domingo, setembro 20, 2009

Le Zuppe


(foto daqui)

Encontra-se agora no mercado umas misturas para sopa, de agrucultura biológica, que estava mesmo com vontade de experimentar.

Foi o que fiz... começando por uma de cevada, ervilha lentilhas vermelhas e verdes. A mistura de grãos já vem feita e não é preciso colocar de molho.
Segui as instruções... 1 medida do grão para 3 medidas de água... insuficiente se quiser mesmo sopa...
tive que juntar mais 2 medidas de água.
cozer durante 40-50 minutos.

e fiz as minhas modificações, claro...
enquanto fervia lentamente, preparei um refogado com azeite, alho e cebla picada, temperado com um pouco de cominhos, pimenta preta e rosa, noz moscada.
Acrescentei na sopa quando os grãos já estavam cozidos... convém rectificar os temperos.

já no prato, polvilhei com queijo da ilha ralado.

e não é que ficou mesmo bom?...
agora tenho vontade de experimetar outras misturas para outras variações.

domingo, setembro 06, 2009

Cacik



Continuando com as receitas que trouxemos da nossa viagem à Turquia... Desta vez apresentamos uma feita com iogurte, também muito saborosa e fácil.

INGREDIENTES

2 pepinos médios
½ kg de iogurte
3 dentes de alho
azeite q.b.
1 raminho de funcho (ou manjericão, ou hortelã)
sal q.b.


PREPARAÇÃO

Descasque os pepinos e corte-os em pequenos cubos, retirando as pevides. Misture o iogurte com os pepinos, os alhos, e o sal. Deve ficar um creme pode juntar mais alho se gostar de um sabor mais forte.
Coloque numa taça, decore com um fio de azeite, funcho (ou manjericão, ou hortelã) e paprika…

Como alternativa pode misturar o funcho picadinho (ou hortelã); e pode também fazer sem o pepino.
Em cada lugar comemos de maneira diferente... o que indica que todas as variações são possíveis.
Fica óptimo com torradas, pão ou ainda com tirinhas de pepino, cenoura, aipo ou pimento...
E é um acompanhamento sempre presente nas almondegas de borrego.

não deixem de experimentar!!!

domingo, agosto 30, 2009

Almôndegas de Borrego ( Izgara Köfte)



Ufa! De volta de férias! e de volta à cozinha!...
As férias foram na Turquia... pois é... mais uma vez nesse país maravilhoso! conhecendo lugares lindos, absorvendo história e conhecendo gente simpática e acolhedora.
E, claro, experimentando sabores inesquecíveis!

Tudo isso na companhia dos nossos queridos amigos Celeste, Antonio, Rica e Ernesto. Que tempo bem passado!

Para recordar, deixamos aqui um dos pratos que mais experimentamos - as almôndegas de carne de borrego ( Izgara Köfte). Em cada lugar, um sabor ligeiramente diferente, mas todos muito saborosos.

Talvez seja um dos pratos mais comuns na Turquia, pelo menos encontrávamos em todo o lado e sempre deliciosas.
O acompanhamento mais comum é a salada e o Cacik (molho de iogurte), as malaguetas grelhadas e o tomate que não pode faltar!

Experimente e saboreiem... vão ver que é fácil de fazer e fica delicioso!


Ingredientes

1,5 kg de carne de Borrego picada (crua)
2 fatias de miolo de pão
2 dentes de alho picados
2 cebolas picadas
1 colher de café de paprika
1 colher de café de pimenta
1 colher de café de cominhos
3 colheres de sopa de água
sal q.b.

Preparação

Comece por mergulhar o pão em água durante mais ou menos 10 minutos; retire-o e esprema para retirar o excesso de água.
Misture todos os ingredientes para que fique uma mistura homogénea.
Faça as almôndegas do tamanho de um ovo, achatando-as ligiramente.
Unte-as com azeite (ou óleo) e grelhe-as cerca de 2 a 3 minutos de cada lado.

Fácil, não é? Não deixem de experimentar e vão ficar rendidos como nós!
ah! e não se esqueçam de polvilhar com paprika! hummm...

quarta-feira, julho 08, 2009

Sopa fria de pêra

Com a chegada do calor, uma sopa fria é sempre saborosa!

