 01, 2007

Lombinhos de pescada em “moqueca” aldrabada


Realmente chamar "moqueca" a este prato é bastante pretensioso… os irmãos brasileiros que me perdoem... foi pela semelhança dos temperos, da aparência e, acima de tudo, por graça.
De resto, a maior aldrabice é que nem leite de coco leva! Substituí por “natas” de soja! E não é que deu certo?
O resultado final foi surpreendentemente bom!
E foi mais uma maneira de utilizar aqueles lombinhos de pescada congelados que, na verdade, sabem mesmo a nada!

Mão à obra!

Comece por descongelar ligeiramente o peixe (1 caixa = 4 lombinhos) colocando-o em água com sal grosso (meia hora é suficiente). Escorra a água e tempere com sal, limão e pimenta.

Entretanto, e enquanto o peixe ganha sabor, vá preparando os outros ingredientes:

3 cebolas às rodelas
2 dentes de alho picados
um bom molho de coentros picados
1 folha de louro
meio pimento vermelho às rodelas
1 malagueta verde às rodelas (se preferir, retire as sementes para ficar mais suave)
5 tomates (chucha) maduros sem pele e sementes e picados grosseiramente (costumo levar os tomates por 2 minutos ao micro-ondas - a pele sai facilmente e ficam pré-cozidos) .
camarões (utilizei dos congelados sem casca)
1 pacotinho de "natas" de soja

Tudo preparado?

Numa panela de barro coloque as cebolas e o alho em azeite e deixe até as cebolas ficarem transparentes. Junte o pimento, a malagueta, os coentros, a folha de louro e os tomates. Tempere com sal e deixe ferver para amaciar.

Coloque o peixe por cima e junte uns camarões .

Tampe a panela e deixe uns minutos para apurar.

Acrescente as “natas” de soja e deixe levantar fervura. Desligue e deixe descansar um pouco antes de servir.

Uhm... que cheirinho! E que sabor!

Acompanhei com uma farofa de cenoura – mas esta fica para outra vez!

segunda-feira, abril 30, 2007

Requeijão com pêssego e salmão


Mais uma maneira simples de servir uma entrada… costumo utilizar para aquelas refeições leves em que acompanho com uma salada de folhas verdes…

Como fazer? Nada mais fácil!...

Utilizei:

Requeijão
Pêssegos
Salmão fumado
Endívias

Comecei por cortar os pêssegos em quartos e passá-los numa frigideira anti-aderente (untada ligeiramente com azeite); deixei-os ficar douradinhos.

E… pronto… já está! Agora é só arrumar tudo no prato de servir. Apenas polvilhei com pimenta (mistura moída na hora) e reguei com um fio de azeite.

Pode fazer variações… em vez de pêssegos utilizar peras (já fiz da mesma maneira e fica óptimo); em vez de requeijão, usar outro queijo (com queijo de cabra fica bom)… em vez de salmão, utilizar presunto, ou truta fumada…
Enfim… é só ir experimentando variações! Isso é que é bom na cozinha.

domingo, abril 29, 2007

Pimentos recheados (com farinheira)


Não resisto aos pimentos coloridos. Para além dos verdes, mais comuns, adoramos os encarnados em saladas (nunca falta aqui em casa) e os amarelos e laranja são mesmo bonitos, dando um colorido ao prato mesmo apetitoso.

E foi mesmo com eles que iniciei a preparação do jantar… a novidade foi uma farinheira que estava no frigorífico à espera de ser comida! E assim surgiu uma refeição...

Utilizei:

Pimentos amarelos e laranja (3)
Farinheira (1)
Cebola e alho picados
Espinafres congelados (1 caixa)
Mozzarella de búfala fresca
Azeite
Sal e pimenta q.b.

E fiz assim:

Comecei por lavar os pimentos, abrir-lhes uma tampa e retirar as sementes e as partes brancas. Deixei escorrer um pouco.

Os espinafres foram colocados num recipiente de vidro e levados ao micro-ondas para descongelar (ou pode fazer isso numa panela normal). Reservar.

Os pimentos foram agora colocados também no micro-ondas em cima de papel de cozinha e deixei cozinhar na potência máxima por 5 minutos (a ideia foi dar-lhes um pré cozimento e amaciar os pimentos; se não tiver micro-ondas poderá muito bem utilizar o forno).

Entretanto a cebola e o alho foram postos numa frigideira com um pouco de azeite e deixei refogar um pouco. Em seguida, juntei o recheio de uma farinheira, misturando e deixando apurar.

Envolvi parte dos espinafres e recheei os pimentos. Essa mistura deu para 2 pimentos. Para o terceiro pimento misturei apenas o espinafre (temperado com sal e pimenta) com quadradinhos de mozzarella. Claro que pode muito bem fazer só de um tipo... eu quis experimentar como ficava das duas maneiras.

Coloquei uma fatia de mozzarella por cima e levei ao micro-ondas, na função grelhador, só para derreter (mais uma vez pode ser no forno).


Surpreendente! Os espinafres com a farinheira ficaram deliciosos... e o sabor do pimento complementa muitíssimo bem.
Os espinafres só com a mozzarella também ficam bons... com um sabor mais suave, claro... mais uma ideia alternativa.

sábado, abril 28, 2007

Tagliatelle com courgette e salmão



Mais uma daquelas refeições básicas… aproveitando a inspiração do momento, a partir do que se tem por casa…
Desta vez o ponto de partida foi o tagliatelle verde… e o salmão fumado… As courgettes (ou zuchini ou abobrinha verde conforme a nacionalidade) compuseram o prato.

Ficou muito bom e também com uma apresentação bonita. Dificuldades? Nenhumas… este é daqueles pratos para principiantes!

Toca a fazer!

Utilizamos:
- cebola picada
- alho picado
- cenoura em tirinhas
- courgettes em tirinhas
- pimento encarnado às tirinhas
- tagliatelle verde
- salmão fumado
- sal e pimenta
- azeite

Primeiro, juntar a cebola e o alho com um pouco de azeite; deixar a cebola ficar transparente. Acrescentar a cenoura, as courgettes e o pimento, temperar a gosto e deixar cozer “al dente” (é bastante rápido e convém mesmo não deixar cozer muito porque as courgettes tendem a largar muita água e a desmanchar).



Entretanto vá cozendo o tagliatelle em água com sal (também “al dente”).

Depois é só envolver a pasta com os legumes. Se precisar pode juntar um pouco da água em que o taglietelle cozeu… só para a pasta ficar soltinha.

Já no prato de servir, colocar por cima as fatias do salmão fumado.

Uhm… ficou mesmo bom!

quinta-feira, abril 26, 2007

Ovinhos de codorniz com tomate cereja




Não é nada de especial mas faz um prato bonito…
Servimos na Páscoa como aperitivo mas é bom em qualquer altura (as crianças costumam gostar).

Cozer os ovos de codorniz e descasca-los depois de frios.
Misturar com os tomates cereja e temperar com sal, pimenta, orégãos, azeite, envolvendo muito bem.

Nós servimos quadradinhos de queijo fresco ao lado mas, quem quiser, pode muito bem misturar.

E um bom vinho para ir acompanhando é imprescindível... (e, claro, sumo natural para as crianças).

quarta-feira, abril 25, 2007

Gelado de Morangos




Nada melhor do que aproveitar a fruta da época e agora é mesmo altura de se “abusar” dos morangos.
Um gelado caseiro é uma sobremesa deliciosa e do agrado de todos.
E este é bastante fácil de fazer.


Num liquidificador junte 1 lata de leite condensado, a mesma medida de água, cerca de 200grs de morangos picados e duas colheres de sopa de sumo de limao.

Bata (ou use a varinha mágica) todos os ingredientes e coloque-os no congelador numa forma (previamente forrada com película aderente – facilita a desenformar).

Coloque no congelador por mais ou menos 3 horas.

Desenforme na hora de servir e decore a gosto.

Para não criar tanto gelo, retire do congelador antes de solidificar e bate outra vez; repita outras duas vezes… (mas se não fizer isso, também fica bom).

domingo, abril 22, 2007

Salada de morangos com queijo chèvre





O tempo já está a aquecer e as saladas são sempre bem vindas. Sobretudo utilizando essa fruta tão linda e deliciosa…
Comemos essa salada de morangos como entrada no Restaurante Buenos Aires (Escadinhas do Duque, em Lisboa). Foi uma surpresa muito boa e já a fizemos em casa várias vezes.
O original é com queijo chèvre mas já fizemos com requeijão e também ficou muito bom. O molho fizemos por aproximação ao sabor do que nos foi servido… ficou óptimo!
Cada um pode dar o seu cunho pessoal e têm uma entrada fabulosa… ou um acompanhamento para uma refeição fresca e leve.


