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quinta-feira, outubro 01, 2009

Frango à moda de pai atarefado

Pedi ao meu querido amigo João Luís que nos enviasse uma sugestão de alguma comidinha habitual lá em sua casa...


Pedido cumprido...
deixo aqui a sua sugestão, tal e qual foi fornecida! Para além da receita, todas as dicas podem ajudar à família! (a imagem é daqui)
bom proveito!

Receita-de-Pai-viúvo-desesperado-que-chegou-a-casa-tarde-e-tem-todos-os-filhos-para-jantar-e-não-sabe-o-que-há-de-fazer-com-a-puta-da-vida.

 (para 6 bicos esfomeados)
Tempo de preparação – 15 minutos

Ingredientes
2 frangos (de preferência mortos e depenados)
2 cabeças de alho inteiras
2 dentes de alho descascados)
Sal grosso Q.B.
Azeite: mão de doido, ou seja, MUITO
Arroz – 2 mãos por bico (10 mãos neste caso)

Preparo

1º o arroz:
Mete-se o arroz num tacho alto de ir ao microondas
Amanda-se lá para dentro uma pitada de sal
Amanda-se lá para dentro com os dois dentes de alho descascados
Cobre-se de água e mais um pouco (à vista desarmada)
Marca-se para 15 minutos o microondas no máximo mete-se o "tacho" (de vidro, claro!)  de arroz lá dentro e liga-se

agora o franguito:

Partem-se /desmancham-se serram-se os frangos em pedaços pequenos (no super já os há à venda partidos)
Liga-se o lume BEM ALTO – no MÁXIMO
Mete-se o azeite no fundo do tacho – deve cobrir bem o fundo TODO enquanto se grita aos filhos para pôr a mesa e para tirarem os dedos do nariz
Atira-se com os dentes de alho INCLUINDO A CASCA para o tacho com o azeite a ferver
Atira-se com o sal em profusão lá para dentro
Tapa-se o tacho aí por 1 minuto para não nos queimarmos
Urra-se aos filhos para pararem de urrar

Neste momento as cabeças de alho já devem estar a ficar esturricadas. É ASSIM MESMO.
Esmagá-las com a colher de pau e assegurar-se que estão a queimar bem (SIM PRETAS,. CASCA E TUDO)
Amandar com o Frango lá para dentro MANTENDO O LUME NO MÁXIMO

O tacho deve ir sendo tapado/destapado alternadamente para que o frango fique bem esturricadinho e bem cozido por dentro
Berrar aos filhos para irem para a mesa com o arroz

Correr com o tacho para mesa

Servir

Gozar o momento de família com uma cerveja estupidamente gelada e

pensar que A VIDA É BELA



Fica bem minha querida Amiga

domingo, março 15, 2009

refeição vege completa

Cá está uma boa maneira de substituir a carne com proteína de soja. Pode fazer uma refeição nutritiva, saudável e saborosa.

Neste almoço foi assim: soja estufada, arroz integral e feijão verde com ovos. 

Começamos por colocar a proteína de soja (utilizámos a de tamanho médio) de molho em água quente à qual juntamos um cubo de caldo de legumes. 

Enquanto isso fomos fazendo o arroz integral na nossa panela eléctrica (daquelas que se vêem em restaurantes asiáticos, de cozer o arroz); mas se não tiver pode fazer noutra ou até em panela de pressão, que é mais rápida.  
Primeiro refogamos 1 cebola picada, com 1 dente de alho, em azeite. Depois acrescentamos o arroz integral, lavado, e deixámos fritar um pouco; depois disso juntamos uns cubinhos de abóbora que tínhamos no congelador, salsa e coentros picados. Envolvemos tudo muito bem e juntámos a água (2 vezes e meia a quantidade do arroz); temperamos com sal, fechamos a panela e deixamos cozer. A panela desliga-se automaticamente e não precisamos de nos preocupar mais. Quando o líquido acabar, ela  desliga (e conserva quente).

Enquanto o arroz cozia, a "carne" de soja foi sendo preparada: cebola e alho refogado em azeite, ao que juntamos a soja, deixando fritar. Em seguida, acrescentamos tomates maduros triturados (pode ser tomate pelado), salsa e coentro picados, envolvemos tudo bem e juntámos a água em que a soja ficou de molho. Temperámos com sal, mistura de pimentas (preta, branca e rosa), cominhos e noz moscada. 
E deixámos a apurar. 