Na Go Natural experimentamos uma sopa de pêra fresca e deliciosa! Não descansamos enquanto não tentamos fazer igual!
Pesquisamos na net... mas todas levavam farinha, ou leite, ou natas... Queríamos uma mais leve... fomos experimentando... igual, igual não ficou... mas igualmente deliciosa!



imagem daqui

Assim fizemos:

6 peras descascadas e aos pedaços
6 cebolas
2 alhos franceses (só a parte branca, cortados bem fininhos)
Azeite
1 tablete de caldo de carne
Agua

As quantidades ficam ao critério de cada um... podem aumentar as peras se quiserem um sabor mais “adocicado”, ou diminuir as cebolas...

Começamos por refogar a cebola e o alho francês no azeite até ficarem transparentes (mas sem dourar).

Juntámos as peras e a tablete desfeita, envolvendo tudo muito bem.

Deixámos cozinhar (as peras deitam água, mas se quiser, pode acrescentar um pouco)
Quando estiver tudo já cozido, passámos a varinha mágica.

Acrescentar mais água se necessário (se fizer isso, convém deixar levantar fervura outra vez). Rectificar os temperos. Colocar no frigorífico até à hora de servir.

Já no prato, polvilhar com uma mistura de pimenta (ou paprika) a gosto.

Delicioso!

domingo, junho 14, 2009

Ninho de amêndoas



Já sabem que somos fãs de bolos fáceis e este ninho de amêndoas está entre os favoritos.
Foi feito com a nossa amiga Celeste... num fim de semana em que a febre da cozinha atacou! e ainda bem! saíram coisas saborosas como esta aqui!

Experimentem!

Precisam de ter à mão:

para a massa
100 g de açúcar
2 ovos
3 colheres de sopa de leite
100 g de manteiga
250 g de farinha
1 colher de chá de fermento

Bater o açúcar com a margarina, deixando bem cremoso; juntar os ovos inteiros um a um. Acrescentar o leite, continuando a bater, e por fim a farinha com o fermento.

Untar uma forma de tarte (daquelas com fundo solto) com margarina e forrar com a massa.

Reservar e preparar o recheio com:

100g de amêndoas em lâminas, 100 g manteiga, 3 colheres de sopa de leite, 100gr de açúcar, tudo misturado num tacho, deixando ferver por mais ou menos 7 m.

Colocar este recheio sobre a massa que está na forma e levar ao forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 25 minutos.

Desenformar ainda morno.

Nada mais fácil e vão ver que fará sucesso!
Este fez!

Bolo de maçã com ameixas

Uma tarde de sol e calor no Marquinho, em casa dos queridos amigos António e Celeste. Uma preguiça... e uma vontade súbita de comer bolo!

Lá fomos nós para a cozinha, ver os ingredientes disponíveis... saiu um bolo de maçã com ameixas secas. Nada mais fácil e saborosíssimo!

Fizemos assim:

Batemos 2 chávenas de açúcar com 5 ovos inteiros, até ficar bem cremoso.
Juntamos 1 chávena de óleo e 2 chávenas de farinha, continuando a bater. Acrescentamos 1 colher de sopa mal cheia de canela moída.

Envolvemos 6 maças descascadas e cortadas em fatias grossas e também ameixas secas aos pedaços

No fim foi colocado em forma (pode ser em tabuleiro) untada e enfarinhada.
E foi levado ao forno médio pré-aquecido até ficar cozido (mais ou menos 40 minutos).

Depois foi só desenformar e saborear!
Fez sucesso!

Para uma variação pode acrescentar-se nozes, passas ou até substituir as maçãs com qualquer outro fruto a gosto; ou se juntar um pacote de framboesas congeladas depois de envolver as maçãs... vai ver que fica surpreendentemente saboroso.

domingo, março 15, 2009

refeição vege completa

Cá está uma boa maneira de substituir a carne com proteína de soja. Pode fazer uma refeição nutritiva, saudável e saborosa.

Neste almoço foi assim: soja estufada, arroz integral e feijão verde com ovos. 