Lave os morangos, retire o pezinho verde e corte-os em pedaços.
Junte tomate cereja cortado ao meio (ou tomate chucha).
Tempere com sal e um pouco de pimenta (moída na hora).
Esfarele (grosseiramente) por cima o queijo.
Reserve.

Numa panela junte vinagre balsâmico (3 medidas) e mel (1 medida): a quantidade a fazer vai depender da quantidade de morangos; pode também alterar as medidas de vinagre e mel conforme quiser intensificar mais um sabor ou outro.
Aqueça e deixe reduzir ligeiramente, formando um xarope.

Despeje por cima dos morangos e deixe absorver um pouco antes de servir…

De-li-ci-o- so!!!!

sábado, abril 14, 2007

Bolo de laranja "cientifico"



Esta foi a receita que a Bibi, o André e a Mariana aprenderam a fazer na visita ao Centro Ciência Viva da Universidade de Aveiro.
Depois, foi só deixá-los soltos na cozinha a testar os seu dotes culinários.
E não é que o bolo ficou mesmo bom? Foi uma delícia saborear... tão bom de lamber os dedos!
Aqui fica a sugestão para juntar na cozinha os “graúdos” e os “miúdos”.
Cozinhando também se aprende! E é um divertimento (saboroso)!

Ingredientes:

4 ovos
200 g de farinha
200 g de açúcar
sumo de 1 laranja
100 g de margarina

Separar os ovos e misturar as gemas com o açúcar, batendo muito bem.
Derreter a margarina (em banho-maria) e juntar às gemas e ao açúcar.
Bater as claras em castelo firme.
Adicionar nas gemas o sumo de laranja e, alternadamente, ir envolvendo a farinha e as claras em castelo.
Colocar em tabuleiro untado e levar ao forno pré-aquecido (200º) por mais ou menos 15minutos .

Depois de pronto é só desenformar e cortar aos quadradinhos. Pode polvilhar com açúcar em pó. O sucesso foi tanto que por pouco não tinhamos bolo para tirar a fotografia!

(Vovó Carminho, se cuide... os netos estão tomando a cozinha!!)

segunda-feira, abril 02, 2007

Hambúrguer de Lentilhas




É sempre bom ir fazendo variações na cozinha e testando outros sabores.
Foi o que aconteceu nesta receita.
Tenho descoberto os novos sabores de diferentes tipos de lentilhas. Desta vez experimentámos as lentilhas descascadas. E, como sobrou, a outra refeição foi de “hambúrguer”.
Ficaram óptimos e , por isso, divulgamos aqui.


Primeiro cozinhámos as lentilhas em água. Estas lentilhas já descascadas cozem muito depressa (não faz mal se ficarem desmanchadas).
À parte, fazer um refogado com cebola, alho, azeite. Dar um toque oriental temperando com temperos e especiarias… o gosto de cada um conta muito… nós juntamos pimenta, cravinho, canela, açafrão, cominhos, coentros em pó, gengibre e sal (podem sempre acrescentar mais qualquer coisa, ou substituir alguma); podem juntar algum picante, se gostarem.
Juntar tudo nas lentilhas e deixar apurar.

Esta foi a primeira parte e fez uma refeição…
Depois, o que sobrou, foi guardado no frigorífico e outro dia… virou hamburguer!!

Juntamos às lentilhas cebola e salsa bem picadinhas; demos a forma de hamburguer e fizemos em frigideira anti-aderente, untada com um pouquinho de azeite.

Acompanhamos com uma salada… saudável e saboroso.
Experimentem!

sábado, março 24, 2007

Camarão à minha moda



Sabemos que as coisas mais simples às vezes são as que resultam melhores. Pois foi exactamente o que aconteceu com este jantar feito um pouco à pressa.

No congelador havia camarões (daqueles já descascados) e foi isso que determinou a ementa, utilizando os ingredientes que há sempre por casa…

Depois… foi só confeccionar… e saborear em boa companhia…

Como fizemos? Nada mais fácil.

Ter à mão:

Camarões descascados
Cebola picada
Alho picado
1 folha de louro
1 lata de tomate aos pedaços
azeite
sal e pimenta
coentros frescos picados

Fazer um refogado com a cebola, o alho e o azeite até a cebola ficar transparente. Acrescentar o tomate (juntamente com o molho) e temperar a gosto com sal e pimenta. Juntar a folha de louro e deixar apurar um pouco.
Depois acrescentar os camarões (mesmo ainda congelados), deixar ferver uns minutos até os camarões ficarem cor de rosa… rectificar os temperos.
Polvilhar com coentros picados.

Para servir fizemos uma coroa com arroz branco e colocamos os camarões no meio.

Uhmm!... uma delicia!

segunda-feira, março 12, 2007

Tarte de maça da Berta


Esta já é uma receita muito antiga, daquelas que temos guardadas e que nunca mais voltamos a fazer. Era muito habitual na casa da nossa grande amiga Berta, que com o seu carinho nos recebia para uma noite de sábado bem passada com os amigos de sempre. Que saudades desse tempo!

O cheirinho de maçã que foi inundando a cozinha trouxe de volta essas memórias e a saudade.

Esta é daquelas meio tarte meio bolo de maçã, fácil e deliciosol. Pode ser servida fria ou morna e se quiser acompanhar com um gelado de baunilha... uhmmm... fica uma delícia!!

Experimentem e digam se não tenho razão.

ingredientes:

200 grs. de açúcar
250 grs. de farinha
200 grs. de manteiga
3 ovos
maçãs descascadas e cortadas às rodelas ou meias-luas

Para fazer:

Misture e bata o açúcar, com os ovos interiros e com a manteiga até ficar em creme e vá juntando a farinha, continuando a bater.
Coloca-se a massa obtida numa forma redonda (que possa servir) e vai-se entremeando com as fatias de maçã. A última camada deve ser de maçã.
Polvilha-se com açúcar e canela e vai ao forno (pré-aquecido a 180º) a assar.

O cheirinho que se sente é de dar água na boca!

domingo, março 11, 2007

Escondidinho do papa



Foi um jantar com amigos para festejar o aniversário do papá e por isso coube a ele escolher o menu.
Lá lhe fizemos a vontade... e todos lucramos com isso... estava mesmo saboroso!
Os que aqui estiveram podem confirmar.
Não é um prato difícil de fazer. A receita original é feita com carne-seca e foi como fizemos mas pode muito bem ser feito com carne picada... a mandioca também já é fácil de encontrar no mercado, não há desculpas!

Mãos à obra:


Ingredientes:

• 500 g de carne-seca (ou carne picada)
• 1 kg de mandioca
• 1 copo e ½ água de cozer a mandioca (ou de leite)
• 100 g de manteiga
• Cebola
• Alho
• Salsa picada
• Sal q.b.
• Pimenta-do-reino
• 300 g de queijo mozzarella, ralado em fios (utilizei aquele que já se compra preparado, em saquinho)
• queijo ralado (gosto de utilizar queijo da ilha)



Prepare assim:

- Na véspera coloque a carne-seca de molho para retirar o sal (vá mudando a água);
- Coloque para cozinhar em panelas separadas a carne-seca (ou se fizer com carne picada, prepare a carne como é habitual - com molho de tomate, fica óptima)e as mandiocas (no fim reserve a água das mandiocas);
- Quando a carne estiver bem cozida, desfie e refogue em outra panela com a cebola e o alho, temperando a gosto com o sal e a pimenta-do-reino (cuidado para não exagerar com o sal, já que a carne-seca é salgada); no fim, junte a salsa picada;
- Pegue as mandiocas já cozidas e amasse com um garfo até chegar a uma consistência de puré (pode utilizar o processador – foi o que fiz – mas é importante fazer enquanto estiverem quentes, juntando a água em que cozinharam);
- Coloque em uma panela , junte a manteiga e tempere com sal e pimenta a gosto, vá mexendo e vá juntando água em que cozeram (ou o leite) até ficar homogéneo; deve ficar um puré molinho (eu prefiro fazer com a água em vez do leite porque acho que fica mais leve);
- Numa travessa que possa ir ao forno, faça uma primeira camada com o puré de mandioca, depois a carne-seca, o queijo mozzarella ralado em tiras, outra vez o puré de mandioca e por último o queijo ralado;
- leve ao forno para gratinar e quando estiver com uma casca dourada, retire e sirva;

Se quiser fazer com antecedência, arme todo o prato (até pode congelar) e deixe para levar ao forno na hora.

