quinta-feira, dezembro 28, 2006

Natércias da tia Cândida


Continuando com as nossas tradições de Natal, as «natércias» são os bolinhos preferidos do David...
A receita original é da Tele Culinária, mas a tia Cândida fá-los tão bem que resolvemos registá-los com a sua “marca”. Ficam sempre deliciosos e já têm um lugar cativo em qualquer festa de família.
Experimentem também e vão ver que ficam fãs.

Ingredientes (para ± 24)

400g de açúcar
130g de farinha
2 ovos
0,5 lt de leite
50 g de manteiga
raspa de limão (opcional)

Modo de Fazer

Bate-se os ovos com o açúcar. Junta-se a margarina derretida, a farinha e por fim o leite (e, se quiserem, a raspa de limão).
Vai ao forno em forminhas muito bem untadas com manteiga e polvilhadas com farinha.
Quando cozidas desenformam-se e, se preferirem, podem ser colocadas em forminhas de papel.

Depois é só saborear uma a uma!!!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

cuscuz baiano

ainda não passamos as fotos... e por isso esta é daqui; logo que possível substituímos.

Outras das tradições natalícias lá de casa é experimentar uma sobremesa nova. Pois é... foi a Fifi quem instituiu e, assim, todos os anos lá vamos pesquisando até encontrar uma que nos agrade.
Este ano foi o «cuscuz baiano». Quando estamos no Brasil gostamos muito de comer aquele que é vendido na rua, em tabuleiros... quisemos experimentar e não é que ficou mesmo bom? E é muito fácil de fazer! Não tínhamos o coco fresco... mas usamos coco ralado e também ficou delicioso!

Cá deixamos a receita para experimentarem, quem sabe na noite de fim de ano?

Ingredientes:

500 g de tapioca
1 coco grande ralado (ou 1 pacote de coco e um pouco de leite – de vaca ou de coco - para hidratar)
3 chávenas de açúcar
1 colher (chá) de sal
8 a 9 chávenas de água quente (mas não a ferver; retiramos da torneira)
Leite condensado para servir

(fizemos só metade da receita, o que nos pareceu mais que suficiente dada a fartura desta época)

Modo de fazer

Misture bem a tapioca e o coco já no tabuleiro onde vai ser servido.
Se usar o coco ralado de pacote, convém hidrata-lo primeiro com um pouco de leite. Utilizamos leite de coco, mas há quem faça com leite de vaca.
Acrescente o açúcar e o sal e vá mexendo bem.
Por último vá acrescentando a água aos poucos, misturando bem; nós colocamos uma chávena de cada vez; a tapioca vai absorvendo a água... vão verificando a consistência... fica como um pudim durinho.
Quando toda a água tiver sido absorvida, cubra e leve ao frigorífico até à hora de servir (ou deixe mesmo à temperatura ambiente se preferir).
Na hora de servir, coloque por cima mais coco ralado e sirva as fatias com um fio de leite condensado.

Uma delícia!

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Sonhos de abóbora




Vamos aproveitando a quadra festiva para dar a conhecer as nossas tradições
Na mesa não pode faltar o que é importante para cada um!
Para a madrinha Paula são os sonhos de abóbora que avivam, na memória, os sabores e aromas da infância.

Fizemos assim:

100 grs de polpa de abóbora cozida
100 grs de farinha
2 ½ dl de água
1 colher (café) de fermento
1 colher (café) de sal
5 ovos
óleo para fritar
açúcar e canela q.b.


Na véspera, coza a abóbora (sem a casca) em água. Escorra e esprema num pano. Deixe-a a escorrer.
No dia, esprema bem a abóbora e pese 100 grs. Reserve.
Ponha a ferver os 2 ½ dl de água com o sal e a farinha, mexendo bem, envolvendo e deixando cozinhar a farinha (deve ficar uma bola, soltando-se da panela).
Deixe arrefecer um pouco. Vá juntando os ovos um a um, amassando bem (pode fazer isso no processador; se não tiver um a varinha mágica também serve; a ideia é que a farinha não fique “encaroçada”).
Acrescente na massa a abóbora e o fermento, envolvendo bem.
Aqueça o óleo. Com uma colher de sobremesa vá colocando porções da massa a fritar. Deixe-as dourar levemente e retire para um travessa com papel de cozinha (escorrendo o excesso de gordura).
Quando estiverem frias, passe-as por açúcar e canela.