Começamos por colocar a proteína de soja (utilizámos a de tamanho médio) de molho em água quente à qual juntamos um cubo de caldo de legumes

Enquanto isso fomos fazendo o arroz integral na nossa panela eléctrica (daquelas que se vêem em restaurantes asiáticos, de cozer o arroz); mas se não tiver pode fazer noutra ou até em panela de pressão, que é mais rápida.  
Primeiro refogamos 1 cebola picada, com 1 dente de alho, em azeite. Depois acrescentamos o arroz integral, lavado, e deixámos fritar um pouco; depois disso juntamos uns cubinhos de abóbora que tínhamos no congelador, salsa e coentros picados. Envolvemos tudo muito bem e juntámos a água (2 vezes e meia a quantidade do arroz); temperamos com sal, fechamos a panela e deixamos cozer. A panela desliga-se automaticamente e não precisamos de nos preocupar mais. Quando o líquido acabar, ela  desliga (e conserva quente).

Enquanto o arroz cozia, a "carne" de soja foi sendo preparada: cebola e alho refogado em azeite, ao que juntamos a soja, deixando fritar. Em seguida, acrescentamos tomates maduros triturados (pode ser tomate pelado), salsa e coentro picados, envolvemos tudo bem e juntámos a água em que a soja ficou de molho. Temperámos com sal, mistura de pimentas (preta, branca e rosa), cominhos e noz moscada
E deixámos a apurar. 


Enquanto isso, o feijão verde foi preparado. 
Tirámos os fios e cortamos em "juliana". 
Depois, num  tacho, refogamos cebola e alho picados em azeite. Juntámos o feijão verde, envolvemos, temperamos de sal e colocamos um pouco de água (1/2 copo). 
A panela é tapada e fica a cozer em fogo baixo; convém verificar e, se necessário, juntar mais um pouquinho de água; o objectivo é ficar praticamente sem líquido nenhum. 

Já quase no fim, juntar 2 ovos batidos (e temperados de sal), envolvendo tudo rapidamente. O ovo vai "agarrar-se" ao feijão, fazendo um colorido bonito. 

E pronto, está pronta um refeição completa. Muito nutritiva e saudável. 
Para quem não está habituado, os sabores são novos, mas vale a pena experimentar. 

domingo, março 08, 2009

Crumble de maçã

Esta é uma sobremesa deliciosa e muito fácil que aprendi com a querida Mª João. 

E além de tudo, nutritiva, sendo ideal para as crianças.

Utilizei o que tinha por casa:

maçãs 
açúcar amarelo
amêndoas
aveia em flocos

Para fazer, nada mais simples:

Comecei por cozer as maçãs. Utilizei maçãs Granny Smith, porque era as que tinha em casa, mas pode ser feito com qualquer outra maçã. Descasquei, cortei em pedaços e cozi no microondas até amolecerem (não é preciso juntar água). 
Depois de cozidas, passei com a varinha mágica até ficarem em puré. Coloquei num prato redondo, onde ia ser servida.

Enquanto arrefecia, tratei de descascar as amêndoas. Primeiro, coloquei-as em água quente para retirar a pele. Depois tratei de as torrar ligeiramente (fiz numa frigideira anti-aderente, mas pode utilizar o forno). Quando estavam torradas, enrolei-as num pano e parti-as grosseiramente (para isso, fui batendo com um soquete de madeira).

Em seguida, tratei do crumble: na frigideira, em fogo baixo e mexendo sempre, coloquei a aveia, deixei torrar um pouquinho, adocei com açúcar amarelo e juntei as amêndoas já picadas. 
Envolver bem; o açúcar vai derretendo e ligando tudo. Cuidado para não deixar o açúcar queimar, porque senão pode ficar amargo. Pode também juntar um pouquinho de manteiga.
Não deixe arrefecer completamente... vá mexendo para ir ficando em pedacinhos. Pronto, o nosso crumble está pronto. 

Agora, é só colocar por cima do puré de maçã e servir. 
Fica óptimo servir ainda morno, acompanhado de gelado de baunilha.

Não indiquei quantidades... mas não tem como errar. Se fizer muito crumble... pode guardar e utilizar com iogurte, ou com outra fruta qualquer. 

domingo, março 01, 2009

Feijoada de sames de bacalhau


Às vezes há desses pratos estranhos… e desconhecidos da gente mais nova…

também para nós foi uma novidade. Encontramos os sames em Vila Praia d’Âncora e foram-nos apresentados como um verdadeiro acepipe, apreciado pelas gentes do mar… e que remontava aos bacalhoeiros.
Ficamos a saber que os sames correspondiam ao bucho do bacalhau e que eram retirados ao peixe, juntamente com as linguas e as cabeças, e salgados, enquanto o bacalhau propriamente dito era preparado inteiro, tal como o conhecemos.