Para acompanhar, uma salada é suficiente. Há quem goste de servir também com molho de pimenta... fica ao critério de cada um.

Um bom vinho... e muita alegria!

Nós por aqui alegramo-nos com o festejado e fomo-nos preparando para brindar e cantar os parabéns!

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Arroz de bacalhau com grelos




Haverá comida mais lusitana?
É óptimo para ser preparado com antecedência, deixando para ser finalizado na hora de servir. Aliás o prato quer-se bem molhadinho… a vovó Nair costumava dizer que o arroz “malandro” (ou “a fugir”) tinha que se esperar na mesa! Bom conselho!
Desta vez fiz na panela de barro… é bom para manter quente, pode servir-se na própria panela, mas tem de se ir cozendo muito lentamente, com o fogo baixinho, mexendo sempre para não pegar.
Juntar grelos ou não é uma questão de gosto…

O que precisa de ter à mão (como tantas outras vezes, a quantidade é o “olhometro”, gosto e necessidade):

- Bacalhau dessalgado, cortado aos pedaços, sem espinhas (pode utilizar as postas mais finas, ou até mesmo aquele que já vem desfiado – não gostamos tanto porque fica muito desfeito, mas é uma opção; aqui em casa fazemos muitas vezes com as “bochechas” – é uma parte muito saborosa)*
- cebola picada
- alho picado
- massa de tomate (uso muito pouco, só para dar uma corzinha rosada)
- azeite
- vinho branco (também muito pouco)
- sal e pimenta
- grelos
- arroz carolino (o arroz de grão grosso é sempre melhor porque tem mais goma; uma chávena de café de arroz para duas pessoas costuma ser suficiente, porque o arroz feito desta maneira cresce muito)
- água quente (a quantidade que usamos para ficar “a fugir” é uma medida de arroz para três de água; nunca colocamos a água toda de uma vez e convém ter sempre água quente por perto para os ajustes)
- salsa picada

Como fazer:

Comece por arranjar e lavar os grelos; reserve.

Faça um refogado leve com o azeite, a cebola e o alho, junte a massa de tomate e “respingue” com o vinho branco. Vá mexendo sempre e deixe apurar um pouco para que o álcool do vinho evapore;

Acrescente a água quente (reserve um pouco da água quente) e deixe levantar fervura:
Tempere com sal e pimenta a gosto (cuidado com o sal por causa do bacalhau; mais vale rectificar os temperos depois);

Junte o bacalhau e o arroz; vá mexendo (importantíssimo se fizer em panela de barro) e deixe o arroz ir cozendo… esta é a altura para ver se precisa de acrescentar mais água ou não; é importante que deixe cozer lentamente;

Quando o arroz já estiver “aberto” acrescente os grelos… deixe levantar fervura, rectifique os temperos e deixe acabar de cozer (vá controlando a quantidade de água para não deixar secar);

Quando o arroz já estiver pronto, os grelos também devem estar (aqui também serve o critério “ao dente” para quem, como nós, não gosta das folhas verdes muito cozidas);

Já com o fogo desligado polvilhe com salsa picada e tape a panela… entretanto vá chamando o pessoal… e não esqueça o conselho da vovó: arroz malandro espera-se à mesa!

Um bom vinho para acompanhar e eis um jantar de sucesso!

*costumamos ter sempre bacalhau já dessalgado no congelador. É um optimo recurso de última hora.

sábado, fevereiro 17, 2007

Batata-doce




Esta é uma maneira de variar o acompanhamento.
Na verdade foi uma invenção para experimentar uma batata diferente (e é mesmo diferente apesar de ser também uma raiz tuberculosa).

Como fizemos? Muito simples:

Cortamos a batata em pedaços pequenos e cozemos em água com sal (cuidado para não deixar desmanchar).

Colocamos num tabuleiro, salpicamos com alho picado, pimenta e regamos com um fio de azeite.

Levamos ao grelhador para gratinar (usamos o grelhador do microondas, mas pode ser no forno também).

E pronto... já está... este serviu para acompanhar um prato de carne.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Mousse de Goiaba da Piá




Esta é mais uma daquelas receitas da nossa grande reserva de comida saborosa: a tia Micá.
Mesmo lá do outro lado do Atlântico ela nunca se esquece que estamos sempre cheios de vontade de experimentar coisas novas. Desta vez a mousse de goiaba que nos envia foi testada no aniversário da titia Piá que festejou, cheia de alegria e saúde, os seus 83 aninhos! Fica aqui a nossa homenagem!


Ingredientes (em versão lusitana também):

Para a mousse:

- 1 lata de leite condensado
- a mesma medida de suco tropical de goiaba (podem utilizar
o que se vende congelado, em saquinhos)
- 1 lata de creme de leite (natas)
- 1 pacotinho de gelatina sem sabor dissolvida em
1/2 chávena (chá) de água quente
(pode utilizar gelatina de goiaba - nesse caso dissolvida em 1 ch de água quente -, mas cá em terras lusitanas nunca encontrei...)


Modo de fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador e leve ao
Frigorífico em uma taça (ou em taças individuais).
Enquanto a mousse endurece um pouco, faça a calda que será colocada sobre a mousse na hora de servir.


Calda

- 1 chávena de açúcar cristal
- 1 ½ chávena de suco tropical de goiaba (ou congelado)
- 2 goiabas médias descascadas e cortadas em cubos
pequenos (inclusive com a semente).
Misturar tudo e deixar apurar por cerca de 10 minutos em fogo baixo.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Tortellini à nossa moda


Um jantar de última hora... nada como recorrermos a alguma coisa super prática, aproveitando o que temos em casa.
Desta vez utilizamos aquelas embalagens de massa fresca já recheadas... que alívio! São muito boas e um óptimo recurso.
Saboreamos este jantarzinho relâmpago com os nossos amigos J. Luís e Ninita, acompanhados de um bom vinho. É tudo o que se precisa para passar um bom tempo na conversa.

Foi feito assim:

Cozemos os tortellini (utilizamos «tortelloni com ricotta e espinafres» – marca Pingo Doce) em água com sal (atenção ao tempo! 3 minutos é suficiente!). Escorremos (guardamos 1 copo da água) e colocámos num tabuleiro.

Misturámos aí mozzarella fresca cortada em pedaços.

Cobrimos com uma lata de tomate com cebola e manjericão. Juntamos uma caixinha de massa de tomate frito.
(Se precisar de mais molho - depende da quantidade de tortellini - pode aumentar a quantidade de tomate e/ou juntar um pouco da água reservada).

Temperamos com umas pedrinhas de sal e pimenta (a gosto).

Juntamos, ainda, uma caixinha de «natas» de soja (claro que pode juntar natas).

Queijo parmesão (ou da ilha) ralado por cima... Levamos ao forno a gratinar e...

Já está!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Farófias


Fizeram um pedido para a receita de farófias.
Houve um tempo que fazíamos com alguma frequência, sobretudo depois de fazer arroz dôce, porque sobravam muitas claras. Claro está que a receita original é feita com os ovos inteiros, mas, para o aproveitamento das claras, fomos inventando outras... a que fizemos com leite de côco ficou divina e, porque todos gostaram, já a repetimos várias vezes!
Deixamos aqui a receita completa (do Roteiro Gastronómico de Portugal) e a modificada por nós.
Experimetem diferentes versões.

Ingredientes:

175 g de açúcar
4 ovos muito frescos
1 colher de sobremesa de maizena
7,5 dl de leite
1 casca de limão
canela q.b.

Para fazer:

Separam-se as gemas das claras.
Batem-se as claras em castelo e quando estiverem bem firmes juntam-se 50 g de açúcar, continuando a bater até se obter um preparado bem espesso e seco.
Entretanto, leva-se o leite ao lume com o restante açúcar e a casca de limão. Quando ferver, reduz-se o calor para manter apenas uma fervura suave. Deitam-se dentro colheradas do preparado de claras e açúcar.
Deixam-se cozer rapidamente, voltando-as.
Retiram-se as farófias com uma escumadeira e colocam-se num passador para escorrer. O leite que vai escorrendo das farófias junta-se ao do tacho.
Depois dispõem-se no prato ou travessa de serviço, fundos.
Deixa-se arrefecer o leite em que as farófias cozeram e adiciona-se a maisena desfeita num pouco de leite ou de água frios e as gemas.
Leva-se ao lume, mexendo sem parar para cozer e engrossar.
Rectifica-se o açúcar se for necessário.
Cobrem-se as farófias com o molho e polvilham-se com canela.


