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segunda-feira, junho 10, 2013

bôla de liquidificador

Com vontade de dar uma "cara nova" a sobras de frango? Que tal experimentar um tipo de "bôla" com a massa feita no liquidificador? bom, não é bem bôla, porque a massa é muito mais macia; no Brasil chamam de "torta" e encontram-se várias receitas na net.

Fiz assim:

Coloquei no liquidificador:
2 ovos
6 colheres de sopa de farinha de trigo
5 colheres de sopa de queijo da ilha ralado (ou queijo parmesão)
1 pitada de oregãos
1 colher de sobremesa de fermento
1/2 cebola
1/2 copo de azeite
1 pitada de sal
1/4 copo de leite

Bater tudo no liquidificador até ficar uma mistura homogénea.

Numa forma de bolo inglês untada e enfarinhada, coloquei metade da massa.
Em cima, coloquei o frango desfiado e um pouco de feijão verde que também tinha sobrado, algumas azeitonas em pedaços (sem caroço) e pedaços de mozzarella.
Por cima, novamente o resto da massa.

Polvilhar com queijo ralado (voltei a usar o queijo da ilha) e levar ao forno.
Quando estiver douradinho, está pronto.
Deu para desenformar. Pode fazer num pirex e servir aí mesmo. (Se a forma for grande, convém dobrar a quantidade da massa para não ficar muito baixo.

Ficou mesmo muito bom. Quero repetir esta receita experimentando outros recheios.





domingo, dezembro 02, 2012

Salsichas frescas enroladas com couve

Apesar de ser uma receita comum, não a costumo fazer.
mas hoje precisava gastar uma couve lombarda que andava pelo frigorífico...

por isso reuni os ingredientes necessários:

couve lombarda
salsichas frescas (10)
2 cebolas picadas
2 dentes de alho picados
1 lata de tomate pelado
1 cubo de caldo de legumes
1 copo de vinho branco
1 copo da água de escaldar as folhas de couve
sal q.b.
pimenta q.b.
2 cravinhos
1 folha de louro


Comecei por preparar a couve:

separar as folhas, retirar um pouco do talo mais duro, sem danificar as folhas;
escaldar as folhas de couve em água a ferver temperada com sal; deixar ferver 5 minutos e retirar. Repetir este procedimento até terminar todas as folhas de couve (pode colocar várias folhas ao mesmo tempo, mas deve ter cuidado para não apertar muito e danificar as folhas.


Enquanto a couve arrefecia, fui preparando o molho:

numa frigideira (anti aderente) refogar a cebola e o alho em azeite; juntar o tomate pelado picado, juntamente com o molho. Acrescentar os temperos, louro, sal e pimenta, o caldo de legumes e os cravinhos.
Quando estiver refogado, juntar o vinho branco e a água. Deixar ferver um pouco e rectificar os temperos.

Entretanto fui preparando os rolos de salsicha:
juntar 2 folhas de couve, colocar 1 salsicha em cima, enrolar e prender com 2 palitos.

colocar todos os rolos num tabuleiro de ir ao forno.
regar com o molho e levar o forno (pré aquecido) por 30 minutos (ou até estar um pouco gratinado).





Acompanhei com arroz branco
fez sucesso!


domingo, novembro 04, 2012

Ensopado de borrego à moda da minha mãe






Para começar, a “mãe” desta receita não é a minha!! Mas sim a Dona Carolina, mãe da nossa querida amiga Celeste. O ensopado de borrego que tantas vezes experimentamos foi testado pelas suas mãos carinhosas, por anos de experiência e servido com a alegria que lhe era própria.
Obrigado por esta tradicional receita alentejana.
Agora vamos partilhá-la para que muitos mais possam aproveitar este prato tão simples e saboroso.
Uma refeição para ser feita sem pressas... e saboreado com quem se gosta... vagarosamente... hum.... uma delícia!


Vai precisar de:

+- 1,5kg de borrego (bem novinho), cortado em pedaços (usei parte da perna e parte de peito)
4 colheres de sopa de azeite
+- 1 dl de vinagre (a gosto)
1 copo de vinho branco
3 folhas de louro
4 dentes de alho (bem picados)
4 cebolas grandes, cortadas às rodelas muito fininhas
sal q.b.
(se gostar, pode acrescentar também cravinho e pimenta em grão; apesar da receita original não levar, experimentei e ficou muito bom)

Modo de fazer:

Comece por levar o borrego ao lume coberto de água (é mesmo só até cobrir).
Quando começar a aparecer espuma, vai-se retirando até a água começar a ficar limpa (a espuma começa a ficar branca).





Assim que a carne estiver já a começar a ficar macia, junta-se o louro, alhos e cebolas, sal e restantes temperos. Se for necessário, junte mais água.



Quando o borrego estiver quase, quase cozido, junta-se o vinho, o azeite e o vinagre e fica a apurar (o vinagre é só para quebrar o sabor da gordura do borrego). Deve ficar em fogo baixo, para ir cozinhando lentamente. Mais uma vez, acrescente água se necessário. O objectivo é ficar com líquido tipo sopa.

Quando estiver pronto pode acrescentar batatas às rodelas grossas. É só continuar a ferver até ficarem cozidas.

Sirva em prato fundo, em cima de fatias de pão alentejano.
Acompanhe com um bom vinho tinto; se alentejano, ainda melhor!
E saboreiem devagarinho... com uma boa conversa!