Enquanto isso, o feijão verde foi preparado. 
Tirámos os fios e cortamos em "juliana". 
Depois, num  tacho, refogamos cebola e alho picados em azeite. Juntámos o feijão verde, envolvemos, temperamos de sal e colocamos um pouco de água (1/2 copo). 
A panela é tapada e fica a cozer em fogo baixo; convém verificar e, se necessário, juntar mais um pouquinho de água; o objectivo é ficar praticamente sem líquido nenhum. 

Já quase no fim, juntar 2 ovos batidos (e temperados de sal), envolvendo tudo rapidamente. O ovo vai "agarrar-se" ao feijão, fazendo um colorido bonito. 

E pronto, está pronta um refeição completa. Muito nutritiva e saudável. 
Para quem não está habituado, os sabores são novos, mas vale a pena experimentar. 

domingo, dezembro 14, 2008

Arroz de sardinha


Ter alguns ingredientes no congelador torna a cozinha do dia a dia muito mais fácil...
Foi o que fizemos hoje com umas sardinhas congeladas. Pode utilizar qualquer peixe, congelado ou fresco. Neste caso, num domingo chuvoso, ter o peixinho em casa tornou tudo muito mais fácil. 

Como fizemos?

1. Primeiro colocamos o peixe a descongelar por 30 minutos, em água com sal. Ao fim desse tempo a água foi escorrida e o peixe estava pronto para ser utilizado (no caso das nossas sardinhas congeladas, estavam já arranjadas em filetes);

2. Numa panela colocamos azeite
 a aquecer e cebola picada - que também tínhamos congelada - e deixamos refogar um pouco, até ficar transparente; acrescentamos 1 colher de sobremesa de pasta de alho (compra-se já preparada e também é um óptimo recurso para ter sempre à mão); 

3. Juntámos 1 pimento encarnado (pimentão vermelho) cortado às rodelas, 1 folha de louro, 1 molho de cheiro verde (salsa, coentros, celolinho) e deixámos apurar um pouco; temperámos com sal e pimenta q.b.;

4. Em seguida, arrumámos as nossas sardinhas por cima, tapamos a panela e deixámos cozer (é rápido e convém não deixar cozer demais);

5. Depois de uns 5-6 minutos, retirámos o peixe para fora e reservámos. Nos temperos que ficaram na panela juntámos o arroz, mexendo e deixando refogar um pouco; 

6. Em seguida, acrescentámos água a ferver e deixámos o arroz cozinhar, rectificando o sal; a quantidade de água deve ser 3 vezes a de arroz, para ficar soltinho;

7. quando o arroz estava no ponto, voltamos a colocar cuidadosamente o peixe por cima, e um pouco mais de cheiro verde picado; desligar o fogo, tapar a panela e deixar uns 2 minutos abafado.

8. servir imediatamente... com um bom vinho.

bom apetite! 
 

sexta-feira, novembro 21, 2008

Arroz domingueiro

É verdade que certos pratos "nascem" assim de uma forma meio estranha e servem de pretexto para usar alguns ingredientes que temos à mão... Este "arroz domingueiro", surgiu da necessidade de dar fim a um presunto "pata negra" (de porco preto)... delicioso... preparado por nós.
fomos comendo a carninha boa e ficamos com pena de deitar o osso fora!


A ideia do arroz foi da Mariluce e assim nos juntamos na casa da Rica e do Ernesto para o almoço de domingo.

Como foi feito? um pouco ao sabor da inspiração de momento e o jeito da Mariluce!


Primeiro as carnes, entrecosto (costela de porco), carne de vaca e frango, foram postas a cozer juntamente com feijão encarnado e o osso do presunto. Ficou a cozer devagarinho, até estar tudo macio.