Para as farófias com leite de côco:

O modo de fazer é em tudo igual as farófias normais. A única diferença é que só vai utilizar as claras. E vai juntar ao leite de vaca, uma garrafinha de leite de coco... e vai cozendo as claras nessa mistura.
Depois, faça o molho com a maizena... (não vai ter as gemas e por isso vai ficar mais branco)
Em vez de polvilhar com canela, utilize côco ralado!

Vai ver que é também uma delícia!

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Mousse After Eight

voltamos a fazer e ficou assim... deliciosa!!!
esta foto ainda não é a nossa, mas garantimos que fica igualzinha!


Que havemos de fazer?... aqui ninguém resiste a um chocolate e estamos em «maré negra»!! Por isso aqui vai mais uma!
Esta receita de mousse veio da Ana Teresa e, como ela afirmou, é mesmo deliciosa! Fizemos nos anos da Fifi e foi o maior sucesso.
O After Eight dá-lhe um gostinho mesmo original...

Como fazer? É mesmo muito simples.

Precisa de:

200 grs de chocolate After Eight (1 caixa)
5 ovos, gemas e claras separadas
100 grs de chocolate em barra
80 grs de açúcar
5o grs de manteiga
  • deixar de parte uma colher de sopa de açúcar e bater o restante com as gemas até ficar uma gemada cremosa (costumo passar as gemas por um passador, para retirar a película)
  • partir o chocolate aos bocados e levar ao microondas junto com a manteiga (em taça de vidro), cerca de 1 minuto;
  • retirar e misturar rapidamente os after eights, envolvendo até que tudo fique derretido e bem misturado;
  • juntar no chocolate a gemada, misturando bem
  • no fim, bater as claras em castelo firme com a colher de açúcar reservado
  • envolver no chocolate delicadamente
  • levar ao frigorífico até à hora de servir.

Pode acompanhar com um quadradinho de after eight.

É mesmo muito bom... before, after eight ou a qualquer hora!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Bolo de chocolate da Linda



Para os gulosos e amantes do chocolate, mais um receita deliciosa!
Este é um bolo feito com mousse de chocolate.
Só não dizemos que este seja o «melhor bolo de chocolate do mundo», porque esse nome é marca registada!
Mas, com certeza, este é o nosso melhor bolo de chocolate!
A Linda trouxe-o num jantar de anos e fez o maior sucesso! É mesmo muito bom!

Toca lá a experimentar! E depois... ginástica!

Primeiro, precisa de fazer a Mousse com:

200 grs de chocolate de culinária
170 grs de açúcar
150 grs de manteiga
6 ovos, gemas e claras separadas
1 colher de sopa de vinho do Porto

Derrete-se o chocolate junto com a manteiga em lume brando (bom ser feito em banho-maria).
Retira-se do lume e adicionam-se as gemas, mexendo bem.
Batem-se as claras em castelo forte e vai-se incorporando o açúcar aos poucos, continuando a bater.
No fim mistura-se o chocolate.

Para o bolo:

Divida a mousse em 3 partes.
Junte 2 colheres de sopa de farinha de trigo misturada com 1 colher de chá de fermento a 2/3 da mousse.
Ponha numa forma forrada com papel vegetal e bem untada.
Leve ao forno pré-aquecido a 180º por cerca de 12 minutos.
Desenformar no prato de servir e tirar o papel.
Picar bem com um garfo e cobrir com a restante mousse.
Deixe arrefecer e leve ao frigorífico.

uhm....... é mesmo muito bom!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Sardinhas de escabeche à minha moda


Nada mais fácil e uma opção para ter uma refeição pronta no frigorífico...
Podem utilizar qualquer peixe, mas como o maridão gosta muito de sardinha, é esse que normalmente fazemos. Já fizemos com sardinhas congeladas e também dá certo.
O escabeche era a forma tradicional dos pescadores poderem conservar o peixe em excesso. Foi a São quem nos ensinou a maneira que já tinha aprendido com o pai pescador.
A receita clássica do escabeche é com o peixe frito. Para facilitar (e reduzir as gorduras), modificamos e utilizamos o forno... acreditem que fica óptimo!

Precisam de:

Sardinhas arranjadas (se gostar pode deixar a cabeça)
Azeite
Cebolas às rodelas
Alhos picados
Louro
Vinagre
Vinho branco
Sal e pimenta q.b.


Comecem por temperar as sardinhas com sal, regá-las com um fio de azeite e levar ao forno para as deixar assar (não deixem secar muito... se o forno já estiver quente, é rápido).

Enquanto isso, com a cebola e o azeite, vai-se fazendo um refogado.
Logo que a cebola esteja transparente, acrescente os alhos e o louro, continuando o refogado. Acrescente também o vinagre e vinho branco, temperando com sal e pimenta a gosto.
Deixe apurar mais um pouco.
Quando as sardinhas estiverem prontas é só arrumá-las num recipiente e regar com o molho de azeite e cebolas.

Não indicamos quantidades porque depende muito do gosto de cada um... o líquido deve ser suficiente para cobrir as sardinhas. Há quem faça só com vinagre mas, como não gostamos dum avinagrado muito intenso, acrescento vinho branco. Têm que ir provando... até ficar como gostam mais.
Claro que outros temperos também são possíveis. Sabemos que existem muitas outras maneiras de fazer escabeche (algumas até com tomate).

É melhor quando comido no dia seguinte para que o peixe possa absorver os sabores. Aliás, conserva-se muito bem no frigorífico, bastando retirar momentos antes para ficar à temperatura ambiente.
Para petisco ou refeição principal... é só acrescentar um acompanhamento.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Espinafres em salada


Estamos todos a precisar de compensar os excessos das festas...
Nada melhor do que ir variando nas saladinhas...
Deixamos aqui hoje uma sugestão de salada com espinafres vermelhos. Isso mesmo, as folhas são mais pequeninas e dão um toque colorido à salada. Pode misturar com muitos ingredientes, inclusive com a clássica alface.
Neste caso utilizamos mesmo só o espinafre... dando um toque «agridoce» com ananás e mel...

Fizemos assim:

Misturámos espinafre vermelho, cubinhos de ananás fresco, tomates cereja, tirinhas de pimento vermelho e queijo da ilha em lascas... só isso... envolvido num molho delicioso...

E para o molho, misturámos azeite, vinagre balsâmico, mel (em proporções a gosto) e temperámos com sal e orégãos.

Façam as vossas variações sobre o mesmo tema! Não há maneira de errar!

terça-feira, janeiro 02, 2007

martini com romã


Bom ano! Com muitas coisas boas e saborosas!

E para um aperitivo diferente, sempre que apetecer... que tal experimentarem um martini com romã, muito fresquinho?

Fica lindo... e é muito agradável!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Natércias da tia Cândida


Continuando com as nossas tradições de Natal, as «natércias» são os bolinhos preferidos do David...
A receita original é da Tele Culinária, mas a tia Cândida fá-los tão bem que resolvemos registá-los com a sua “marca”. Ficam sempre deliciosos e já têm um lugar cativo em qualquer festa de família.
Experimentem também e vão ver que ficam fãs.

Ingredientes (para ± 24)

400g de açúcar
130g de farinha
2 ovos
0,5 lt de leite
50 g de manteiga
raspa de limão (opcional)

Modo de Fazer

Bate-se os ovos com o açúcar. Junta-se a margarina derretida, a farinha e por fim o leite (e, se quiserem, a raspa de limão).
Vai ao forno em forminhas muito bem untadas com manteiga e polvilhadas com farinha.
Quando cozidas desenformam-se e, se preferirem, podem ser colocadas em forminhas de papel.

Depois é só saborear uma a uma!!!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

cuscuz baiano

ainda não passamos as fotos... e por isso esta é daqui; logo que possível substituímos.