Depois... saboreie!

domingo, dezembro 17, 2006

Ragout de Cordero Patagónico

foto daqui

Patagónia... o paraíso na terra! Impossível ficar indiferente a tanta beleza! As neves permanentes, os glaciares seculares, os rios e lagos, as florestas, os pastos verdejantes... enfim, um sem fim de beleza de cortar a respiração...
Depois das caminhadas e do contacto com esta natureza em estado bruto, nada melhor do que retemperar as forças no conforto, no calor e na simpatia. Foi tudo isso que encontrámos no Fuegia, em El Chalten.
E, como não podia deixar de ser, o «cordero» é sempre uma escolha acertada, sendo considerado um emblema da gastronomia patagónica. Experimentámos de várias formas e uma parilla de cordero (ou assado) é algo inesquecível.
Deixamos aqui a receita do «ragout de cordero patagónico» para que se possam também deliciar.

Ingredientes (± 4 pessoas)

500 g de carne de borrego cortada em pedaços pequenos
100g de bacon
1 cebola
2 dentes de alho
1 courgette («zapallito»)
1 pimento vermelho
1 cenoura cortada
8 azeitonas
½ beringela cortada aos cubos
1 lata de milho
1 chávena de vinho branco
100 ml de natas
1 tablete de caldo de carne dissolvida em água quente
Sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
Colorau e rosmaninho q.b.

Para fazer

Saltear o bacon numa panela e logo que comece a soltar a gordura juntar a carne de borrego, deixando refogar até que fique dourada.
Baixar o fogo e juntar o vinho, os legumes cortados e os temperos.
Deixar em fogo lento (± 30m) mexendo de vez em quando e acrescentando o caldo de carne a pouco e pouco.
Logo que esteja cozido, rectificar os temperos e acrescentar as natas. Deixe aquecer mas sem ferver.

O acompanhamento tradicional é com batatas cozidas mas pode sempre fazer um arroz branco, mais à nossa maneira.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Volvemos!! com empanadas


Volvemos!!
Retemperados com os ares patagónicos e com o som do tango porteño!

Não existe província Argentina que não tenha a sua própria versão deste clássico prato “criollo”. Com algumas reminiscências árabes e espanholas, e com ingredientes variados, as empanadas estão presentes na gastronomia de quase todos os países da América espanhola.
Podem ser fritas ou assadas no forno (gosto mais das de forno). E podem ser feitas com recheios variados. As mais tradicionais são as de carne (vaca ou borrego) mas também encontramos versões com espinafres e queijo, ou de tomate e mozzarella.
Conta a tradição que nas jornadas eleitorais argentinas, os candidatos distribuíam, “desinteressadamente”, empanadas e vinho tinto, animando assim as reuniões e esperando serem eleitos...

Vale a pena tentar!

Ingredientes (±20-25empanadas)

Para a massa:

½ kg de farinha de trigo
100 gr de banha
Água morna
Sal

Para o recheio de carne:

60 gr de margarina
2 cebolas picadas
700 gr de carne cortada em quadradinhos bem pequenos
4 ovos cozidos e picados
20 azeitonas (sem caroço) picadas
150 gr de passas
2 colheres (sopa) colorau
Alho picado
Cominho q.b.
Sal e pimenta q.b.

Cebolinho picado (ou, na falta, salsa picadinha)
1 ovo inteiro batido

Como fazer:

Comece preparando a massa:

Derreter a gordura em 1 ½ copo de água morna; junte o sal e, pouco a pouco, a farinha, misturando sempre. Acerte a consistência acrescentando um pouco mais de farinha, se necessário. Quando estiver uma massa consistente, de o formato de uma bola e reserve (deve ficar uma massa bem unida, mas macia ao toque).

Deixe repousar a massa durante 1 hora, coberta com um pano húmido.