Enquanto o bacalhau ia sendo apreciado, os sames ficaram confinados à mesa dos pescadores.
Hoje em dia não são muito conhecidos, apesar de ainda haver os seus apreciadores, sobretudo nas zonas piscatórias, onde é considerado um prato tradicional (talvez em vias de extinção!).

Das receitas, ficamos a saber que é usualmente comido em feijoada ou com grão.

quisemos experimentar… e, mãos à obra… foi o que fizemos: feijoada de sames de bacalhau!

Os sames ficaram de molho, durante a noite, para que o sal fosse retirado. Também o feijão branco ficou de molho.

No dia, o feijão foi cozido só com um fio de azeite. E os sames foram limpos, retirando-se a pele escura e alguma cartilagem que trazia.

À parte, foi feito um refogado com azeite, cebolas e alho picados, a que se acrescentou cenouras em rodelas, uma folha de louro e tomate pelado picado. Temperou-se com sal, pimenta, cominhos, noz-moscada, salsa e deixou-se apurar um pouco.
Acrescentaram-se os sames de bacalhau, envolveu-se e juntou-se tudo ao feijão. Deixamos a apurar em fogo baixo, rectificamos os temperos e acrescentámos um pouco de picante.

De prova em prova, as desconfianças iniciais foram sendo ultrapassadas… não é que estava mesmo bom?
Só faltava convencer os amigos!

Foram convidados o Antonio e Celeste, o João Luís e Ninita, e a Dina para um jantar surpresa! Grande coragem!

Ninguém adivinhou o prato (apesar da Celeste ter desconfiado!)… foram provando e só quando já estavam convencidos é que revelamos a iguaria!

Sucesso absoluto para os sames de bacalhau em feijoada! Acompanhamos com arroz branco e um bom vinho tinto.

Esta não será propriamente uma receita para iniciados, mas vale a pena tentar! Ficamos a saber que nas lojas tradicionais de venda de bacalhau (por exemplo aquelas na Rua do Arsenal, em Lisboa) é possível encontrar os sames de bacalhau! Ou então nas mercearias mais populares, sobretudo em zonas piscatórias.

E agora que todos gostaram, vamos ter que repetir!!

domingo, fevereiro 15, 2009

Maçãs com farinheira

Temos estado um pouco ausentes... mas é que o trabalho não tem deixado muito tempo para a culinária... 
Mas agora voltamos e deixamos aqui uma receita de maçãs com farinheira que fazem uma entrada deliciosa!
A receita foi-nos dada pela Manuela A. a quem agradecemos... esta é o tipo de receitas que confirmam que com pratos simples também podemos surpreender e servir com requinte... 
Fica a sugestão!

Escolha uma maçãs bonitas... utilizei 1 por pessoa.
Corte a tampa e retire a parte central.

Retire a pele a uma farinheira e vá enchendo a parte central das maçãs. 
Volte a colocar a tampa... prendi com um palito para não "fugir".
Imagino que também fique bem com outro enchido... é só fazerem a experiência...

Leve ao forno pré-aquecido até as maçãs ficarem assadas. 

Sirva ainda quentes... e aí têm uma entrada bonita e saborosa!
 

domingo, janeiro 04, 2009

Feliz 2009 com "Tâmaras à Califórnia"


Em primeiro lugar desejamos a todos um 2009 cheio de inspiração... muitas coisas boas e saborosas... muita alegria... com a vida renascendo a cada dia!

e como primeira receita deste novo ano, deixamos aqui uma ideia simples para uma entrada de luxo... fizemos no nosso jantar de Natal e de fim de ano e foi um sucesso!

foi uma sugestão do Zé que a Fifi quis introduzir na nossa mesa de festa! 
Ainda bem... é uma delícia e tão simples de fazer que repetiremos!

precisa apenas de tâmaras e queijo Roquefort

dê um golpe longitudinal na tâmara, retire o caroço e recheio com o queijo Roquefort. 
leve ao microondas para aquecer ligeiramente e sirva de imediato. 

o contraste dos sabores é muito agradável.
acompanhámos com martini... mas ficará bem com qualquer outra bebida.
e saboreamos com os nossos amigos e com muita alegria... o que torna qualquer momento numa grande festa!