À parte, fez-se um refogado com azeite, cebola, alho, um pouco de tomate, tudo picado, cenouras às rodelas e uma folha de louro.
Quando estava já dourado, acrescentou-se couve lombarda cortada às tiras, o arroz e um pouco de água de cozer as carnes.
Foi tudo envolvido muito bem, ficou a cozer lentamente, e foi-se acrescentando água sempre que necessário, para o arroz ir ficando cozido mas "molhadinho".
Quando o arroz já estava "aberto" juntou-se as carnes e o feijão.
Foi então a altura para rectificar os temperos... um pouquinho mais de sal... um pimenta moída... já está...

depois foi só deixar apurar mais um pouquinho...
o Ernesto serviu um vinho tinto muito bom e lá fomos nós saborear o arroz domingueiro.

(e o Rex foi saborear o osso! acho que o escondeu no quintal... esperto! o nosso arroz acabou todo e ele ainda tem o osso...)

E assim tivemos um almoço de domingo em família, como manda a tradição!

sábado, novembro 01, 2008

Arroz Doce da Tia Cândida


Mais umas vindimas 
na Vivenda S. Domingos (Tinto dos Tintos) e na Casa do Rosmaninho (Branco do Rosmaninho). 

Este ano as uvas eram poucas mas a alegria e a festa, como sempre, foram abundantes. Os amigos estiveram presentes para ajudar no trabalho e na comilança!


Depois do "caldo" (sopa com carne e enchidos), nada melhor do que uma sobremesa típica para adoçar a boca...
A tia Cândida fez o seu arroz doce incomparável... e decorado a rigor.

Deixamos aqui a receita para quem quiser partilhar uma dos nossos doces preferidos!


Precisa de:


- 2 chávenas (chá) de arroz "carolino" (grão redondo, glutinoso, o melhor para o arroz ficar bem cremoso)
- 2 1/2 chávenas (chá) de açúcar
- 2 litros de leite (gordo ou inteiro)
- 2 paus de canela
- 6 gemas de ovos
- casca de 1 limão
- sal q.b.
- água q.b.
- canela em pó q.b.

Modo de fazer:


Numa panela ampla, coloca-se um pouco de água (suficiente para "abrir" o arroz), o sal, 1 pau de canela e a casca de limão.

Leva-se a aquecer em lume médio.

Entretanto, à parte, aquece-se o leite, no qual se colocou o outro pau de canela.

Quando a água iniciar fervura deita-se o arroz, espalhando-o com uma colher de pau. À medida que a água for secando, vai-se juntando o leite quente (reservar um pouco para desfazer as gemas).
Para o arroz não pegar no fundo da panela, tem que se ir mexendo sempre com a colher de pau e mantendo uma fervura moderada.

Colocam-se as gemas numa tigela e junta-se-lhes o bocado de leite que ficou reservado.

O arroz deve estar cozido quando o leite acabar. Se não estiver ainda cozido (o que pode suceder devido ou ao tipo de arroz ou ao fogo estar demasiado forte, secando o arroz depressa demais sem cozer) vai-se juntando mais leite quente, até que fique totalmente cozido. 

Junta-se o açúcar, deixa-se secar um pouco mais e quando estiver com a textura desejada, retira-se do fogo. Convém não esquecer que o arroz quando arrefecer vai sempre "ligar" um pouco mais. A textura tem muito a ver com o gosto de cada um. Nós aqui gostamos dele bem cremoso.

Junta-se de seguida a mistura de gemas e leite, passada por um coador.
Vai outra vez ao fogo uma última vez a fervilhar ligeiramente para cozinhar as gemas.

Coloca-se em travessas, retira-se o pau de canela e a casca de limão e decora-se com canela em pó.



O segredo do arroz doce? alguma prática e, sobretudo, calma e paciência... acho que é por isso que o arroz doce da tia Cândida é tão bom!  



segunda-feira, setembro 29, 2008

Arroz Carreteiro


Do pantanal mais profundo, seguimos para o Rio dos Peixes onde aproveitamos para tomar banho nas cachoeiras, ver as grutas e mergulhar no rio de "tirolesa"! Que aventura!

E depois... que fome!

nada como um bom almoço e um sono na rede para recuperar as forças!

A mesa era farta e o arroz carreteiro (ou arroz-de-carreteiro) era uma delícia.


Ficamos a saber que este prato típico tem o seu nome inspirado na comida dos mercadores ambulantes que atravessavam o sul do país em carretas puxadas por bois ("carreteiros") e aproveitavam os restos do churrasco e os comiam juntamente arroz.