Reconfortante!

quinta-feira, março 10, 2011

Caril de frango com maçã



Já a algum tempo atrás vimos fazer esta receita no programa Mais Você (GNT) e resolvemos experimentar... é fácil e muito boa!

Tem a vantagem de também poder ser feita com antecedência.

Aqui fica a sugestão.

Ingredientes:

- 1 litro de água com 2 tabletes de caldo de frango
- ossos retirados de 2 coxas e sobre coxas e 2 peitos de frango (em vez disso, utilizei um frango inteiro que mandei desossar)
- a carne do frango cortada em pedaços pequenos e temperada com sal, sumo de limão e alho picado a gosto
- azeite
- 2 cebolas picadas
- 5 maçãs verdes, descascadas e cortadas em cubos
- 3 colheres (chá) de carril em pó
- 2 colheres (sopa) sumo de limão
- 1 folha de louro
- sal, pimenta

Modo de fazer
Numa panela com 1 litro de água e 2 tabletes de caldo de frango, coloque os ossos retirados do frango e deixe ferver por cerca de 30m. Retire os ossos e reserve o caldo (é bom coar);

Refogue 2 cebolas picadas, junte as 5 maças cortadas e cozinhe até ficar macio;
Nessa mistura, acrescente 3 colheres (sopa) de pó de caril;
Transfira para um liquidificador, junte o caldo dos ossos reservado e bata até que forme um creme. Reserve.

Numa outra panela doure a carne do frango;
Junte o creme de maçã com caril na panela;
Coloque 2 colheres (sopa) de sumo de limão e 1 folha de louro;
Acerte os temperos... pode acrescentar mais gengibre fresco (ralado) e cominhos;
Deixe cozinhar por 20 minutos... ou até o frango estar macio (se necessário, acrescente um pouco de água ou caldo de frango;

Servimos com arroz basmati e, claro, foi acompanhado com um bom vinho tinto!
Aproveitem...

domingo, abril 25, 2010

Confit de canard... em Lanhelas, Caminha

Deu vontade de comer alguma coisa especial? sim? mas não precisa de ir a França... 

Quem diria que em terras minhotas também podíamos saborear um pato feito como deve de ser, para nenhum francês colocar defeito! Pois é... o famoso confit de canard feito a preceito – pato confitado com marmelada de laranja, acompanhado de cogumelos salteados com vinho do Porto. 

Aonde? 
Vale a pena descobrir o Restaurante A Adega, em Lanhelas, no concelho de Caminha. Já aqui tínhamos deixado essa sugestão... realmente é um local a não perder... para além da cozinha saborosa, sempre surpreendente, encontramos muita simpatia, um ambiente muito agradável e vinhos para todos os gostos. 

A receita não a temos... mas já sabem aonde a podem saborear... nada melhor... sempre podem dar um espreitadela na cozinha e talvez descubram algum dos segredos.  


quarta-feira, janeiro 13, 2010

Feijoada para a Fifi

Pois é, domingo passado - dia 10 - a nossa Fifi fez anos! Ainda pensamos ir a um restaurante... mas os que gostávamos estavam fechados!

Por isso, à ultima hora, resolvemos reunir o pessoal aqui em casa...
o que fazer? já eram quase 19hs de sábado... tínhamos que decidir rápido...
o que é que a Fifi mais gosta? hummm feijão preto... vamos lá, pai, rápido ao super comprar o que faz falta!

e mãos à obra! fazemos o nosso feijão da maneira que a vovó Nair sempre nos acostumou (e foi esse mesmo que a Fifi aprendeu a gostar).

não é nada complicado... fica aqui a explicação. Os mais tradicionais que nos desculpem pelas alterações... enfim, não é propriamente uma feijoada completa, mas sim o nosso feijão preto, saboroso e cheio de recordações.

O almoço de festa? o menú foi uma surpresa para a aniversariante.
foi muito bom ter o pessoal aqui à volta da mesa. Ainda bem que decidimos ficar em casa!

imaginem que nem tiramos uma foto da mesa! tanta foi a pressa de comer! quando nos lembramos já estava tudo mexido! esta foto é daqui.


Ingredientes que precisa ter

para o feijão:
 
feijão preto
carnes de porco  (pé, orelha, entrecosto, rabinho... habitualmente usa-se a carne salgada. Nós tínhamos         congelado e não estavam salgados)
carne seca (que sorte! tínhamos trazido do Brasil na nossa última viagem. Também estava congelada)
cebola
dentes de alho
azeite
folha de louro
sal e cominhos

para os acompanhamentos: 

couve (compramos aquela já cortada para caldo verde)
farinha de mandioca
arroz
cebolas, alhos, azeite
ovo
sal


E agora, como foi feito,


na véspera:


1º colocamos o feijão de molho. Há quem não ache necessário mas, na nossa opinião, além de cozer         mais rápido, o caldo fica mais cremoso. Fizemos 1 kg de feijão (para 7 pessoas).
2º colocamos a carne seca de molho. Estava congelada, mas também é preciso tirar o sal, por isso,             convém ir mudando a água.
3º como a carne de porco não era salgada e também estava congelada, colocamos a ferver em água com     sal. Deixamos ferver um pouco, sem deixar cozer em demasia; deitamos a água fora, limpamos a carne     das gorduras excessivas. Este procedimento faz com que a feijoada fique menos gordurosa.                     Reservamos.
4º descascamos as cebolas e os alhos. Contamos 2 cebolas grandes e 2 dentes de alho para o feijão, 1         cebola e 1 dente de alho para a couve, 1 cebola e 1 dente de alho para a farofa, 2 dentes de alho para o     arroz. Guardar no frigorífico, dentro de um recipiente fechado.