Enquanto isso, faça o recheio:

Aloure a cebola na margarida; junte a carde e continue cozinhando por mais uns minutos de modo a alourar a carne;
Acrescente os ovos cozidos, as azeitonas, as passas, o colorau, o alho, cominhos, pimenta e sal a gosto.
Misture bem tudo, retire do fogo e deixe repousar um pouco, para que os sabores se integrem.


Pode, então, ir abrindo a massa e montando as empanadas:

Estenda a massa com o rolo (vá trabalhando com pouca massa de cada vez). Convém que não fique muito grossa nem muito fina (± 5mm). Com um molde circular (pode utilizar um copo) corte rodelas de ± 10cm de diâmetro.
Distribua o recheio pelas rodelas, salpique com o cebolinho (ou salsa) picado e feixe cada rodela dando o formato de meia-lua. Pressione as bordas com um garfo de modo a ir colando as 2 pontas.

Pincele com o ovo batido e leve ao forno pré aquecido (temperatura alta) até que fiquem douradas (± 10m).

Sirva ainda quentes... e não se esqueça de um bom vinho tinto para acompanhar! Pode não ganhar as eleições mas receberá, certamente, os cumprimentos do seu “eleitorado”!

* receita e foto: «Segredos de la cocina: Cocina Argentina», de Héctor Salgado, Ed. Origo.

sexta-feira, novembro 17, 2006

mama está fora

pois é amigos...
estou de partida... desta vez para a Argentina!

Quando regressar, com a alma revigorada de tanta coisa bonita e com os pés inchados de tanto bailar, trago novos sabores e novas ideias para encher os olhos e a barriguinha!

até lá, vão experimentando algumas receitinhas!

sexta-feira, novembro 10, 2006

Abóbora recheada com carne seca



Carne seca foi um dos (muitos) ingredientes que fez parte da nossa bagagem quando viemos do Brasil... por estas bandas lusitanas é difícil de encontrar.
Carne seca (ou carne de sol) é uma carne conservada com sal e seca ao sol (equivalente ao nosso bacalhau).
Quisemos muito fazer um jantar brasileiro para os nossos amigos Manecas e Cila e, como estamos no tempo das abóboras, este foi o menu escolhido.
De qualquer maneira, a ideia de rechear a abóbora é sempre uma sugestão que pode ser utilizada com carne picada... ou camarão... ou bacalhau... ou qualquer outro recheio da vossa imaginação.

Desta vez fizemos assim:

Os ingredientes necessários:

carne seca (±1kg)
1 abóbora bem redondinha
azeite
1 dente de alho picado
2 cebolas picadas
salsa picada
Leite de coco (±100ml)
sal q.b.


Mãos à obra:

Primeiro convém deixar a carne seca de molho de um dia para o outro para retirar bem o sal (não esqueça de trocar a água).

Dar uma fervura rápida na carne e deitar a água fora (faço sempre assim porque tenho horror a comida salgada e prefiro não arriscar).

Cortar a carne em pedaços pequenos e colocar na panela de pressão com a água deixando cozinhar por uns 15 minutos (também podem utilizar panela normal. Demora um pouco mais, mas fica igual). Escorra a água e reserve.

Numa frigideira, colocar azeite, dourar a cebola e o alho. Juntar a carne, salsa, o leite de coco e refogar por 15 minutos. Reserve.

Entretanto a abóbora foi sendo preparada. Leva mais ou menos 1 hora no forno, por isso podem ir preparando com antecedência.
Escolham uma abóbora redondinha e bonita.

Abrir uma tampa e retirar as sementes. Untar o interior com um pouco de azeite e polvilhar com sal.
Embrulhar em papel de alumínio e levar ao forno pré aquecido (± 200°) até que fique macia ao toque. Convém colocar a abóbora num recipiente que depois possa levar à mesa.

Quase na hora de servir é só abrir a abóbora e colocar a carne dentro. Volte a fechar (também com o papel de alumínio) e volte a levar ao forno por uns 15 minutos.

Depois é só servir e esperar os elogios!

Acompanhei com arroz branco e a farofa do costume. Qualquer dia coloco aqui a receita da farofa também.