Espertos que eles eram, porque a mistura ficou mesmo boa!

A receita que aqui publicamos é de Licinia C.R. Campos e encontramos na SIC .



Ingredientes:

- 2 xícaras de arroz
- 600 g de carne de charque, sem gordura (deixar de molho em água desde a noite anterior)
- 2 paios cortados em cubinhos
- 100 gr de bacon cortado em cubos pequenos
- 4 tomates maduros, bem vermelhos
- 2 pimentos verdes
- Sal
- Óleo


Modo de Preparo:

Fritar o bacon no óleo e quando estiver bem frito coloquar a carne de charque cortada em cubos pequenos.
Frite até que fique dourada.
Colocar o arroz e deixar fritar junto com a carne. Quando já estiver frito, juntar os tomates e os pimentos cortados em cubos pequenos, o paio e misturar.
Deitar a água fervendo e deixar o arroz cozinhar até que fique macio. Pode ir juntando água se necessário. E convém não deixar secar, deve ficar molhadinho, tipo risotto.

pode servir com queijo ralado e ovos cozidos.


quinta-feira, junho 12, 2008

risotto de camarão

Este foi um risotto feito com a Saroka que ficou a saber a diferença entre o risotto e o arroz malandro.
Juntou-se a nós o maridão, o Ricardo e Guilherme para saborear a iguaria!

Feito com a calma que todo o risotto precisa, ficou mesmo bom… não sobrou nem um grãozinho de arroz!!!

Foi feito assim:

Primeiro cozemos o camarão:
Colocamos uma panela com um pouco de água a ferver com sal, pimenta preta, 1 folha de louro, 1 malagueta cortada, um ramo de salsa e casca de limão. Deixamos ferver um pouco para apurar os sabores e colocamos o camarão (congelado, com casca) a ferver durante 3 minutos.

Retiramos o camarão da água e passamos por água fria. Reservamos a água onde cozeram.
Descascamos o camarão, deixando o rabinho em alguns, reservando as cabeças e casca.

Juntamos essas cabeças e cascas na água em que tinham cozido (retirados os temperos). Passamos tudo pela varinha (ou liquidificador) para o sabor do camarão ser aproveitado, fazendo um caldo. Foi coado num passador fino.
Voltamos a levar ao fogo para ficar quente e poder ser utilizado para fazer o arroz.

Agora o arroz:

Numa panela larga refogamos cebola e alho picados, num pouco de azeite. “Resfriamos” com um pouco de vinho branco (1/2 copo) e deixamos o álcool evaporar.
Juntamos o arroz, envolvendo tudo e deixando fritar um pouco.

Fomos acrescentando o caldo lentamente, mexendo sempre, até o arroz estar cozido “al dente” (se fôr necessário pode juntar mais água quente). Deve ser feito lentamente... juntando o caldo, mexendo delicadamente, deixando o arroz abrir e cozer devagarinho; junta-se sempre mais caldo à medida que necessário. Deve ficar cremoso…

Mesmo antes de desligar juntar os camarões, uma colher de manteiga e queijo ralado a gosto, envolvendo tudo bem (podem fazer isso já com o fogo desligado).
Salpicar com salsa picada e servir de imediato!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Empadão da (Mãe) Zinha

Todos nós temos aquele prato preferido... da nossa infância... que foi ficando retido na nossa memória dos sabores e dos cheiros... 

Temos vindo a fazer a pergunta... E deixamos aqui a resposta que a nossa comadre Paulinha nos enviou. A escolha dela foi o empadão de carne... à maneira que a sua mãezinha fazia... 
uhm... é de lamber os beiços!!




Memória de sabores  

Sempre que me perguntam se tenho um prato predilecto, é do empadão da
minha Mãe que me lembro. O que tem de especial? Talvez o facto de ser
feito não só com puré de batata, mas também com arroz, criando uma
textura gustativa distinta da do empadão, para mim, tradicional.
Para comer quente ou frio. Oxalá gostem!