E agora, no dia:

1º o feijão foi posto a cozer na própria água em que ficou de molho. Juntamos as carnes de porco. Não         colocar sal
2º à parte, demos uma fervura na carne seca - deitar a água fora e juntar a carne ao feijão.
3º deixar cozer em fogo baixo, até o feijão estar macio. Convém ir verificando as carnes e, à medida que     estiverem cozidas, tirar para uma outra panela e reservar.
4º numa frigideira, colocar as cebolas e o alho picados com um pouco de azeite para  refogar, sem deixar     a cebola secar muito. Temperar com sal, pimenta preta, cominhos a gosto e 1 folha de louro. Quando     estiver bom, juntar um pouco do feijão com caldo, misturar tudo bem e juntar na panela do feijão.
5º rectificar os temperos e deixar cozer em fogo baixo para apurar. Ir mexendo de vez em quando para         não pegar no fundo.

Entretanto podemos ir fazendo a farofa:

1º fazer um ovo mexido num pouquinho de azeite, sem deixar secar (costumamos juntar um pouquinho de leite no ovo batido para ficar mais cremoso); reservar.
2º cebola e alho picados num tacho largo com azeite, deixando a cebola dourar. Ir juntando a farinha de mandioca... mexendo sempre; o fogo tem de estar muito baixinho, para a farinha ir torrando devagarinho; temperar com sal.
A farofa é muito "gulosa", mas procuramos não colocar muita gordura. No fim, quando estiver pronta, pode-se juntar uma colher de manteiga e desligar o fogo; dá um sabor muito bom. Mas desta vez, não fizemos isso, para não acrescentar mais gordura.
3º misturar o ovo mexido na farinha e reservar.

Pode fazer o arroz branco com o alho e um pouquinho de azeite. Façam da maneira habitual.

A couve, convém ser feita na hora de ir para a mesa:
1º escaldei a couve em água a ferver;
2º entretanto fazer um refogado com o azeite, cebola e alho;
3º quando a cebola estiver dourada, juntar a couve escorrida, ir mexendo sempre para cozer (sem tapar a panela); temperar com sal.

E pronto... servir tudo imediatamente... deve estar delicioso como a nossa feijoada ficou!
A Fifi teve assim o seu almoço de aniversário com o seu prato de infância preferido!

segunda-feira, novembro 16, 2009

Caldo de Mancara, da Guiné Bissau

Hoje fica aqui uma receita da Guiné.
Quem mandou foi o nosso "pai atarefado", amigo João Luís, que por estes tempos se tem deliciado com comidas africanas, cozinhadas a preceito por quem sabe.

 A receita de Caldo de Mancara enviada fica aqui tal como foi escrita!

Transcreveremos aqui a explicação. Para já ficamos a saber que "mancara" é o nome dado pelos guineenses aos amendoíns.
E que o caldo pode ser feito com peixe ou com carne.

o modo de fazer foi assim explicado:
Lavar a carne ou o peixe e cozer só com limão e cebola e um pouco de tomate, para poder ter o gosto;
Depois esmagar a mancara com tomate até que a mancara tenha a cor do tomate;
e depois colocar a água fria ou morna, depende do teu gosto.
Coloca a carne na panela de mancara e coloca no lume para ferver junto com a mancara até cozer.

Simples, não é? imagino que se tempere com sal. Mais explicação não foi dada... experimentem e apurem a receita ao vosso gosto.
Pela foto, deve acompanhar com arroz e uma cervejinha bem gelada deve saber bem.


quinta-feira, outubro 01, 2009

Frango à moda de pai atarefado

Pedi ao meu querido amigo João Luís que nos enviasse uma sugestão de alguma comidinha habitual lá em sua casa...


Pedido cumprido...
deixo aqui a sua sugestão, tal e qual foi fornecida! Para além da receita, todas as dicas podem ajudar à família! (a imagem é daqui)
bom proveito!

Receita-de-Pai-viúvo-desesperado-que-chegou-a-casa-tarde-e-tem-todos-os-filhos-para-jantar-e-não-sabe-o-que-há-de-fazer-com-a-puta-da-vida.

 (para 6 bicos esfomeados)
Tempo de preparação – 15 minutos

Ingredientes
2 frangos (de preferência mortos e depenados)
2 cabeças de alho inteiras
2 dentes de alho descascados)
Sal grosso Q.B.
Azeite: mão de doido, ou seja, MUITO
Arroz – 2 mãos por bico (10 mãos neste caso)

Preparo

1º o arroz:
Mete-se o arroz num tacho alto de ir ao microondas
Amanda-se lá para dentro uma pitada de sal
Amanda-se lá para dentro com os dois dentes de alho descascados
Cobre-se de água e mais um pouco (à vista desarmada)
Marca-se para 15 minutos o microondas no máximo mete-se o "tacho" (de vidro, claro!)  de arroz lá dentro e liga-se

agora o franguito:

Partem-se /desmancham-se serram-se os frangos em pedaços pequenos (no super já os há à venda partidos)
Liga-se o lume BEM ALTO – no MÁXIMO
Mete-se o azeite no fundo do tacho – deve cobrir bem o fundo TODO enquanto se grita aos filhos para pôr a mesa e para tirarem os dedos do nariz
Atira-se com os dentes de alho INCLUINDO A CASCA para o tacho com o azeite a ferver
Atira-se com o sal em profusão lá para dentro
Tapa-se o tacho aí por 1 minuto para não nos queimarmos
Urra-se aos filhos para pararem de urrar

Neste momento as cabeças de alho já devem estar a ficar esturricadas. É ASSIM MESMO.
Esmagá-las com a colher de pau e assegurar-se que estão a queimar bem (SIM PRETAS,. CASCA E TUDO)
Amandar com o Frango lá para dentro MANTENDO O LUME NO MÁXIMO

O tacho deve ir sendo tapado/destapado alternadamente para que o frango fique bem esturricadinho e bem cozido por dentro
Berrar aos filhos para irem para a mesa com o arroz

Correr com o tacho para mesa

Servir

Gozar o momento de família com uma cerveja estupidamente gelada e

pensar que A VIDA É BELA



Fica bem minha querida Amiga

domingo, agosto 30, 2009

Almôndegas de Borrego ( Izgara Köfte)



Ufa! De volta de férias! e de volta à cozinha!...
As férias foram na Turquia... pois é... mais uma vez nesse país maravilhoso! conhecendo lugares lindos, absorvendo história e conhecendo gente simpática e acolhedora.
E, claro, experimentando sabores inesquecíveis!

Tudo isso na companhia dos nossos queridos amigos Celeste, Antonio, Rica e Ernesto. Que tempo bem passado!

Para recordar, deixamos aqui um dos pratos que mais experimentamos - as almôndegas de carne de borrego ( Izgara Köfte). Em cada lugar, um sabor ligeiramente diferente, mas todos muito saborosos.

Talvez seja um dos pratos mais comuns na Turquia, pelo menos encontrávamos em todo o lado e sempre deliciosas.
O acompanhamento mais comum é a salada e o Cacik (molho de iogurte), as malaguetas grelhadas e o tomate que não pode faltar!

Experimente e saboreiem... vão ver que é fácil de fazer e fica delicioso!


Ingredientes

1,5 kg de carne de Borrego picada (crua)
2 fatias de miolo de pão
2 dentes de alho picados
2 cebolas picadas
1 colher de café de paprika
1 colher de café de pimenta
1 colher de café de cominhos
3 colheres de sopa de água
sal q.b.

Preparação

Comece por mergulhar o pão em água durante mais ou menos 10 minutos; retire-o e esprema para retirar o excesso de água.
Misture todos os ingredientes para que fique uma mistura homogénea.
Faça as almôndegas do tamanho de um ovo, achatando-as ligiramente.
Unte-as com azeite (ou óleo) e grelhe-as cerca de 2 a 3 minutos de cada lado.

Fácil, não é? Não deixem de experimentar e vão ficar rendidos como nós!
ah! e não se esqueçam de polvilhar com paprika! hummm...

sexta-feira, novembro 21, 2008

Arroz domingueiro

É verdade que certos pratos "nascem" assim de uma forma meio estranha e servem de pretexto para usar alguns ingredientes que temos à mão... Este "arroz domingueiro", surgiu da necessidade de dar fim a um presunto "pata negra" (de porco preto)... delicioso... preparado por nós.
fomos comendo a carninha boa e ficamos com pena de deitar o osso fora!


A ideia do arroz foi da Mariluce e assim nos juntamos na casa da Rica e do Ernesto para o almoço de domingo.

Como foi feito? um pouco ao sabor da inspiração de momento e o jeito da Mariluce!


Primeiro as carnes, entrecosto (costela de porco), carne de vaca e frango, foram postas a cozer juntamente com feijão encarnado e o osso do presunto. Ficou a cozer devagarinho, até estar tudo macio.


À parte, fez-se um refogado com azeite, cebola, alho, um pouco de tomate, tudo picado, cenouras às rodelas e uma folha de louro.
Quando estava já dourado, acrescentou-se couve lombarda cortada às tiras, o arroz e um pouco de água de cozer as carnes.
Foi tudo envolvido muito bem, ficou a cozer lentamente, e foi-se acrescentando água sempre que necessário, para o arroz ir ficando cozido mas "molhadinho".
Quando o arroz já estava "aberto" juntou-se as carnes e o feijão.
Foi então a altura para rectificar os temperos... um pouquinho mais de sal... um pimenta moída... já está...

depois foi só deixar apurar mais um pouquinho...
o Ernesto serviu um vinho tinto muito bom e lá fomos nós saborear o arroz domingueiro.

(e o Rex foi saborear o osso! acho que o escondeu no quintal... esperto! o nosso arroz acabou todo e ele ainda tem o osso...)

E assim tivemos um almoço de domingo em família, como manda a tradição!

segunda-feira, setembro 29, 2008

Arroz Carreteiro


Do pantanal mais profundo, seguimos para o Rio dos Peixes onde aproveitamos para tomar banho nas cachoeiras, ver as grutas e mergulhar no rio de "tirolesa"! Que aventura!

E depois... que fome!

nada como um bom almoço e um sono na rede para recuperar as forças!