FELIZ 2009!!!

domingo, dezembro 14, 2008

Arroz de sardinha


Ter alguns ingredientes no congelador torna a cozinha do dia a dia muito mais fácil...
Foi o que fizemos hoje com umas sardinhas congeladas. Pode utilizar qualquer peixe, congelado ou fresco. Neste caso, num domingo chuvoso, ter o peixinho em casa tornou tudo muito mais fácil. 

Como fizemos?

1. Primeiro colocamos o peixe a descongelar por 30 minutos, em água com sal. Ao fim desse tempo a água foi escorrida e o peixe estava pronto para ser utilizado (no caso das nossas sardinhas congeladas, estavam já arranjadas em filetes);

2. Numa panela colocamos azeite
 a aquecer e cebola picada - que também tínhamos congelada - e deixamos refogar um pouco, até ficar transparente; acrescentamos 1 colher de sobremesa de pasta de alho (compra-se já preparada e também é um óptimo recurso para ter sempre à mão); 

3. Juntámos 1 pimento encarnado (pimentão vermelho) cortado às rodelas, 1 folha de louro, 1 molho de cheiro verde (salsa, coentros, celolinho) e deixámos apurar um pouco; temperámos com sal e pimenta q.b.;

4. Em seguida, arrumámos as nossas sardinhas por cima, tapamos a panela e deixámos cozer (é rápido e convém não deixar cozer demais);

5. Depois de uns 5-6 minutos, retirámos o peixe para fora e reservámos. Nos temperos que ficaram na panela juntámos o arroz, mexendo e deixando refogar um pouco; 

6. Em seguida, acrescentámos água a ferver e deixámos o arroz cozinhar, rectificando o sal; a quantidade de água deve ser 3 vezes a de arroz, para ficar soltinho;

7. quando o arroz estava no ponto, voltamos a colocar cuidadosamente o peixe por cima, e um pouco mais de cheiro verde picado; desligar o fogo, tapar a panela e deixar uns 2 minutos abafado.

8. servir imediatamente... com um bom vinho.

bom apetite! 
 

domingo, novembro 30, 2008

Sável frito com arroz de debulho

Em Venade, com um sável pescado pelo Fausto no rio Minho e preparado pela São!
Já tinha sido pescado em Maio... e ficou à espera no congelador. Foi congelado como mandam os preceitos, ou seja, pescado, enrolado em filme plástico e colocado no congelador sem mais nada.
Estávamos com medo que não estivesse bom... mas estava óptimo! O peixe era enorme e, por isso, até pensamos que seria muito... mas que nada! Pouco sobrou!
Deixo aqui a receita. Parece difícil mas não é assim tanto.
A cozinha fica um pouco suja por causa dos salpicos mas... paciência. O gosto de uma comida gostosa com os amigos compensa!
E este foi um verdadeiro trabalho de equipa! pescado pelo Fausto, arranjado pela São, frito pela Cândida, o arroz feito pela Nair e pela Rica, a mesa preparada pelo Ernesto... e o resto do grupo... comeu!!!!

uma delícia.




Debulho de Sável

O sável deve ser bem escamado e limpo. Em seguida, corta-se a cabeça e o deguladouro (posta junta à cabeça). Tiram-se as ovas e aproveita-se todo o sangue possível que irá servir para a calda. Cortam-se, também, o rabo e as postas mais pequenas. Há quem utilize o fígado também. Neste caso não se deve esquecer de tirar o fel! Eu não usei...Num recipiente, tempera-se com sal, salsa, louro, pimenta, e cobre-se com vinho verde tinto (há receitas que falam em colocar também cravinhos, mas eu não pus). Deixa-se marinar durante umas horas. As postas cortadas são colocadas dentro de um pouco de água para soltar o sangue. São depois escorridas e a água coada para que não vá com nenhuma espinha ou escama. Reserva-se para ser utilizada no arroz.