Ingredientes (6 pessoas)

600 gr de carne de novilho, limpa e bem picadinha na hora
1 chouriço corrente (de carne) bem picadinho na hora
Arroz carolino q.b.
600 gr de batatas
200 ml de leite meio gordo
Óleo vegetal q.b.
Sal q.b.
Noz moscada q.b.
1 colher de sopa de margarina
2 gemas de ovo

Cozer o arroz em água temperada com sal (ou aproveitar o arroz já cozido que sobrou);
Cozer as batatas em água temperada com sal;
Numa frigideira larga cozinhar a carne juntamente com o chouriço no óleo vegetal, temperando com sal e noz moscada. Com a ajuda de um garfo ir soltando a carne para não "empastelar" e ficar soltinha.
Depois de bem escorridas, amassar as batatas como para puré, juntando o leite, uma
colher de sopa de margarina e uma pitada de noz moscada.

Num pirex formar uma primeira camada pouco espessa de carne, seguida de uma camada de arroz, nova camada de carne, mais espessa e, por fim, uma camada de puré de batata.

Pincelar toda a superfície com as duas gemas batidas. Enfeitar com rodelas de chouriço.
Levar ao forno pré aquecido até ficar douradinho.

E depois... é só saborear... 

sábado, fevereiro 09, 2008

Risotto ao caril



Experimentar novas misturas e sabores é sempre um desafio de que gostamos.
Para o jantar com a comadre Paulinha foi o que tentamos fazer. E aproveitou-se também umas lulas estufadas que tinham sobrado do dia anterior.
Tudo junto, misturado com muito carinho, ficou uma delícia! Uma verdadeira cozinha de fusão! Ou um “arroz de fusão” como baptizou a nossa comadre.

Precisa de ter à mão:

- camarões descascados
- cebola picada
- alho picado
- aguardente (ou vinho branco)
- sal
- curry massala
- algas nori desidratadas
- arroz (de grão curto, próprio para risotto ou, então, arroz tipo “carolino”)
- manteiga
- azeite
- água
- qualquer folha verde para enfeitar (utilizamos rebentos de agrião, mas pode ser coentros ou salsa)

E aqui fica o modo como fizemos:

- as lulas já estavam preparadas, tinham sido estufadas num molho de tomate;

- colocámos de molho num pouco de água um punhado de algas nori* desidratadas, cortadas em tiras finas (convém deixar de molho uns 10 minutos para hidratar; a água também será aproveitada);

- camarões descascados (utilizámos dos congelados), fervidos em água temperada com uma mistura de caril (o utilizado por nós foi um “curry masala” que se encontra em lojas especializadas em produtos orientais). Utilizar a quantidade de caril a gosto, conforme se quiser mais ou menos forte. Deixar ferver por uns 6 minutos para o camarão cozinhar. Reservar, mantendo o líquido quente;

- numa panela larga (utilizámos uma de barro), refogámos 1 cebola picada e 2 dentes de alho num pouco de azeite até ficarem transparentes. Juntámos ½ copo de aguardente velha (pode substituir por vinho branco) e deixamos o álcool evaporar;

- acrescentámos o arroz (3 chávenas de café) e misturámos bem. Fomos então juntando a água onde os camarões tinham cozido, pouco a pouco, mexendo sempre e deixando o arroz ir cozinhando lentamente. Convém ter água quente à mão para ir acrescentando, sempre que fizer falta.
Como recomendam os italianos, o risotto deve ser feito muito lentamente, o líquido vai sendo acrescentado pouco a pouco de modo a que o arroz vá cozinhando devagarinho...

- quando o arroz estava quase cozido juntámos os camarões, as algas com a sua água e as lulas com respectivo molho. Deixámos ferver em fogo brando, rectificámos os temperos, mexendo lentamente até o arroz estar totalmente cozido (mas al dente).

- já com o fogo desligado, acrescentámos 1 colher de manteiga, misturando bem para derreter.

- enfeitámos com uns rebentos de agrião e foi servido imediatamente (como dizia a vovó Nair, “precisamos estar sentados à mesa, esperando pelo arroz molinho”... muita razão tinha ela...).

Depois... foi só saborear e sentir o sabor a mar...
Acompanhámos com uma saladinha e, claro, um bom vinho, escolhido pelo maridão.

Experimentem e façam as vossas variações...


*Alga Nori (porphyra umbilicalis): alga atlântica silvestre, muito rica em proteínas, sais minerais, vitaminas e fibra.