A mesa era farta e o arroz carreteiro (ou arroz-de-carreteiro) era uma delícia.


Ficamos a saber que este prato típico tem o seu nome inspirado na comida dos mercadores ambulantes que atravessavam o sul do país em carretas puxadas por bois ("carreteiros") e aproveitavam os restos do churrasco e os comiam juntamente arroz.

Espertos que eles eram, porque a mistura ficou mesmo boa!

A receita que aqui publicamos é de Licinia C.R. Campos e encontramos na SIC .



Ingredientes:

- 2 xícaras de arroz
- 600 g de carne de charque, sem gordura (deixar de molho em água desde a noite anterior)
- 2 paios cortados em cubinhos
- 100 gr de bacon cortado em cubos pequenos
- 4 tomates maduros, bem vermelhos
- 2 pimentos verdes
- Sal
- Óleo


Modo de Preparo:

Fritar o bacon no óleo e quando estiver bem frito coloquar a carne de charque cortada em cubos pequenos.
Frite até que fique dourada.
Colocar o arroz e deixar fritar junto com a carne. Quando já estiver frito, juntar os tomates e os pimentos cortados em cubos pequenos, o paio e misturar.
Deitar a água fervendo e deixar o arroz cozinhar até que fique macio. Pode ir juntando água se necessário. E convém não deixar secar, deve ficar molhadinho, tipo risotto.

pode servir com queijo ralado e ovos cozidos.


quinta-feira, julho 31, 2008

Frango com Cajú

Ontem apeteceu-me comer um prato que costumava comer em Zurique, num restaurante tailandês muito rascoso perto do sitio onde eu trabalhava. Apesar de ser uma tasca tailandesa com aspecto um pouco suspeito, a comida era maravilhosa. O meu prato favorito era o Frango com Cajú.

Aqui vai então a receita:




Ingredientes:

Peito de frango
Castanhas de cajú
Cebola
Pimento
Molho de soja
Piripiri
Pimenta
Sal

Preparação:

Tempera-se o frango com piripiri, pimenta e sal.
Torram-se as castanhas de cajú e reservam-se.
Numa frigideira, refoga-se a cebola e o pimento, previamente cortados em tiras, até ficarem macios.
Acrescenta-se o frango e deixa-se alourar.
Quando o frango estiver meio cozido deita-se o molho de soja e deixa-se apurar.
Por fim juntam-se as castanhas de cajú.
Serve-se com arroz branco de preferência basmati.
Que bom, que bom!


quinta-feira, julho 17, 2008

feijão assado do Faial


Continuando a dar conta da nossa experiência culinária nos Açores.
A primeira vez que ouvi falar de feijão assado foi na casa da Hortênsia que preparou um delicioso, assado no forno típico que instalaram no quintal.
Bom... só quem já conhece sabe do que estou a falar! O feijão tem um gostinho... um travo adocicado... que o melaço lhe dá.
Agora, no Faial, voltamos a comer feijão assado e relembrei essa delícia!

Encontrei no blog Three Fat Ladies uma receita que parece fiel. Aliás recomendo a visita a esse espaço para ficarem a conhecer algumas curiosidades acerca desse prato.


Ingredientes:




300 g de carne de porco (preferência para entrecosto)
100 g de linguiça (a recomendação é para a açoriana, mas na falta dessa, usa-se a que houver à mão)
550 g de feijão manteiga cozido (se a preguiça apertar, pode utilizar o de lata)
1 cebola
2 dentes de alho
3 tomates (pode utilizar tomate pelado, enlatado)
1 colher de café de massa de malagueta
3 cravos-da-índia
5 grãos de pimenta da Jamaica
1 pau de canela
1/2 copo de vinho
6 a 8 colheres de sopa de melaço de cana

Sal

Para preparar:


Refogar a cebola com o alho;
acrescentar a linguiça, cortada às rodelas, e deixar que esta destile um pouco de gordura. Adicionar a carne, previamente cortada em cubos, e deixar cozinhar uns minutos, até ficar dourada.
Juntar o tomate, o vinho e os restantes temperos. Enquanto se deixa a carne cozinhar, vai-se juntando água, pois deve ficar com algum caldo.
Quando a carne estiver macia, retirar o cravinho, a canela e a pimenta e misturar com o feijão.
Colocar esta mistura num recipiente de barro, espalhar o melaço por cima.
Levar ao forno até apurar e o melaço ficar com um aspecto caramelizado (cerca de 30 minutos).




domingo, maio 18, 2008

Empada de pato


Hoje a nossa querida titia Piá chegou do Brasil e por isso fizemos uma almocinho caprichado.
A empada de pato que estava já preparada no congelador foi óptimo recurso.
Na hora foi só colocar no forno e fazer uma salada para acompanhar.

Deixamos aqui a receita da massa e do recheio. Já sabem que pode ser congelada e assim terem sempre uma refeição (quase) pronta. Também podem variar o recheio, por exemplo, com frango ou camarão...