Outras das tradições natalícias lá de casa é experimentar uma sobremesa nova. Pois é... foi a Fifi quem instituiu e, assim, todos os anos lá vamos pesquisando até encontrar uma que nos agrade.
Este ano foi o «cuscuz baiano». Quando estamos no Brasil gostamos muito de comer aquele que é vendido na rua, em tabuleiros... quisemos experimentar e não é que ficou mesmo bom? E é muito fácil de fazer! Não tínhamos o coco fresco... mas usamos coco ralado e também ficou delicioso!

Cá deixamos a receita para experimentarem, quem sabe na noite de fim de ano?

Ingredientes:

500 g de tapioca
1 coco grande ralado (ou 1 pacote de coco e um pouco de leite – de vaca ou de coco - para hidratar)
3 chávenas de açúcar
1 colher (chá) de sal
8 a 9 chávenas de água quente (mas não a ferver; retiramos da torneira)
Leite condensado para servir

(fizemos só metade da receita, o que nos pareceu mais que suficiente dada a fartura desta época)

Modo de fazer

Misture bem a tapioca e o coco já no tabuleiro onde vai ser servido.
Se usar o coco ralado de pacote, convém hidrata-lo primeiro com um pouco de leite. Utilizamos leite de coco, mas há quem faça com leite de vaca.
Acrescente o açúcar e o sal e vá mexendo bem.
Por último vá acrescentando a água aos poucos, misturando bem; nós colocamos uma chávena de cada vez; a tapioca vai absorvendo a água... vão verificando a consistência... fica como um pudim durinho.
Quando toda a água tiver sido absorvida, cubra e leve ao frigorífico até à hora de servir (ou deixe mesmo à temperatura ambiente se preferir).
Na hora de servir, coloque por cima mais coco ralado e sirva as fatias com um fio de leite condensado.

Uma delícia!

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Sonhos de abóbora




Vamos aproveitando a quadra festiva para dar a conhecer as nossas tradições
Na mesa não pode faltar o que é importante para cada um!
Para a madrinha Paula são os sonhos de abóbora que avivam, na memória, os sabores e aromas da infância.

Fizemos assim:

100 grs de polpa de abóbora cozida
100 grs de farinha
2 ½ dl de água
1 colher (café) de fermento
1 colher (café) de sal
5 ovos
óleo para fritar
açúcar e canela q.b.


Na véspera, coza a abóbora (sem a casca) em água. Escorra e esprema num pano. Deixe-a a escorrer.
No dia, esprema bem a abóbora e pese 100 grs. Reserve.
Ponha a ferver os 2 ½ dl de água com o sal e a farinha, mexendo bem, envolvendo e deixando cozinhar a farinha (deve ficar uma bola, soltando-se da panela).
Deixe arrefecer um pouco. Vá juntando os ovos um a um, amassando bem (pode fazer isso no processador; se não tiver um a varinha mágica também serve; a ideia é que a farinha não fique “encaroçada”).
Acrescente na massa a abóbora e o fermento, envolvendo bem.
Aqueça o óleo. Com uma colher de sobremesa vá colocando porções da massa a fritar. Deixe-as dourar levemente e retire para um travessa com papel de cozinha (escorrendo o excesso de gordura).
Quando estiverem frias, passe-as por açúcar e canela.

Depois... saboreie!

domingo, dezembro 17, 2006

Ragout de Cordero Patagónico

foto daqui

Patagónia... o paraíso na terra! Impossível ficar indiferente a tanta beleza! As neves permanentes, os glaciares seculares, os rios e lagos, as florestas, os pastos verdejantes... enfim, um sem fim de beleza de cortar a respiração...
Depois das caminhadas e do contacto com esta natureza em estado bruto, nada melhor do que retemperar as forças no conforto, no calor e na simpatia. Foi tudo isso que encontrámos no Fuegia, em El Chalten.
E, como não podia deixar de ser, o «cordero» é sempre uma escolha acertada, sendo considerado um emblema da gastronomia patagónica. Experimentámos de várias formas e uma parilla de cordero (ou assado) é algo inesquecível.
Deixamos aqui a receita do «ragout de cordero patagónico» para que se possam também deliciar.

Ingredientes (± 4 pessoas)

500 g de carne de borrego cortada em pedaços pequenos
100g de bacon
1 cebola
2 dentes de alho
1 courgette («zapallito»)
1 pimento vermelho
1 cenoura cortada
8 azeitonas
½ beringela cortada aos cubos
1 lata de milho
1 chávena de vinho branco
100 ml de natas
1 tablete de caldo de carne dissolvida em água quente
Sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
Colorau e rosmaninho q.b.

Para fazer

Saltear o bacon numa panela e logo que comece a soltar a gordura juntar a carne de borrego, deixando refogar até que fique dourada.
Baixar o fogo e juntar o vinho, os legumes cortados e os temperos.
Deixar em fogo lento (± 30m) mexendo de vez em quando e acrescentando o caldo de carne a pouco e pouco.
Logo que esteja cozido, rectificar os temperos e acrescentar as natas. Deixe aquecer mas sem ferver.

O acompanhamento tradicional é com batatas cozidas mas pode sempre fazer um arroz branco, mais à nossa maneira.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Volvemos!! com empanadas


Volvemos!!
Retemperados com os ares patagónicos e com o som do tango porteño!

Não existe província Argentina que não tenha a sua própria versão deste clássico prato “criollo”. Com algumas reminiscências árabes e espanholas, e com ingredientes variados, as empanadas estão presentes na gastronomia de quase todos os países da América espanhola.
Podem ser fritas ou assadas no forno (gosto mais das de forno). E podem ser feitas com recheios variados. As mais tradicionais são as de carne (vaca ou borrego) mas também encontramos versões com espinafres e queijo, ou de tomate e mozzarella.
Conta a tradição que nas jornadas eleitorais argentinas, os candidatos distribuíam, “desinteressadamente”, empanadas e vinho tinto, animando assim as reuniões e esperando serem eleitos...

Vale a pena tentar!

Ingredientes (±20-25empanadas)

Para a massa:

½ kg de farinha de trigo
100 gr de banha
Água morna
Sal

Para o recheio de carne:

60 gr de margarina
2 cebolas picadas
700 gr de carne cortada em quadradinhos bem pequenos
4 ovos cozidos e picados
20 azeitonas (sem caroço) picadas
150 gr de passas
2 colheres (sopa) colorau
Alho picado
Cominho q.b.
Sal e pimenta q.b.

Cebolinho picado (ou, na falta, salsa picadinha)
1 ovo inteiro batido

Como fazer:

Comece preparando a massa:

Derreter a gordura em 1 ½ copo de água morna; junte o sal e, pouco a pouco, a farinha, misturando sempre. Acerte a consistência acrescentando um pouco mais de farinha, se necessário. Quando estiver uma massa consistente, de o formato de uma bola e reserve (deve ficar uma massa bem unida, mas macia ao toque).

Deixe repousar a massa durante 1 hora, coberta com um pano húmido.

Enquanto isso, faça o recheio:

Aloure a cebola na margarida; junte a carde e continue cozinhando por mais uns minutos de modo a alourar a carne;
Acrescente os ovos cozidos, as azeitonas, as passas, o colorau, o alho, cominhos, pimenta e sal a gosto.
Misture bem tudo, retire do fogo e deixe repousar um pouco, para que os sabores se integrem.


Pode, então, ir abrindo a massa e montando as empanadas:

Estenda a massa com o rolo (vá trabalhando com pouca massa de cada vez). Convém que não fique muito grossa nem muito fina (± 5mm). Com um molde circular (pode utilizar um copo) corte rodelas de ± 10cm de diâmetro.
Distribua o recheio pelas rodelas, salpique com o cebolinho (ou salsa) picado e feixe cada rodela dando o formato de meia-lua. Pressione as bordas com um garfo de modo a ir colando as 2 pontas.

Pincele com o ovo batido e leve ao forno pré aquecido (temperatura alta) até que fiquem douradas (± 10m).

Sirva ainda quentes... e não se esqueça de um bom vinho tinto para acompanhar! Pode não ganhar as eleições mas receberá, certamente, os cumprimentos do seu “eleitorado”!

* receita e foto: «Segredos de la cocina: Cocina Argentina», de Héctor Salgado, Ed. Origo.

sexta-feira, novembro 17, 2006

mama está fora

pois é amigos...
estou de partida... desta vez para a Argentina!