Num tacho, pica-se uma cebola grande e deita-se um pouco de azeite, vai ao lume e logo que a cebola esteja estalada, deita-se o debulho e a respectiva calda. Cozido o peixe, retira-se para um recipiente ao lado. À calda inicial, junta-se a água necessária para cozer o arroz. Assim que o arroz esteja cozido, junta-se o debulho e rectificam-se os temperos. Deixa-se repousar uns minutos e serve-se o arroz a “fugir pelo prato”. Acompanha-se com o sável frito.

Sável Frito

As postas do sável devem ser cortadas finas, lavadas e sangradas (da maneira que foi explicada anteriormente, aproveitando a água para o arroz). Temperam-se com sal e fritam-se em óleo ou azeite (ou mistura), não muito porque o peixe é muito gordo (convém secá-las primeiro em papel de cozinha).

Acompanhar, é claro, com um bom vinho!

E fazer uma caminhada depois, para ajudar a digestão! Foi o que fizemos!

sexta-feira, novembro 21, 2008

Arroz domingueiro

É verdade que certos pratos "nascem" assim de uma forma meio estranha e servem de pretexto para usar alguns ingredientes que temos à mão... Este "arroz domingueiro", surgiu da necessidade de dar fim a um presunto "pata negra" (de porco preto)... delicioso... preparado por nós.
fomos comendo a carninha boa e ficamos com pena de deitar o osso fora!


A ideia do arroz foi da Mariluce e assim nos juntamos na casa da Rica e do Ernesto para o almoço de domingo.

Como foi feito? um pouco ao sabor da inspiração de momento e o jeito da Mariluce!


Primeiro as carnes, entrecosto (costela de porco), carne de vaca e frango, foram postas a cozer juntamente com feijão encarnado e o osso do presunto. Ficou a cozer devagarinho, até estar tudo macio.


À parte, fez-se um refogado com azeite, cebola, alho, um pouco de tomate, tudo picado, cenouras às rodelas e uma folha de louro.
Quando estava já dourado, acrescentou-se couve lombarda cortada às tiras, o arroz e um pouco de água de cozer as carnes.
Foi tudo envolvido muito bem, ficou a cozer lentamente, e foi-se acrescentando água sempre que necessário, para o arroz ir ficando cozido mas "molhadinho".
Quando o arroz já estava "aberto" juntou-se as carnes e o feijão.
Foi então a altura para rectificar os temperos... um pouquinho mais de sal... um pimenta moída... já está...

depois foi só deixar apurar mais um pouquinho...
o Ernesto serviu um vinho tinto muito bom e lá fomos nós saborear o arroz domingueiro.

(e o Rex foi saborear o osso! acho que o escondeu no quintal... esperto! o nosso arroz acabou todo e ele ainda tem o osso...)

E assim tivemos um almoço de domingo em família, como manda a tradição!

domingo, novembro 16, 2008

Pão do Tomás

Para um jantar de domingo nada melhor do que ir para a cozinha com a família e colocar a mão na massa!
Aqui fica a receita de um pão fácil, rápido e gostoso que pode ser sempre diferente! Quem me ensinou foi um grande amigo, o Tomás, lá em Stanford (Califórnia, USA), em 1983! Costumávamos fazer semanalmente, um para cada casa! Era muito saboroso e divertido!

Pão do Tomás

1º - Dissolver 3 colheres de sopa de fermento de padeiro (em pó) em 2 1/2 copos de água morna.
2º - Misturar 1/4 copo de óleo + 1/4 copo mel + 1colher chá de sal.
3º - Acrescentar 1/4 copo de leite em pó + 1/4 copo de germem de trigo ou farelo (pode também misturar os dois)
4ª - Juntar 5 1/2 copos de farinha (aqui está o segredo: pode usar o tipo de farinha que quiser e misturar várias; assim o pão fica sempre diferente).
5º - Juntar nessa mistura a água com o fermento dissolvido. Bater na batedeira com o gancho de massas, ou à mão.
6ª - Colocar em forma de bolo inglês untada com manteiga (dá 2 formas regulares).
7º - Colocar em forno pré-aquecido a 200º.

As variações podem ser várias. Para além da farinha utilizada, pode-se, ainda, acrescentar recheios... sementes...
Use a imaginação e crie!


quarta-feira, novembro 05, 2008

à ultima hora... bacalhau!