Ingredientes:
Para a massa:
250 g de manteiga
500 g de farinha
4 gemas
2 ovos
Uma pitada de sal

Para o recheio:

1 pato temperado préviamente com sal e pimenta
2 cebola
1 dente de alho
5 dl de caldo de galinha
1 ramo de cheiros (alho francês, cenoura, salsa, tomilho e louro)
1 colher (sopa) de farinha
2 colheres (sopa) de azeite
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Comece por preparar a massa:
Coloque a farinha em monte sobre uma superfície de trabalho.
Abra uma cavidade ao centro e nela coloque as gemas, os ovos, a manteiga e o sal. Amasse tudo muito bem, acrescentando, se necessário, um pouco de água até obter uma massa homogénea. Forme uma bola e deixa repousar, num local quente, durante 20 minutos.

Entretanto, leve o tacho ao lume e deixe-o aquecer bem. Coloque o pato dentro deste e deixe-o corar até que a sua gordura comece a derreter.
Acrescente depois a cebola e o alho, ambos picados. Deixe corar um pouco, regue com o caldo de galinha e aromatize com o ramo de cheiros. Deixe cozinhar em lume brando durante, mais ou menos, 50 minutos.
Findo este tempo, retire o pato e reserve o caldo. Deixe a carne arrefecer um pouco, elimine as peles e os ossos e desfie-a.

Hora de preparar o creme:
Descasque 1 cebola, pique-a finamente e refogue-a num pouco azeite. Junte o pato desfiado, mexendo sempre com um garfo até estar tudo bem envolvido. Polvilhe com a farinha e regue com o caldo (coado) de cozer o pato na quantidade necessária para ficar na consistência de um creme. Deixe ferver, não parando de mexer.

Estenda a massa com um rolo e com ela forre uma tarteira, previamente untada. Disponha o recheio na forma e cubra com a restante massa. Pressione o rebordo com os dedos, pique o topo com um garfo.
Se desejar, pode agora congelar.
Depois é só deixar umas horas (ou durante a noite) no frigorífico e
levar ao forno quente durante cerca de 40-50 minutos, até que a massa fique dourada.

Deve servir bem quente.
Acompanhe com uma salada de alface e tomate.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Empadão da (Mãe) Zinha

Todos nós temos aquele prato preferido... da nossa infância... que foi ficando retido na nossa memória dos sabores e dos cheiros... 

Temos vindo a fazer a pergunta... E deixamos aqui a resposta que a nossa comadre Paulinha nos enviou. A escolha dela foi o empadão de carne... à maneira que a sua mãezinha fazia... 
uhm... é de lamber os beiços!!




Memória de sabores  

Sempre que me perguntam se tenho um prato predilecto, é do empadão da
minha Mãe que me lembro. O que tem de especial? Talvez o facto de ser
feito não só com puré de batata, mas também com arroz, criando uma
textura gustativa distinta da do empadão, para mim, tradicional.
Para comer quente ou frio. Oxalá gostem!

Ingredientes (6 pessoas)

600 gr de carne de novilho, limpa e bem picadinha na hora
1 chouriço corrente (de carne) bem picadinho na hora
Arroz carolino q.b.
600 gr de batatas
200 ml de leite meio gordo
Óleo vegetal q.b.
Sal q.b.
Noz moscada q.b.
1 colher de sopa de margarina
2 gemas de ovo

Cozer o arroz em água temperada com sal (ou aproveitar o arroz já cozido que sobrou);
Cozer as batatas em água temperada com sal;
Numa frigideira larga cozinhar a carne juntamente com o chouriço no óleo vegetal, temperando com sal e noz moscada. Com a ajuda de um garfo ir soltando a carne para não "empastelar" e ficar soltinha.
Depois de bem escorridas, amassar as batatas como para puré, juntando o leite, uma
colher de sopa de margarina e uma pitada de noz moscada.

Num pirex formar uma primeira camada pouco espessa de carne, seguida de uma camada de arroz, nova camada de carne, mais espessa e, por fim, uma camada de puré de batata.

Pincelar toda a superfície com as duas gemas batidas. Enfeitar com rodelas de chouriço.
Levar ao forno pré aquecido até ficar douradinho.

E depois... é só saborear... 

domingo, março 11, 2007

Escondidinho do papa



Foi um jantar com amigos para festejar o aniversário do papá e por isso coube a ele escolher o menu.
Lá lhe fizemos a vontade... e todos lucramos com isso... estava mesmo saboroso!
Os que aqui estiveram podem confirmar.
Não é um prato difícil de fazer. A receita original é feita com carne-seca e foi como fizemos mas pode muito bem ser feito com carne picada... a mandioca também já é fácil de encontrar no mercado, não há desculpas!

Mãos à obra:


Ingredientes:

• 500 g de carne-seca (ou carne picada)
• 1 kg de mandioca
• 1 copo e ½ água de cozer a mandioca (ou de leite)
• 100 g de manteiga
• Cebola
• Alho
• Salsa picada
• Sal q.b.
• Pimenta-do-reino
• 300 g de queijo mozzarella, ralado em fios (utilizei aquele que já se compra preparado, em saquinho)
• queijo ralado (gosto de utilizar queijo da ilha)



Prepare assim:

- Na véspera coloque a carne-seca de molho para retirar o sal (vá mudando a água);
- Coloque para cozinhar em panelas separadas a carne-seca (ou se fizer com carne picada, prepare a carne como é habitual - com molho de tomate, fica óptima)e as mandiocas (no fim reserve a água das mandiocas);
- Quando a carne estiver bem cozida, desfie e refogue em outra panela com a cebola e o alho, temperando a gosto com o sal e a pimenta-do-reino (cuidado para não exagerar com o sal, já que a carne-seca é salgada); no fim, junte a salsa picada;
- Pegue as mandiocas já cozidas e amasse com um garfo até chegar a uma consistência de puré (pode utilizar o processador – foi o que fiz – mas é importante fazer enquanto estiverem quentes, juntando a água em que cozinharam);
- Coloque em uma panela , junte a manteiga e tempere com sal e pimenta a gosto, vá mexendo e vá juntando água em que cozeram (ou o leite) até ficar homogéneo; deve ficar um puré molinho (eu prefiro fazer com a água em vez do leite porque acho que fica mais leve);
- Numa travessa que possa ir ao forno, faça uma primeira camada com o puré de mandioca, depois a carne-seca, o queijo mozzarella ralado em tiras, outra vez o puré de mandioca e por último o queijo ralado;
- leve ao forno para gratinar e quando estiver com uma casca dourada, retire e sirva;

Se quiser fazer com antecedência, arme todo o prato (até pode congelar) e deixe para levar ao forno na hora.

Para acompanhar, uma salada é suficiente. Há quem goste de servir também com molho de pimenta... fica ao critério de cada um.

Um bom vinho... e muita alegria!

Nós por aqui alegramo-nos com o festejado e fomo-nos preparando para brindar e cantar os parabéns!

domingo, dezembro 17, 2006

Ragout de Cordero Patagónico

foto daqui

Patagónia... o paraíso na terra! Impossível ficar indiferente a tanta beleza! As neves permanentes, os glaciares seculares, os rios e lagos, as florestas, os pastos verdejantes... enfim, um sem fim de beleza de cortar a respiração...
Depois das caminhadas e do contacto com esta natureza em estado bruto, nada melhor do que retemperar as forças no conforto, no calor e na simpatia. Foi tudo isso que encontrámos no Fuegia, em El Chalten.
E, como não podia deixar de ser, o «cordero» é sempre uma escolha acertada, sendo considerado um emblema da gastronomia patagónica. Experimentámos de várias formas e uma parilla de cordero (ou assado) é algo inesquecível.
Deixamos aqui a receita do «ragout de cordero patagónico» para que se possam também deliciar.

Ingredientes (± 4 pessoas)

500 g de carne de borrego cortada em pedaços pequenos
100g de bacon
1 cebola
2 dentes de alho
1 courgette («zapallito»)
1 pimento vermelho
1 cenoura cortada
8 azeitonas
½ beringela cortada aos cubos
1 lata de milho
1 chávena de vinho branco
100 ml de natas
1 tablete de caldo de carne dissolvida em água quente
Sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
Colorau e rosmaninho q.b.

Para fazer

Saltear o bacon numa panela e logo que comece a soltar a gordura juntar a carne de borrego, deixando refogar até que fique dourada.
Baixar o fogo e juntar o vinho, os legumes cortados e os temperos.
Deixar em fogo lento (± 30m) mexendo de vez em quando e acrescentando o caldo de carne a pouco e pouco.
Logo que esteja cozido, rectificar os temperos e acrescentar as natas. Deixe aquecer mas sem ferver.

O acompanhamento tradicional é com batatas cozidas mas pode sempre fazer um arroz branco, mais à nossa maneira.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Volvemos!! com empanadas


Volvemos!!
Retemperados com os ares patagónicos e com o som do tango porteño!

Não existe província Argentina que não tenha a sua própria versão deste clássico prato “criollo”. Com algumas reminiscências árabes e espanholas, e com ingredientes variados, as empanadas estão presentes na gastronomia de quase todos os países da América espanhola.
Podem ser fritas ou assadas no forno (gosto mais das de forno). E podem ser feitas com recheios variados. As mais tradicionais são as de carne (vaca ou borrego) mas também encontramos versões com espinafres e queijo, ou de tomate e mozzarella.
Conta a tradição que nas jornadas eleitorais argentinas, os candidatos distribuíam, “desinteressadamente”, empanadas e vinho tinto, animando assim as reuniões e esperando serem eleitos...

Vale a pena tentar!

Ingredientes (±20-25empanadas)

Para a massa:

½ kg de farinha de trigo
100 gr de banha
Água morna
Sal

Para o recheio de carne:

60 gr de margarina
2 cebolas picadas
700 gr de carne cortada em quadradinhos bem pequenos
4 ovos cozidos e picados
20 azeitonas (sem caroço) picadas
150 gr de passas
2 colheres (sopa) colorau
Alho picado
Cominho q.b.
Sal e pimenta q.b.

Cebolinho picado (ou, na falta, salsa picadinha)
1 ovo inteiro batido

Como fazer:

Comece preparando a massa:

Derreter a gordura em 1 ½ copo de água morna; junte o sal e, pouco a pouco, a farinha, misturando sempre. Acerte a consistência acrescentando um pouco mais de farinha, se necessário. Quando estiver uma massa consistente, de o formato de uma bola e reserve (deve ficar uma massa bem unida, mas macia ao toque).

Deixe repousar a massa durante 1 hora, coberta com um pano húmido.

Enquanto isso, faça o recheio:

Aloure a cebola na margarida; junte a carde e continue cozinhando por mais uns minutos de modo a alourar a carne;
Acrescente os ovos cozidos, as azeitonas, as passas, o colorau, o alho, cominhos, pimenta e sal a gosto.
Misture bem tudo, retire do fogo e deixe repousar um pouco, para que os sabores se integrem.