Quando regressar, com a alma revigorada de tanta coisa bonita e com os pés inchados de tanto bailar, trago novos sabores e novas ideias para encher os olhos e a barriguinha!

até lá, vão experimentando algumas receitinhas!

sexta-feira, novembro 10, 2006

Abóbora recheada com carne seca



Carne seca foi um dos (muitos) ingredientes que fez parte da nossa bagagem quando viemos do Brasil... por estas bandas lusitanas é difícil de encontrar.
Carne seca (ou carne de sol) é uma carne conservada com sal e seca ao sol (equivalente ao nosso bacalhau).
Quisemos muito fazer um jantar brasileiro para os nossos amigos Manecas e Cila e, como estamos no tempo das abóboras, este foi o menu escolhido.
De qualquer maneira, a ideia de rechear a abóbora é sempre uma sugestão que pode ser utilizada com carne picada... ou camarão... ou bacalhau... ou qualquer outro recheio da vossa imaginação.

Desta vez fizemos assim:

Os ingredientes necessários:

carne seca (±1kg)
1 abóbora bem redondinha
azeite
1 dente de alho picado
2 cebolas picadas
salsa picada
Leite de coco (±100ml)
sal q.b.


Mãos à obra:

Primeiro convém deixar a carne seca de molho de um dia para o outro para retirar bem o sal (não esqueça de trocar a água).

Dar uma fervura rápida na carne e deitar a água fora (faço sempre assim porque tenho horror a comida salgada e prefiro não arriscar).

Cortar a carne em pedaços pequenos e colocar na panela de pressão com a água deixando cozinhar por uns 15 minutos (também podem utilizar panela normal. Demora um pouco mais, mas fica igual). Escorra a água e reserve.

Numa frigideira, colocar azeite, dourar a cebola e o alho. Juntar a carne, salsa, o leite de coco e refogar por 15 minutos. Reserve.

Entretanto a abóbora foi sendo preparada. Leva mais ou menos 1 hora no forno, por isso podem ir preparando com antecedência.
Escolham uma abóbora redondinha e bonita.

Abrir uma tampa e retirar as sementes. Untar o interior com um pouco de azeite e polvilhar com sal.
Embrulhar em papel de alumínio e levar ao forno pré aquecido (± 200°) até que fique macia ao toque. Convém colocar a abóbora num recipiente que depois possa levar à mesa.

Quase na hora de servir é só abrir a abóbora e colocar a carne dentro. Volte a fechar (também com o papel de alumínio) e volte a levar ao forno por uns 15 minutos.

Depois é só servir e esperar os elogios!

Acompanhei com arroz branco e a farofa do costume. Qualquer dia coloco aqui a receita da farofa também.

Na falta da carne seca, experimentem com carne picada... preparada da maneira habitual (convém deixar com molho porque fica melhor).
O recheio de camarão com queijo... conto na próxima, ok?

terça-feira, novembro 07, 2006

Goiabada com castanha de cajú


Às vezes, chegam-nos de surpresa.... e é preciso arranjar uma sobremesa à última hora...
Nestas alturas vale a pena socorrermo-nos das latas na despensa.
Foi o que fiz... fazendo uma versão rápida (e aldrabada) do clássico «romeu e julieta» brasileiro.
O resultado foi muito bom e fez sucesso! Pela rapidez e pelo sabor.

Aqui fica:

Uma lata de goiabada;
Cobrir toda a goiabada com castanha de cajú picada grosseiramente.
Na hora de servir, levar ao grelhador e deixar até a castanha ficar douradinha (e, entretanto, a goiabada vai ficando quentinha).

Servir logo de seguida com queijo fresco batido e bem gelado (de caixinha; há uns com 0% de gordura).

A goiabada morna liga muito bem com o frio do queijo... podem também experimentar com um gelado... deve ficar optimo!

Vamos sempre inventando... essa é a arte da culinária.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Caril de camarão


Realmente as receitas simples podem fazer uma refeição até sofisticada... basta cuidado e gosto na preparação e na apresentação.
Depois... degustar com amigos.
Desta vez juntámos os nossos queridos amigos João Luís, Ninita e Dina para saborear este caril de camarão.
Há várias maneiras de preparar caril que, na verdade, nada mais é do que uma mistura de especiarias e temperos (açafrão, cominhos, coentros, piripiri, pimenta, cravinho, canela). Pode já comprar a mistura feita ou fazê-la em casa. Experimente fazer e dê o seu toque pessoal, intensificando algum dos sabores a gosto.
Claro está que durante a preparação do prato, convém provar e pode então acrescentar algum tempero mais.
Fica óptimo.

Neste caso arranjei:

Camarões congelados (já descascados) (±1kg)
Alho picado
Cebola picada
Caril em pó (± 2 colheres de sopa)
Vinagre (± 1 colher de chá)
Coco ralado (± 1 colher de sopa)
Leite de coco (1 lata)
Azeite
Gengibre ralado q.b.
Sal, pimenta, picante q.b.
(as quantidades são q.b., convém ir provando e rectificando os temperos)

Como fazer:

Aquecer o azeite e refogar a cebola e o alho até ficarem translúcidos.
Acrescentar o gengibre ralado e deixar cozinhar um pouco.
Adicionar o caril, o vinagre, sal, envolvendo bem.
Acrescentar o leite de coco para diluir a mistura e o coco ralado.
Rectificar os temperos.
(esta parte da receita pode ficar pronta com antecedência. Na verdade, até ajuda a intensificar os sabores)
Juntar os camarões descascados e deixar cozinhar uns 10 minutos.

Servir acompanhado de arroz branco. Utilizei arroz basmati e juntei uns bagos de romã para dar colorido.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Salmão com Martini

Esta receita é daquelas que surgem por acaso mas que saem tão boas que estamos sempre a repetir.


É preciso:
Salmão (postas ou filetes)
Martini bianco
Ervas Finas (salsa, cebolinho, estragão, cerefólio)
Sal
Azeite

Preparação:
Temperar as postas ou filetes de salmão com sal. Numa frigideira por um pouco de azeite e deixar aquecer. Juntar o salmão, temperar com as ervas e ir regando com martini à medida que vai cozinhando.

Servir com uma boa salada.

Viram como é fácil?! Hummm… delicioso!

sábado, outubro 21, 2006

Pão de Queijo



Esta é outras das delícias que se come em terras brasileiras por todo o lado!
Ainda não tinha experimentado fazer mas, outro dia, enchi-me de coragem e coloquei as mãos na massa (literalmente)!...
E saiu muito bem... todos gostaram!
O ingrediente principal é o polvilho azedo (fécula de mandioca) que já se encontra por cá nos supermercados. Claro que tive que fazer adaptações por causa do queijo. As receitas falam em queijo de Minas, que é um queijo branco fresco (muito parecido com o queijo Rabaçal). Como não tinha um nem outro, resolvi substituir por queijo da Ilha... deu certo!

Então, precisa de:

500 g de polvilho
2 chávenas de leite
1 chávena de óleo
4 ovos
2 chávenas de queijo ralado
Sal a gosto

E mãos na massa:

Ferver o leite com o óleo e o sal. Colocar sobre o polvilho, misturando muito bem até desmanchar tudo. No princípio, porque está quente, pode usar uma colher, mas depois convém usar as mãos para que fique muito bem misturado.
Quando arrefecer, acrescentar os outros ingredientes e amassar bem (nesta fase, usei o processador).
Fazer bolinhas (a massa fica um pouco pegajosa e, por isso, convém untar as mãos com um pouco de óleo). Pode guarda-las no frigorífico até à hora de servir.
Assar em forno quente e servir de imediato.

Podem experimentar com outro tipo de queijo para ver no que dá.
E há também quem os faça recheados... o que é preciso é criar!

terça-feira, outubro 17, 2006

Esparguete com maçã



Hoje é daqueles dias em que nada há no frigorífico... e em que se coloca a pergunta «o que fazer pró jantar?»

Abrimos a dispensa... ficamos a olhar... à espera que a inspiração venha!

Massa... o grande recurso! Esparguete integral... (não pode faltar em casa!)

E fomos fazendo...

Cozinhando o esparguete em muita água como mandam as regras...
Escorrer...

E agora?... O que juntar?

Olhamos para o lado... e descobrimos! Maçãs!

Isso mesmo! E assim foi...

Aquecer um pouquinho de azeite na panela. Cortar a maçã (com a casca) aos pedaços. Colocar a maçã no azeite e deixar dourar.

Envolver no esparguete, juntar tomate seco aos pedaços (outro ingrediente que convém ter sempre à mão), temperar a gosto...