Muitas vezes abrimos o frigorifico e ficamos a pensar no que fazer! Pois é, desta vez tinha bacalhau... e courgettes (abobrinha no Brasil). Decidi inventar... e ficou delicioso. Aqui vai a receita:

Desfiar o bacalhau já demolhado. Cortar as courgettes em tirinhas (tipo batata para fritar). Fazer um refogado com azeite e cebola e alho picados, deixando a cebola dourar.
Acrescentar as courgettes e deixar cozinhar alguns minutos, mexendo e sem deixar ficar muito mole.
Juntar o bacalhau, temperando a gosto com sal e pimenta.
Deixar murchar um pouco. Juntar ovos batidos e misturar para o ovo cozinhar.
Já no prato, temperar com salsa picada e paprika.
Experimentem... delicioso!

sábado, novembro 01, 2008

Arroz Doce da Tia Cândida


Mais umas vindimas 
na Vivenda S. Domingos (Tinto dos Tintos) e na Casa do Rosmaninho (Branco do Rosmaninho). 

Este ano as uvas eram poucas mas a alegria e a festa, como sempre, foram abundantes. Os amigos estiveram presentes para ajudar no trabalho e na comilança!


Depois do "caldo" (sopa com carne e enchidos), nada melhor do que uma sobremesa típica para adoçar a boca...
A tia Cândida fez o seu arroz doce incomparável... e decorado a rigor.

Deixamos aqui a receita para quem quiser partilhar uma dos nossos doces preferidos!


Precisa de:


- 2 chávenas (chá) de arroz "carolino" (grão redondo, glutinoso, o melhor para o arroz ficar bem cremoso)
- 2 1/2 chávenas (chá) de açúcar
- 2 litros de leite (gordo ou inteiro)
- 2 paus de canela
- 6 gemas de ovos
- casca de 1 limão
- sal q.b.
- água q.b.
- canela em pó q.b.

Modo de fazer:


Numa panela ampla, coloca-se um pouco de água (suficiente para "abrir" o arroz), o sal, 1 pau de canela e a casca de limão.

Leva-se a aquecer em lume médio.

Entretanto, à parte, aquece-se o leite, no qual se colocou o outro pau de canela.

Quando a água iniciar fervura deita-se o arroz, espalhando-o com uma colher de pau. À medida que a água for secando, vai-se juntando o leite quente (reservar um pouco para desfazer as gemas).
Para o arroz não pegar no fundo da panela, tem que se ir mexendo sempre com a colher de pau e mantendo uma fervura moderada.

Colocam-se as gemas numa tigela e junta-se-lhes o bocado de leite que ficou reservado.

O arroz deve estar cozido quando o leite acabar. Se não estiver ainda cozido (o que pode suceder devido ou ao tipo de arroz ou ao fogo estar demasiado forte, secando o arroz depressa demais sem cozer) vai-se juntando mais leite quente, até que fique totalmente cozido. 

Junta-se o açúcar, deixa-se secar um pouco mais e quando estiver com a textura desejada, retira-se do fogo. Convém não esquecer que o arroz quando arrefecer vai sempre "ligar" um pouco mais. A textura tem muito a ver com o gosto de cada um. Nós aqui gostamos dele bem cremoso.

Junta-se de seguida a mistura de gemas e leite, passada por um coador.
Vai outra vez ao fogo uma última vez a fervilhar ligeiramente para cozinhar as gemas.

Coloca-se em travessas, retira-se o pau de canela e a casca de limão e decora-se com canela em pó.



O segredo do arroz doce? alguma prática e, sobretudo, calma e paciência... acho que é por isso que o arroz doce da tia Cândida é tão bom!  



domingo, outubro 26, 2008

Mousse de chocolate

E que tal fazer uma sobremesa clássica? Pois é, não pode haver festa sem uma boa mousse de chocolate. Em casa da Avó Ró era assim... e nós aprendemos a fazer com ela uma mousse saborosíssima, sem açúcar e sem manteiga! Querem melhor? Experimentem!


Precisa de:

Chocolate de culinária
Ovos (1 ovo para cada barrinha de chocolate ou, se quiserem mais escuro, 6 ovos para 200grs de chocolate)

E para fazer, nada mais fácil:

Comece por separar a clara das gemas. Passe as gemas por um passador fino para retirar toda a película (esse é o segredo para não ficar com cheiro a ovo).