Pode, então, ir abrindo a massa e montando as empanadas:

Estenda a massa com o rolo (vá trabalhando com pouca massa de cada vez). Convém que não fique muito grossa nem muito fina (± 5mm). Com um molde circular (pode utilizar um copo) corte rodelas de ± 10cm de diâmetro.
Distribua o recheio pelas rodelas, salpique com o cebolinho (ou salsa) picado e feixe cada rodela dando o formato de meia-lua. Pressione as bordas com um garfo de modo a ir colando as 2 pontas.

Pincele com o ovo batido e leve ao forno pré aquecido (temperatura alta) até que fiquem douradas (± 10m).

Sirva ainda quentes... e não se esqueça de um bom vinho tinto para acompanhar! Pode não ganhar as eleições mas receberá, certamente, os cumprimentos do seu “eleitorado”!

* receita e foto: «Segredos de la cocina: Cocina Argentina», de Héctor Salgado, Ed. Origo.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Abóbora recheada com carne seca



Carne seca foi um dos (muitos) ingredientes que fez parte da nossa bagagem quando viemos do Brasil... por estas bandas lusitanas é difícil de encontrar.
Carne seca (ou carne de sol) é uma carne conservada com sal e seca ao sol (equivalente ao nosso bacalhau).
Quisemos muito fazer um jantar brasileiro para os nossos amigos Manecas e Cila e, como estamos no tempo das abóboras, este foi o menu escolhido.
De qualquer maneira, a ideia de rechear a abóbora é sempre uma sugestão que pode ser utilizada com carne picada... ou camarão... ou bacalhau... ou qualquer outro recheio da vossa imaginação.

Desta vez fizemos assim:

Os ingredientes necessários:

carne seca (±1kg)
1 abóbora bem redondinha
azeite
1 dente de alho picado
2 cebolas picadas
salsa picada
Leite de coco (±100ml)
sal q.b.


Mãos à obra:

Primeiro convém deixar a carne seca de molho de um dia para o outro para retirar bem o sal (não esqueça de trocar a água).

Dar uma fervura rápida na carne e deitar a água fora (faço sempre assim porque tenho horror a comida salgada e prefiro não arriscar).

Cortar a carne em pedaços pequenos e colocar na panela de pressão com a água deixando cozinhar por uns 15 minutos (também podem utilizar panela normal. Demora um pouco mais, mas fica igual). Escorra a água e reserve.

Numa frigideira, colocar azeite, dourar a cebola e o alho. Juntar a carne, salsa, o leite de coco e refogar por 15 minutos. Reserve.

Entretanto a abóbora foi sendo preparada. Leva mais ou menos 1 hora no forno, por isso podem ir preparando com antecedência.
Escolham uma abóbora redondinha e bonita.

Abrir uma tampa e retirar as sementes. Untar o interior com um pouco de azeite e polvilhar com sal.
Embrulhar em papel de alumínio e levar ao forno pré aquecido (± 200°) até que fique macia ao toque. Convém colocar a abóbora num recipiente que depois possa levar à mesa.

Quase na hora de servir é só abrir a abóbora e colocar a carne dentro. Volte a fechar (também com o papel de alumínio) e volte a levar ao forno por uns 15 minutos.

Depois é só servir e esperar os elogios!

Acompanhei com arroz branco e a farofa do costume. Qualquer dia coloco aqui a receita da farofa também.

Na falta da carne seca, experimentem com carne picada... preparada da maneira habitual (convém deixar com molho porque fica melhor).
O recheio de camarão com queijo... conto na próxima, ok?

terça-feira, junho 27, 2006

Rolo de carne recheado à Susana

Mais uma optima receita feita pela Susana! Pode ser para o dia do Portugal X Inglaterra! Isso se conseguirmos engolir alguma coisa, claro está! Sempre é melhor que fish and chips!!
Podem deixar tudo preparado, colocar no forno quando o jogo começar e saborear no fim!

(tínhamos foto, mas não ficaram bem! Temos que arranjar outra! Por favor, Susana, ajuda-nos!!)

Tenha à mão (quantidades a gosto):

carne de vaca picada
carne de porco picada
1 chouriço e/ou bacon picado
alho picado
salsa
açafrão
pimenta
sal grosso
pimentão e louro (erva seca comprada)
miolo de pão embebido em leite
1 ovo
farinha e pão ralado
fiambre em fatias
queijo em fatias
margarina para untar
1 caldo de carne
1 cerveja

Para fazer, nada mais fácil:

Misturar muito bem todos os ingredientes, fazendo uma pasta;
Estender essa pasta em cima de um pano (ou papel vegetal) polvilhado com um pouco de farinha de trigo e pão ralado; deve dar um formato rectangular.
Colocar em cima da pasta estendida as fatias de fiambre intercaladas com as fatias de queijo (podem acrescentar ou substituir o recheio);
Enrolar dando a forma de rolo, apertando bem;
Colocar em tabuleiro untado com margarina; desmanchar por cima o caldo de carne e regar com a cerveja (pode também substituir por vinho tinto);
Levar ao forno médio, mais ou menos por 1 h... ou até estar douradinho. Durante esse tempo, vá regando com o molho.

Depois... é só saborear! Porque entretanto já estamos cheios de fome de tanto gritar por Portugal!