Na falta da carne seca, experimentem com carne picada... preparada da maneira habitual (convém deixar com molho porque fica melhor).
O recheio de camarão com queijo... conto na próxima, ok?

terça-feira, novembro 07, 2006

Goiabada com castanha de cajú


Às vezes, chegam-nos de surpresa.... e é preciso arranjar uma sobremesa à última hora...
Nestas alturas vale a pena socorrermo-nos das latas na despensa.
Foi o que fiz... fazendo uma versão rápida (e aldrabada) do clássico «romeu e julieta» brasileiro.
O resultado foi muito bom e fez sucesso! Pela rapidez e pelo sabor.

Aqui fica:

Uma lata de goiabada;
Cobrir toda a goiabada com castanha de cajú picada grosseiramente.
Na hora de servir, levar ao grelhador e deixar até a castanha ficar douradinha (e, entretanto, a goiabada vai ficando quentinha).

Servir logo de seguida com queijo fresco batido e bem gelado (de caixinha; há uns com 0% de gordura).

A goiabada morna liga muito bem com o frio do queijo... podem também experimentar com um gelado... deve ficar optimo!

Vamos sempre inventando... essa é a arte da culinária.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Caril de camarão


Realmente as receitas simples podem fazer uma refeição até sofisticada... basta cuidado e gosto na preparação e na apresentação.
Depois... degustar com amigos.
Desta vez juntámos os nossos queridos amigos João Luís, Ninita e Dina para saborear este caril de camarão.
Há várias maneiras de preparar caril que, na verdade, nada mais é do que uma mistura de especiarias e temperos (açafrão, cominhos, coentros, piripiri, pimenta, cravinho, canela). Pode já comprar a mistura feita ou fazê-la em casa. Experimente fazer e dê o seu toque pessoal, intensificando algum dos sabores a gosto.
Claro está que durante a preparação do prato, convém provar e pode então acrescentar algum tempero mais.
Fica óptimo.

Neste caso arranjei:

Camarões congelados (já descascados) (±1kg)
Alho picado
Cebola picada
Caril em pó (± 2 colheres de sopa)
Vinagre (± 1 colher de chá)
Coco ralado (± 1 colher de sopa)
Leite de coco (1 lata)
Azeite
Gengibre ralado q.b.
Sal, pimenta, picante q.b.
(as quantidades são q.b., convém ir provando e rectificando os temperos)

Como fazer:

Aquecer o azeite e refogar a cebola e o alho até ficarem translúcidos.
Acrescentar o gengibre ralado e deixar cozinhar um pouco.
Adicionar o caril, o vinagre, sal, envolvendo bem.
Acrescentar o leite de coco para diluir a mistura e o coco ralado.
Rectificar os temperos.
(esta parte da receita pode ficar pronta com antecedência. Na verdade, até ajuda a intensificar os sabores)
Juntar os camarões descascados e deixar cozinhar uns 10 minutos.

Servir acompanhado de arroz branco. Utilizei arroz basmati e juntei uns bagos de romã para dar colorido.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Salmão com Martini

Esta receita é daquelas que surgem por acaso mas que saem tão boas que estamos sempre a repetir.


É preciso:
Salmão (postas ou filetes)
Martini bianco
Ervas Finas (salsa, cebolinho, estragão, cerefólio)
Sal
Azeite

Preparação:
Temperar as postas ou filetes de salmão com sal. Numa frigideira por um pouco de azeite e deixar aquecer. Juntar o salmão, temperar com as ervas e ir regando com martini à medida que vai cozinhando.

Servir com uma boa salada.

Viram como é fácil?! Hummm… delicioso!

sábado, outubro 21, 2006

Pão de Queijo



Esta é outras das delícias que se come em terras brasileiras por todo o lado!
Ainda não tinha experimentado fazer mas, outro dia, enchi-me de coragem e coloquei as mãos na massa (literalmente)!...
E saiu muito bem... todos gostaram!
O ingrediente principal é o polvilho azedo (fécula de mandioca) que já se encontra por cá nos supermercados. Claro que tive que fazer adaptações por causa do queijo. As receitas falam em queijo de Minas, que é um queijo branco fresco (muito parecido com o queijo Rabaçal). Como não tinha um nem outro, resolvi substituir por queijo da Ilha... deu certo!