Derreta o chocolate em banho-maria com um pouquinho de leite; quando estiver derretido, apague o fogo mas mantenha o chocolate junto da água quente; acrescente as gemas ao chocolate e misture bem para ficar tudo envolvido. Reserve.

Bata as claras em castelo firme. Junte a mistura de chocolate e vá envolvendo delicadamente.

Só isso... depois é passar para uma taça bonita e levar ao frigorífico até à hora de servir.

Servir com morangos é uma opção bonita...

Deliciem-se!

domingo, outubro 12, 2008

Broa (bolo) de milho


 Conservatória (RJ), capital da seresta! Passamos por lá e pudemos aproveitar a noite de 6ª feira para ouvir o grupo de seresteiros passear pela praça cantando e encantando com as modinhas antigas. Foi como passear no tempo...

Ficámos hospedados na Pousada Amora, da simpática D. Deolinda Saraiva que nos contou ainte ter antepassados portugueses. 
Recanto acolhedor, caseiro e com uma mesa de pequeno almoço
 ("café da manhã") de não querermos deixar de provar nada! pão e compotas caseiras (feitas com as frutas do quintal), bolos e tantos "quitutes" de chorar por mais!

Ficamos com a receita da Broa de milho que na verdade é um bolo feito com farinha de milho e também conhecido por broa mineira. 
Obrigado Ana Paula por partilhar connosco esta delícia!

Aqui fica então... agora partilhada com este nosso mundo da culinária.

Ingredientes

1 chávena de óleo
2 chávenas de açúcar
4 ovos
1 chávena de leite a ferver
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de fubá (farinha fina de milho)
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de erva doce

Modo de fazer

Bater bem no liquidificador o óleo, o açúcar e os ovos;
Adicionar o leite quente e voltar a bater;
Adicionar, aos poucos, a farinha, o fubá e o fermento, batendo até que fique uma massa homogénea.
Misturar por fim a erva doce, sem bater.
Colocar em forma untada e enfarinhada e levar a assar em forno médio (±180º). Fazer o "teste do palito", estando pronto quando este sair limpo.

Nós comprovamos que é uma delícia. O gostinho da erva doce dá um toque diferente, mas se não gostarem do sabor podem não por.

E... se alguma vez passarem por Conservatória, a Pousada da Amora é um bom poiso!
D. Deolinda e Ana Paula, esperem por nós! quem sabe voltaremos! E podem ir enviando outras receitas boas!
 



 

segunda-feira, setembro 29, 2008

Arroz Carreteiro


Do pantanal mais profundo, seguimos para o Rio dos Peixes onde aproveitamos para tomar banho nas cachoeiras, ver as grutas e mergulhar no rio de "tirolesa"! Que aventura!

E depois... que fome!

nada como um bom almoço e um sono na rede para recuperar as forças!

A mesa era farta e o arroz carreteiro (ou arroz-de-carreteiro) era uma delícia.


Ficamos a saber que este prato típico tem o seu nome inspirado na comida dos mercadores ambulantes que atravessavam o sul do país em carretas puxadas por bois ("carreteiros") e aproveitavam os restos do churrasco e os comiam juntamente arroz.

Espertos que eles eram, porque a mistura ficou mesmo boa!

A receita que aqui publicamos é de Licinia C.R. Campos e encontramos na SIC .



Ingredientes:

- 2 xícaras de arroz
- 600 g de carne de charque, sem gordura (deixar de molho em água desde a noite anterior)
- 2 paios cortados em cubinhos
- 100 gr de bacon cortado em cubos pequenos
- 4 tomates maduros, bem vermelhos
- 2 pimentos verdes
- Sal
- Óleo


Modo de Preparo:

Fritar o bacon no óleo e quando estiver bem frito coloquar a carne de charque cortada em cubos pequenos.
Frite até que fique dourada.
Colocar o arroz e deixar fritar junto com a carne. Quando já estiver frito, juntar os tomates e os pimentos cortados em cubos pequenos, o paio e misturar.
Deitar a água fervendo e deixar o arroz cozinhar até que fique macio. Pode ir juntando água se necessário. E convém não deixar secar, deve ficar molhadinho, tipo risotto.

pode servir com queijo ralado e ovos cozidos.