Delicioso! e simples! e nutritivo!

quarta-feira, outubro 11, 2006

Lulas recheadas com queijo


Ah!... Este prato era uma delícia!... Comemos no restaurante Galeria do Engenho em Parati, prato com o nome de «lulas à engenho». Umas lulas recheadas com queijo (parecia queijo mozzarella) e cozidas num molho que tinha cebola, um pouco de tomate, os temperos habituais e leite de coco; vinha salpicado com salsa picada. Vinha acompanhado com arroz branco e farofa.
Podem ver pelas fotos com era... e acreditem que estava mesmo bom!

Mas desta vez não deixamos (ainda) a receita porque não a temos. Fica apenas a sugestão... Qualquer dia vamos tentar fazer...



Quem é que quer experimentar primeiro?
Contem depois como foi!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Broa cremosa de fubá

foto daqui

Continuando por terras brasileiras...

Chegamos a Tiradentes, Minas Gerais, uma verdadeira pérola das cidades coloniais, com os seus casarios coloridos e harmoniosos, reduto de artistas e artesãos talentosos.
O bom é perambular pelas ruas, visitar as diversas lojas e ateliers onde as peças de ferro, madeira, tear e barro contam um pouco da história daquela gente.

Minas é conhecida por bem saber receber e foi assim no Pouso Alforria onde ficamos hospedados com os nossos amigos Isaac e Stela. Uma verdadeira casa mineira, cheia de estilo e simpatia. Todas as manhãs éramos surpreendidos por uma mesa de pequeno-almoço (ou café da manhã, como por ali se diz) de não se querer sair! De todas as iguarias servidas elegemos a broa cremosa de fubá que é de se «comer de joelhos» de tão boa. Como nos presentearam com a receita, aqui a deixamos para que possam também experimentar e verem que temos razão. É deliciosa!


Colocar os ingredientes no liquidificador, na ordem indicada, sem mexer com a colher:
  • 3 ovos
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1 e ½ chávena de fubá (farinha de milho amarelo bem fina)
  • 100 g de queijo de Minas ralado (este é um queijo branco fresco; por aqui pode ser substituído por queijo Rabaçal)
  • 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  • 3 colheres (sopa) de margarina
  • 1 pitada de sal
  • 4 chávenas de leite

Depois de tudo colocado, bater no liquidificador. Não mexer com a colher. Não se assustem porque fica meio líquido, é mesmo assim.
Despejar directamente do liquidificador em forma untada.
Assar em forno médio.

É só aguardar... e ir sentindo o cheirinho...
Depois de assado o bolo apresenta-se com duas camadas.

Uma delícia!

terça-feira, setembro 26, 2006

Moqueca de peixe com pirão

Ah... o mar de Angra... se existe paraíso, este lugar deve ser perto! Uma beleza!
O dia estava lindo... o sol a brilhar e o mar azul... a água transparente...

Chegados a casa, que preguiça... e que fome! Mas a Cláudia tinha à nossa espera uma moqueca deliciosa! Acompanhada de pirão e arroz branco. Divino!

Para fazer água na boca, aqui fica a descrição de como foi feito. É um prato simples e sempre com um cheirinho a mar... experimentem e vão ver que a delícia que é.

Moqueca de peixe com pirão da Cláudia


esta já é a mesmo a foto da comidinha deliciosa


Tenha à mão:

Peixe em postas (guarde a cabeça e as postas mais pequenas do rabo para fazer o pirão)
Cebolas
Alhos
Pimentos
Tomates maduros
Tablete de caldo de peixe
Coentros
Louro
Azeite
Leite de coco
Sal e pimenta
Farinha de mandioca para o pirão

Arranje um peixe bom... tempere-o com pimenta, alho picadinho, sal e sumo de limão. Reserve (mais ou menos 10 minutos).

No fundo de uma panela (se for de barro ainda melhor) coloque cebola, tomate e pimento, tudo às rodelas.

Em cima, coloque algumas postas de peixe e cubra outra vez com mais cebola, tomate e pimento; vá alternando as camadas até terminar (a última camada deve ser de temperos).

Por cima de tudo, desfaça um (ou dois, conforme a quantidade de peixe), caldos de peixe (ou camarão), regue com azeite, ponha um bom ramo de coentros, 1 folha de louro, tampe e leve a fogo baixo.

Quando estiver quase pronto (ai o olho e a experiência! nessa hora é que é!), deite por cima um pouco de leite de coco e desligue, deixando a panela tapada por uns minutos.

E já está.
Se quiser deixar o prato mais incrementado, pode ainda juntar camarões e/ou lulas (cortada às rodelas). Nesse caso, a Cláudia sugere que, primeiro, se refogue as lulas e os camarões junto com cebola e azeite; depois é só deitar por cima (quando se junta o leite de coco).

Enquanto a moqueca fica abafadinho a ganhar sabor, faça o pirão.

Para isso, faça um refogado leve com cebola, alho e azeite (só para a cebola ficar transparente). Junte a cabeça do peixe e as postas que deixou reservadas. Cubra com água, tempere com sal, pimenta e uma folha de louro. Deixe cozinhar bem até que o peixe se solte das espinhas.
Retire o peixe (sem peles e espinhas) e reserve.
Coe o caldo e coloque-o numa panela. Acrescente coentros picados e quando o líquido estiver a ferver, vá juntando a farinha de mandioca aos poucos e mexendo sempre (em fogo baixo para não queimar). Não deve ficar muito grosso mas sim um creminho... rectifique os temperos... Vá mexendo para a farinha cozinhar.

Não sabemos mesmo o que é melhor! Quando eu era pequena e a minha mamãe fazia peixe com pirão, eu só comia o pirão...

Numa mesa brasileira, o arroz branco não pode faltar (e, como foi o caso, ainda uma farofinha).

Claro que podem fazer esta receita com qualquer peixe... já tenho feito com peixe congelado e também fica bom... claro que nada tira o lugar de um peixinho fresco, ainda a cheirar a mar!

terça-feira, setembro 19, 2006

Caldinho de feijão

Continuamos com os nossos passeios e aventuras gastronómicas pela Cidade Maravilhosa.
Desta vez, como era domingo, fomos dar uma volta pela Feira do Lavradio (fica mesmo na Rua do Lavradio), paixão de todos os que gostam de antiguidades e “brechós”. Ali pode encontrar-se de tudo um pouco…
Na hora do almoço, fomos ter ao Boteco do Juca na rua Mem de Sá. O Juca é português e dono de vários botecos na zona centro. Ficamos encantados com o ambiente e com a variedade de cardápio! Foi até difícil de escolher… e ficamos a saber que têm “todos os dias iscas de bacalhau à moda da Ribeira do Porto”! Não é o máximo?
Mas como queríamos comida brasileira, mandamos vir “baião de dois”, “carne seca com aipim”, “caldinho de feijão” e ainda uma salada de palmito… um exagero de comida, porque as doses são imensas!! Como era tudo delicioso, tivemos dificuldade em deixar no prato! É mesmo o caso em que “os olhos foram maiores do que a barriga”.
Para aqueles que não puderem lá ir, deixamos aqui a receita do “caldinho de feijão” (que encontramos aqui).

Ingredientes

2 xícaras de feijão mulatinho (o pretinho)
8 xícaras de água
2 folhas de louro
60 g de bacon
1 paio pequeno
½ xícara de cebola picada
4 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de pimento verde picadosal e pimenta-do-reino cebolinha e coentro (ou salsa) picados
azeite

Modo de Preparo

Coloque o feijão de molho em água fria por 4 horas. Escorra.
Retire a pele do paio e coloque em uma panela de pressão. Acrescente o feijão e as folhas de louro. Cubra com a água, tampe a panela e leve ao fogo para cozinhar por cerca de 35 minutos (conta-se o tempo quando a panela começa a apitar; também pode ser cozinhado em panela normal, só que demora mais tempo). Deixe esfriar na panela.
Retire o paio e corte em fatias finas. Reserve.
Pique o bacon e coloque em uma panela com um pouco de azeite, leve ao fogo baixo para que o bacon liberte a gordura. Quando a gordura estiver bem quente adicione a cebola, o alho e o pimento picado. Refogue bem e despeje na panela com o feijão. Tempere com sal e pimenta-do-reino.
Leve ao fogo novamente e ferva por 10 minutos. Deixe amornar e bata em um liquidificador (deve ficar um creminho).
Passe por uma peneira e mantenha aquecido.
No fundo de cada canequinha de cerâmica coloque algumas fatias do paio e despeje o caldinho quente.
Salpique com cebolinha e coentro (ou salsa) a gosto e sirva ainda quentinho .