Então, precisa de:

500 g de polvilho
2 chávenas de leite
1 chávena de óleo
4 ovos
2 chávenas de queijo ralado
Sal a gosto

E mãos na massa:

Ferver o leite com o óleo e o sal. Colocar sobre o polvilho, misturando muito bem até desmanchar tudo. No princípio, porque está quente, pode usar uma colher, mas depois convém usar as mãos para que fique muito bem misturado.
Quando arrefecer, acrescentar os outros ingredientes e amassar bem (nesta fase, usei o processador).
Fazer bolinhas (a massa fica um pouco pegajosa e, por isso, convém untar as mãos com um pouco de óleo). Pode guarda-las no frigorífico até à hora de servir.
Assar em forno quente e servir de imediato.

Podem experimentar com outro tipo de queijo para ver no que dá.
E há também quem os faça recheados... o que é preciso é criar!

terça-feira, outubro 17, 2006

Esparguete com maçã



Hoje é daqueles dias em que nada há no frigorífico... e em que se coloca a pergunta «o que fazer pró jantar?»

Abrimos a dispensa... ficamos a olhar... à espera que a inspiração venha!

Massa... o grande recurso! Esparguete integral... (não pode faltar em casa!)

E fomos fazendo...

Cozinhando o esparguete em muita água como mandam as regras...
Escorrer...

E agora?... O que juntar?

Olhamos para o lado... e descobrimos! Maçãs!

Isso mesmo! E assim foi...

Aquecer um pouquinho de azeite na panela. Cortar a maçã (com a casca) aos pedaços. Colocar a maçã no azeite e deixar dourar.

Envolver no esparguete, juntar tomate seco aos pedaços (outro ingrediente que convém ter sempre à mão), temperar a gosto...

Delicioso! e simples! e nutritivo!

quarta-feira, outubro 11, 2006

Lulas recheadas com queijo


Ah!... Este prato era uma delícia!... Comemos no restaurante Galeria do Engenho em Parati, prato com o nome de «lulas à engenho». Umas lulas recheadas com queijo (parecia queijo mozzarella) e cozidas num molho que tinha cebola, um pouco de tomate, os temperos habituais e leite de coco; vinha salpicado com salsa picada. Vinha acompanhado com arroz branco e farofa.
Podem ver pelas fotos com era... e acreditem que estava mesmo bom!

Mas desta vez não deixamos (ainda) a receita porque não a temos. Fica apenas a sugestão... Qualquer dia vamos tentar fazer...



Quem é que quer experimentar primeiro?
Contem depois como foi!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Broa cremosa de fubá

foto daqui

Continuando por terras brasileiras...

Chegamos a Tiradentes, Minas Gerais, uma verdadeira pérola das cidades coloniais, com os seus casarios coloridos e harmoniosos, reduto de artistas e artesãos talentosos.
O bom é perambular pelas ruas, visitar as diversas lojas e ateliers onde as peças de ferro, madeira, tear e barro contam um pouco da história daquela gente.

Minas é conhecida por bem saber receber e foi assim no Pouso Alforria onde ficamos hospedados com os nossos amigos Isaac e Stela. Uma verdadeira casa mineira, cheia de estilo e simpatia. Todas as manhãs éramos surpreendidos por uma mesa de pequeno-almoço (ou café da manhã, como por ali se diz) de não se querer sair! De todas as iguarias servidas elegemos a broa cremosa de fubá que é de se «comer de joelhos» de tão boa. Como nos presentearam com a receita, aqui a deixamos para que possam também experimentar e verem que temos razão. É deliciosa!


Colocar os ingredientes no liquidificador, na ordem indicada, sem mexer com a colher:
  • 3 ovos
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1 e ½ chávena de fubá (farinha de milho amarelo bem fina)
  • 100 g de queijo de Minas ralado (este é um queijo branco fresco; por aqui pode ser substituído por queijo Rabaçal)
  • 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  • 3 colheres (sopa) de margarina
  • 1 pitada de sal
  • 4 chávenas de leite

Depois de tudo colocado, bater no liquidificador. Não mexer com a colher. Não se assustem porque fica meio líquido, é mesmo assim.
Despejar directamente do liquidificador em forma untada.
Assar em forno médio.

É só aguardar... e ir sentindo o cheirinho...
Depois de assado o bolo apresenta-se com duas camadas.

Uma delícia!

terça-feira, setembro 26, 2006

Moqueca de peixe com pirão

Ah... o mar de Angra... se existe paraíso, este lugar deve ser perto! Uma beleza!
O dia estava lindo... o sol a brilhar e o mar azul... a água transparente...

Chegados a casa, que preguiça... e que fome! Mas a Cláudia tinha à nossa espera uma moqueca deliciosa! Acompanhada de pirão e arroz branco. Divino!

Para fazer água na boca, aqui fica a descrição de como foi feito. É um prato simples e sempre com um cheirinho a mar... experimentem e vão ver que a delícia que é.

Moqueca de peixe com pirão da Cláudia


esta já é a mesmo a foto da comidinha deliciosa


Tenha à mão:

Peixe em postas (guarde a cabeça e as postas mais pequenas do rabo para fazer o pirão)
Cebolas
Alhos
Pimentos
Tomates maduros
Tablete de caldo de peixe
Coentros
Louro
Azeite
Leite de coco
Sal e pimenta
Farinha de mandioca para o pirão

Arranje um peixe bom... tempere-o com pimenta, alho picadinho, sal e sumo de limão. Reserve (mais ou menos 10 minutos).

No fundo de uma panela (se for de barro ainda melhor) coloque cebola, tomate e pimento, tudo às rodelas.

Em cima, coloque algumas postas de peixe e cubra outra vez com mais cebola, tomate e pimento; vá alternando as camadas até terminar (a última camada deve ser de temperos).

Por cima de tudo, desfaça um (ou dois, conforme a quantidade de peixe), caldos de peixe (ou camarão), regue com azeite, ponha um bom ramo de coentros, 1 folha de louro, tampe e leve a fogo baixo.

Quando estiver quase pronto (ai o olho e a experiência! nessa hora é que é!), deite por cima um pouco de leite de coco e desligue, deixando a panela tapada por uns minutos.

E já está.
Se quiser deixar o prato mais incrementado, pode ainda juntar camarões e/ou lulas (cortada às rodelas). Nesse caso, a Cláudia sugere que, primeiro, se refogue as lulas e os camarões junto com cebola e azeite; depois é só deitar por cima (quando se junta o leite de coco).

Enquanto a moqueca fica abafadinho a ganhar sabor, faça o pirão.

Para isso, faça um refogado leve com cebola, alho e azeite (só para a cebola ficar transparente). Junte a cabeça do peixe e as postas que deixou reservadas. Cubra com água, tempere com sal, pimenta e uma folha de louro. Deixe cozinhar bem até que o peixe se solte das espinhas.
Retire o peixe (sem peles e espinhas) e reserve.
Coe o caldo e coloque-o numa panela. Acrescente coentros picados e quando o líquido estiver a ferver, vá juntando a farinha de mandioca aos poucos e mexendo sempre (em fogo baixo para não queimar). Não deve ficar muito grosso mas sim um creminho... rectifique os temperos... Vá mexendo para a farinha cozinhar.

Não sabemos mesmo o que é melhor! Quando eu era pequena e a minha mamãe fazia peixe com pirão, eu só comia o pirão...

Numa mesa brasileira, o arroz branco não pode faltar (e, como foi o caso, ainda uma farofinha).

Claro que podem fazer esta receita com qualquer peixe... já tenho feito com peixe congelado e também fica bom... claro que nada tira o lugar de um peixinho fresco, ainda a cheirar a mar!