Essa é uma comida bem carioca… e encontra-se em vários locais diferentes (especialmente nos botecos). Acompanha com uma cachacinha de cana ou uma cerveja geladinha.
Uma delícia! Ficamos clientes
(colocaremos a foto depois... precisamos chegar a casa para transferir as fotos da máquina!)

segunda-feira, setembro 11, 2006

Tarte de limão da Paula

Nem só de Boteco se faz uma viagem.
Ainda no Rio, temos sido presenteados com cada iguaria!... Tentaremos manter-vos informados… que tal um roteiro de viagem gastronómico?

Estamos em casa da titia Micá, e a nossa querida Paula não deixa crédito por mãos alheias… outro dia, chegados a casa e cansados de tanto andar, tínhamos à nossa espera uma torta* de limão divina! Foi uma luta… não conseguíamos parar de comer!!! A receita original tem o nome de Torta de limão da Regina, mas resolvemos mudar o nome em homenagem à cozinheira… tarte de limão da Paula.


Aqui fica, então, a sugestão. Deliciem-se como nós (não nos responsabilizamos por nenhuma caloria a mais adquirida. Como dizem por aqui, o melhor é "ir malhar" umas boas horas para tentar rectificar os quilinhos a mais! Aliás, no fim da viagem, esse será o nosso problema!)




Ingredientes:
Massa

1 ½ chávena chá de farinha de trigo
1 gema
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (café) de sal
2 colheres (sopa) manteiga
2 colheres (sopa) de leite
1 colher (café) de fermento em pó
manteiga para untar

Recheio
2 latas de leite condensado
1 chávena (chá) suco de limão coado**
1/2 pacotinho de gelatina sem sabor dissolvido em «banho maria»

Cobertura
2 claras
8 colheres (sopa) açúcar em pó


Mãos na massa:

Comece por misturar e amassar bem todos os ingredientes da massa. Forre uma forma redonda de fundo amovível. Fure com um garfo e leve a assar em forno pré-aquecido, mais ou menos, por 20 minutos. Deixe arrefecer, desenforme e reserve para colocar o recheio.

Misture o leite condensado com o sumo de limão e a gelatina dissolvida e coloque por cima da base. Reserve.

Bata as claras em castelo e vá juntando o açúcar para fazer um suspiro duro. Disponha por cima do creme de leite condensado. Pode utilizar um bico ou espalhar o suspiro e fazer umas pontas com um garfo.

Levar ao forno só para dourar as pontas do suspiro.


Experimentem e vão ver que temos razão: DELICIOSA!



* tradução para português lusitano: torta = tarte; rocambole = torta.
** o limão utilizado aqui é o que chamamos de lima. Mas talvez fique igual com o nosso limão (que no Brasil se chama de limão galego)

quinta-feira, agosto 24, 2006

Camarão à baiana e farofa de dendê

Mesmo em férias não podemos deixar de dar algumas sugestões... claro que temos saboreado verdadeiras delícias cariocas mas, como é impossível registar tudo, vamos fazer água na boca e, pra quem estiver no Rio, até uma dica se quiser ir almoçar fora!

Nas nossas incursões por Ipanema, comemos um camarão à baiana delicioso no Paz e Amor, na rua Garcia D'Avila.

Aqui fica a receita com a foto tirada no restaurante:



Ingredientes

- 2 cebolas médias raladas
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 2 colheres (sopa) de óleo
- 3 dentes de alho amassados
- 1 kg de tomate sem pele e sem semente batido no liquidificador
- 1 kg de camarão médio limpo
- 1 colher (sopa) de pimenta dedo-de-moça
- 1 vidro pequeno de leite de coco
- sal a gosto

Modo de preparação

Leve ao fogo uma panela com a cebola, a manteiga, o óleo e o alho e frite-os por 3 minutos.
Junte o tomate, tempere com sal e deixe em fogo baixo por 15 minutos, ou até obter um molho denso.
Passado esse tempo, junte o camarão e a pimenta. Deixe no fogo até que o camarão esteja cozido e o molho bem denso (cerca de 10 minutos).
Adicione o leite de coco, deixe ferver por mais 2 minutos. Sirva em seguida.

Acompanhe com arroz branco e farofa de dendê

quarta-feira, agosto 16, 2006

estamos indo...

pois amigos... estamos indo de férias!!

Para onde? Para a cidade maravilhosa! Isso mesmo: Rio de Janeiro!

E já estamos até com água na boca só de pensar naqueles quitutes todos que vamos comer... empadinha... pastel... bolinho de mandioca... caldinho de feijão... suco de maracujá... aiiiiiiiiiiii!

Tentaremos publicar alguma receita, ok? Não se livram de nós assim facilmente!

Até já!

domingo, agosto 13, 2006

Bolo de maçã

Mais uma daquelas receitas seguras! Esta veio da nossa querida tia Micá que está sempre a surpreender-nos com coisas gostosas.

Este bolo é uma delícia e não pode haver nada mais fácil. Optimo para um lanche de verão. É que mesmo nas férias convém não perder o jeito!...


Vai precisar de:




- 3 chávenas de maçã picada com a casca (vá regando com sumo de limão para não escurecerem)
- ¾ chávena de óleo
- 1 chávena de leite
- 2 chávenas de farinha de trigo
- 2 chávenas de açúcar mascavado
- 2 colheres (sopa) de passas (sem pevides) demolhadas num pouco de vinho
- ½ colher (sopa) de noz moscada moída
- 1 colher (sopa) cheia de canela
- 2 ovos inteiros
- 1 colher (sopa) rasa de fermento

e para fazer:

Misture o açúcar com os ovos inteiros; junte o óleo, a farinha peneirada com o fermento, o leite, a noz moscada e a canela.
No fim junte a maçã e as passas.
Misture bem e leve ao forno quente em forma ou tabuleiro untado.



Surpreendido? Facílimo não é? Não precisa nem de batedeira!
Depois é só saborear e esperar pelos elogios!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Sooa – Peixe a S. Tomé e Príncipe

Sooa?? Pois é, encontramos* esta receita de S. Tomé e Príncipe e não resistimos a organizar um jantar com menu surpresa para os nossos queridos amigos... mais uma maneira de passarmos uma noite de verão em boa companhia. O cheirinho foi logo invadindo a casa toda e, depois, na hora da verdade, o sabor foi surpreendendo e os elogios surgindo... peixe com sabor africano, angu de banana e angu de milho! Uhmmm... delicioso!




Ingredientes

2 cebolas médias
1 dente de alho
1 beringela
2 colheres (sopa) de óleo de palma
1 colher (sopa) de azeite
1 folha de louro
250 g de tomate maduro
800 g de peixe limpo (utilizamos tamboril e cação)
400 g de camarão
malagueta, sal e pimenta q.b.

Modo de fazer

1.Comece por limpar o peixe da pele e espinhas, corte em lombos e tempere com sal.
2.Descasque a beringela, corte-a em cubos e deixe de molho em água com sal.
3.Limpe os camarões da casca, deixando a cabeça e a cauda. Reserve.
4.Ferva as cascas do camarão num pouco de água, coe e reserve a água.
5.Pique a cebola e o alho e refogue no óleo de palma e no azeite. Junte a folha de louro, malagueta, o romate picado e limpo de sementes. Vá acrescentando a água do camarão e deixe ferver. Tempere com sal e pimenta.
6.Adicione o peixe e deixe cozinhar durante dez minutos. Quase no fim, junte os camarões, rectifique os temperos e deixe terminar a cozedura.

Para acompanhar fizemos o angu de banana:




Cozinhar dez bananas com a casca, num tacho com água. Depois de cozidas, descasque-as e com a ajuda de um garfo, esmague-as bem. Forme um rolo e corte-o em fatias.

E não pode faltar o angu de milho:



Ponha água a ferver com sal e vá acrescentando o fubá de milho, mexendo sempre. Deixe cozinhar. A consistência é a gosto... nós gostamos não muito duro; e as quantidades é a olho (mais vale ir colocando a farinha de milho) lentamente para ir vendo a consistência.
Ou então, também vale comprar polenta pré-cozida. É a mesma coisa, na culinária africana e brasileira é conhecido por angu.


*Revista Mulher Moderna na Cozinha, Agosto, 2006