terça-feira, setembro 19, 2006

Caldinho de feijão

Continuamos com os nossos passeios e aventuras gastronómicas pela Cidade Maravilhosa.
Desta vez, como era domingo, fomos dar uma volta pela Feira do Lavradio (fica mesmo na Rua do Lavradio), paixão de todos os que gostam de antiguidades e “brechós”. Ali pode encontrar-se de tudo um pouco…
Na hora do almoço, fomos ter ao Boteco do Juca na rua Mem de Sá. O Juca é português e dono de vários botecos na zona centro. Ficamos encantados com o ambiente e com a variedade de cardápio! Foi até difícil de escolher… e ficamos a saber que têm “todos os dias iscas de bacalhau à moda da Ribeira do Porto”! Não é o máximo?
Mas como queríamos comida brasileira, mandamos vir “baião de dois”, “carne seca com aipim”, “caldinho de feijão” e ainda uma salada de palmito… um exagero de comida, porque as doses são imensas!! Como era tudo delicioso, tivemos dificuldade em deixar no prato! É mesmo o caso em que “os olhos foram maiores do que a barriga”.
Para aqueles que não puderem lá ir, deixamos aqui a receita do “caldinho de feijão” (que encontramos aqui).

Ingredientes

2 xícaras de feijão mulatinho (o pretinho)
8 xícaras de água
2 folhas de louro
60 g de bacon
1 paio pequeno
½ xícara de cebola picada
4 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de pimento verde picadosal e pimenta-do-reino cebolinha e coentro (ou salsa) picados
azeite

Modo de Preparo

Coloque o feijão de molho em água fria por 4 horas. Escorra.
Retire a pele do paio e coloque em uma panela de pressão. Acrescente o feijão e as folhas de louro. Cubra com a água, tampe a panela e leve ao fogo para cozinhar por cerca de 35 minutos (conta-se o tempo quando a panela começa a apitar; também pode ser cozinhado em panela normal, só que demora mais tempo). Deixe esfriar na panela.
Retire o paio e corte em fatias finas. Reserve.
Pique o bacon e coloque em uma panela com um pouco de azeite, leve ao fogo baixo para que o bacon liberte a gordura. Quando a gordura estiver bem quente adicione a cebola, o alho e o pimento picado. Refogue bem e despeje na panela com o feijão. Tempere com sal e pimenta-do-reino.
Leve ao fogo novamente e ferva por 10 minutos. Deixe amornar e bata em um liquidificador (deve ficar um creminho).
Passe por uma peneira e mantenha aquecido.
No fundo de cada canequinha de cerâmica coloque algumas fatias do paio e despeje o caldinho quente.
Salpique com cebolinha e coentro (ou salsa) a gosto e sirva ainda quentinho .


Essa é uma comida bem carioca… e encontra-se em vários locais diferentes (especialmente nos botecos). Acompanha com uma cachacinha de cana ou uma cerveja geladinha.
Uma delícia! Ficamos clientes
(colocaremos a foto depois... precisamos chegar a casa para transferir as fotos da máquina!)

segunda-feira, setembro 11, 2006

Tarte de limão da Paula

Nem só de Boteco se faz uma viagem.
Ainda no Rio, temos sido presenteados com cada iguaria!... Tentaremos manter-vos informados… que tal um roteiro de viagem gastronómico?

Estamos em casa da titia Micá, e a nossa querida Paula não deixa crédito por mãos alheias… outro dia, chegados a casa e cansados de tanto andar, tínhamos à nossa espera uma torta* de limão divina! Foi uma luta… não conseguíamos parar de comer!!! A receita original tem o nome de Torta de limão da Regina, mas resolvemos mudar o nome em homenagem à cozinheira… tarte de limão da Paula.


Aqui fica, então, a sugestão. Deliciem-se como nós (não nos responsabilizamos por nenhuma caloria a mais adquirida. Como dizem por aqui, o melhor é "ir malhar" umas boas horas para tentar rectificar os quilinhos a mais! Aliás, no fim da viagem, esse será o nosso problema!)




Ingredientes:
Massa

1 ½ chávena chá de farinha de trigo
1 gema
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (café) de sal
2 colheres (sopa) manteiga
2 colheres (sopa) de leite
1 colher (café) de fermento em pó
manteiga para untar

Recheio
2 latas de leite condensado
1 chávena (chá) suco de limão coado**
1/2 pacotinho de gelatina sem sabor dissolvido em «banho maria»

Cobertura
2 claras
8 colheres (sopa) açúcar em pó


Mãos na massa:

Comece por misturar e amassar bem todos os ingredientes da massa. Forre uma forma redonda de fundo amovível. Fure com um garfo e leve a assar em forno pré-aquecido, mais ou menos, por 20 minutos. Deixe arrefecer, desenforme e reserve para colocar o recheio.

Misture o leite condensado com o sumo de limão e a gelatina dissolvida e coloque por cima da base. Reserve.

Bata as claras em castelo e vá juntando o açúcar para fazer um suspiro duro. Disponha por cima do creme de leite condensado. Pode utilizar um bico ou espalhar o suspiro e fazer umas pontas com um garfo.

Levar ao forno só para dourar as pontas do suspiro.


Experimentem e vão ver que temos razão: DELICIOSA!



* tradução para português lusitano: torta = tarte; rocambole = torta.
** o limão utilizado aqui é o que chamamos de lima. Mas talvez fique igual com o nosso limão (que no Brasil se chama de limão galego)

quinta-feira, agosto 24, 2006

Camarão à baiana e farofa de dendê

Mesmo em férias não podemos deixar de dar algumas sugestões... claro que temos saboreado verdadeiras delícias cariocas mas, como é impossível registar tudo, vamos fazer água na boca e, pra quem estiver no Rio, até uma dica se quiser ir almoçar fora!

Nas nossas incursões por Ipanema, comemos um camarão à baiana delicioso no Paz e Amor, na rua Garcia D'Avila.

Aqui fica a receita com a foto tirada no restaurante:



Ingredientes

- 2 cebolas médias raladas
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 2 colheres (sopa) de óleo
- 3 dentes de alho amassados
- 1 kg de tomate sem pele e sem semente batido no liquidificador
- 1 kg de camarão médio limpo
- 1 colher (sopa) de pimenta dedo-de-moça
- 1 vidro pequeno de leite de coco
- sal a gosto

Modo de preparação

Leve ao fogo uma panela com a cebola, a manteiga, o óleo e o alho e frite-os por 3 minutos.
Junte o tomate, tempere com sal e deixe em fogo baixo por 15 minutos, ou até obter um molho denso.
Passado esse tempo, junte o camarão e a pimenta. Deixe no fogo até que o camarão esteja cozido e o molho bem denso (cerca de 10 minutos).
Adicione o leite de coco, deixe ferver por mais 2 minutos. Sirva em seguida.

Acompanhe com arroz branco e farofa de dendê

quarta-feira, agosto 16, 2006

estamos indo...

pois amigos... estamos indo de férias!!

Para onde? Para a cidade maravilhosa! Isso mesmo: Rio de Janeiro!

E já estamos até com água na boca só de pensar naqueles quitutes todos que vamos comer... empadinha... pastel... bolinho de mandioca... caldinho de feijão... suco de maracujá... aiiiiiiiiiiii!

Tentaremos publicar alguma receita, ok? Não se livram de nós assim facilmente!

Até já!

domingo, agosto 13, 2006

Bolo de maçã

Mais uma daquelas receitas seguras! Esta veio da nossa querida tia Micá que está sempre a surpreender-nos com coisas gostosas.

Este bolo é uma delícia e não pode haver nada mais fácil. Optimo para um lanche de verão. É que mesmo nas férias convém não perder o jeito!...


Vai precisar de:




- 3 chávenas de maçã picada com a casca (vá regando com sumo de limão para não escurecerem)
- ¾ chávena de óleo
- 1 chávena de leite
- 2 chávenas de farinha de trigo
- 2 chávenas de açúcar mascavado
- 2 colheres (sopa) de passas (sem pevides) demolhadas num pouco de vinho
- ½ colher (sopa) de noz moscada moída
- 1 colher (sopa) cheia de canela
- 2 ovos inteiros
- 1 colher (sopa) rasa de fermento

e para fazer:

Misture o açúcar com os ovos inteiros; junte o óleo, a farinha peneirada com o fermento, o leite, a noz moscada e a canela.
No fim junte a maçã e as passas.
Misture bem e leve ao forno quente em forma ou tabuleiro untado.



Surpreendido? Facílimo não é? Não precisa nem de batedeira!
Depois é só saborear e esperar pelos elogios!